domingo, 17 de abril de 2011

Protesto contra caos no transporte público de São Luís

Na sexta-feira (15) ocorreu mais uma manifestação de protesto contra o péssimo serviço de transporte público praticado na capital maranhense. Por volta das 18 horas vários usuários reclamavam da demora da linha Terminal BR-135 no Terminal de Integração do bairro da Cohama e exigiam aumento da frota de ônibus na cidade.

A Guarda Municipal e a Polícia Militar foi chamada para conter os manifestantes e reprimiu com violência disparando vários tiros, agressões verbais e prendendo um trabalhador. Cerca de 200 pessoas revoltadas com a prisão quebraram quatro veículos e exigiam a liberação do manifestante. A manifestação só terminou por volta das 20 horas com a liberação do trabalhador e a chegada de três ônibus da linha.

Manifestações como essas tem se tornado frequentes em toda a ilha contra o caos que está instalado no transporte público. A redução da frota junto com os problemas do trânsito tem tornado a vida de quem precisa do transporte público um tormento: Longas esperas nas paradas e ônibus superlotados.

Quem usa transporte coletivo percebe que pagamos passagem muito cara, sabe a dificuldade de se locomover nos horários de pico, sabe que os abrigos nas paradas são insuficientes e na maior dos casos não protegem nada e sabe a dificuldade de voltar para casa depois das dez horas da noite, por exemplo. Os terminais de integração, embora viabilizem o pagamento de apenas uma passagem, em muitos casos aumentam o tempo de viagem e, provavelmente, ficam com uma superlotação que poderia ser evitada.

Por outro lado, há bastante tempo em nossa cidade, os donos de ônibus sempre colaboraram nas campanhas dos prefeitos e suas bases de apoio. O atual secretário de Transporte de São Luís, Clodomir Paz é do PDT, o partido que se beneficiou por 20 anos do esquema das empresas de transporte e Castelo se elegeu neste mesma estratégia.

O chamado “direito de ir e vir” é um dos fundamentais e se choca com a ganância por lucro dos empresários. Faz-se necessária uma atuação a partir da perspectiva dos trabalhadores e da juventude.

O PSTU defende:

- Estatização do transporte público e criação da empresa municipal de transportes coletivos (CMTC), sob controle dos trabalhadores e usuários.

- Garantia de transporte para pessoas portadoras de necessidades especiais;

- Fim das superlotações – garantia de quantidade máxima de passageiros nos coletivos;

- Passagens a preço de custo e passe livre para estudantes, idosos e desempregados;

- Realização de estudos e debates nos bairros no sentido de melhorar a integração das linhas de ônibus e estabelecer alternativas para melhoria do fluxo de veículos.


Com informações do Jornal Pequeno.

domingo, 27 de março de 2011

Rap em solidariedade aos 13 do Rio

O grupo de rap maranhense Gíria Vermelha compôs um rap em solidariedade aos primeiros presos políticos do Governo Dilma.No total 13 ativistas, entre eles 9 militantes do PSTU ficaram presos sem prova alguma contra eles após protesto contra a visita do presidente americano Barack Obama.


A cobertura completa dos protestos na visita de Obama confira em nosso site: www.pstu.org.br


Abaixo segue letra e vídeo do rap "Os 13 do Rio".



"OS 13 DO RIO" - GIRIA VERMELHA



Me diz quem é bandido me diz quem é delinqüente? / quem oprime o mundo ou que protesta presidente?/ você mandou minha gente pra Bangu e Água Santa/ racistas na bajulação de um preto de alma branca/ Dilma que vergonha, Cabral que vergonha/ “Bigbrotherdeou” o Rio pra fazer graça pra Obama/ Governo AI-5 que bota venda nos olhos/ Obama veio pra cá de olho no nosso petróleo/ subiu o Corcovado pra fazer média com a mídia/ de dentro do Planalto mandou invadir a Líbia/ lição seguida a risca do mestre Mubarak/ na escola “Mão de Ferro” do diretor Kadafi / menina obediente né Dona Rousseff?/ teu autoristarismo só serve aqui pra plebe/ Obama humilhou tua polícia, tua gang/ no espaço aereo do Rio Janeiro só ianque/ cacetetes em punho balas de borracha/ manifestantes presos, cabeças raspadas/ quem bajula a burguesia ao povo só impõe terror/ inocenta Sarney e prende a vovó tricolor/ o amor pelo povo guia nossas caminhadas/ pelo morro, favela , pelas ruas e praças/ o que se passa? vocês tem medo do vermelho?/ das bandeiras que empunham companheiras, companheiros.



http://www.youtube.com/watch?v=0mBHbubsKGU


sábado, 26 de março de 2011

Basta de Oligarquia! Fora Roseana Sarney!

Segue nota do PSTU sobre a atual conjuntura maranhense.


A heróica greve dos educadores da rede básica estadual já tem mais de vinte dias enfrentando a mídia patrocinada pela Oligarquia Sarney e a Justiça que tentam jogar pais e alunos contra as justas reivindicações da categoria. A categoria se mantém firme em todo o Estado mobilizada e denunciando o caos da educação pública no Maranhão e a ela se juntou também os policiais civis em greve desde o dia 22.

Neste momento Roseana está mergulhada em um mar de lama que já atingiu colaboradores diretos como os ex-superintendentes do INCRA Raimundo Monteiro e Benedito Terceiro envolvidos em desvio de verbas do instituto. Além disso vários setores do governo estão sob suspeita de fraudes em contratos e desvio de recursos.

O mensalão da FAPEMA, escândalo que mostrou o uso de bolsas de incentivo a pesquisa para pagar aliados políticos na última eleição deixou mais evidente que a governadora Roseana Sarney (PMDB) e seu vice Washington Luís (PT) estão inteiramente envolvidos em todas estas bandalheiras.

O quarto mandato de Roseana Sarney foi obtido à custa de muito abuso do poder econômico e político e as suspeitas de fraude eletrônica se mantêm até hoje. Agora Roseana tem que retribuir o apoio dado pelo empresariado e o latifúndio, seus principais financiadores de campanha, condenando os maranhenses a viver em um estado de miséria e violência.

É exatamente no “melhor governo da vida dela” que o Maranhão é atingido por um terremoto social de proporções imensas que vão desde os conflitos e mortes no campo, como de Flaviano Neto da comunidade quilombola do Charco, rebeliões e carnificinas nos presídios, paralisia nas obras do PAC do Estado com suspeitas de desvios de recursos, caos no sistema de saúde e a não realização do concurso público previsto desde o ano passado.

O protesto chamado pelo PSTU realizado na internet (Twittaço) foi só o primeiro passo. Ao colocar a campanha pelo Fora Roseana entre os assuntos mais comentados na rede ficou demonstrado que há uma vontade muito grande não só dos maranhenses, mas de todo o Brasil de dar um basta nesta Oligarquia que condena o povo do Maranhão a viver em condições desumanas.

O PSTU faz um chamado a todos os trabalhadores a construir uma grande mobilização para derrotar os ataques de Roseana aos trabalhadores do nosso Estado . O PSTU se dirige a todas as organizações sindicais, camponesas, populares e estudantis e aos partidos comprometidos com as reivindicações dos trabalhadores para que, conjuntamente organizemos um ato público exigindo imediatamente Fora Roseana!

Nós do PSTU acreditamos que só a ação direta do movimento dos trabalhadores, a mobilização das entidades sindicais, estudantis e populares pode dar um basta na Oligarquia que condena o Maranhão ao atraso e à miséria. Todo apoio à greve dos educadores e dos policiais civis do Maranhão. É preciso lutar, é possível vencer!

São Luis, 25 de março de 2011
Direção do PSTU no Maranhão

segunda-feira, 14 de março de 2011

LIT-QI: Fora as mãos imperialistas da Líbia!

Pelo triunfo da resistência na Líbia, abaixo Kadafi!


• Muammar Kadafi está respondendo com violência militar à insurreição contra sua ditadura de 42 anos. A guerra civil desatada está provocando milhares de vítimas. Kadafi usa a artilharia pesada e a aviação contra as cidades e os bairros da capital, que ainda está em suas mãos. O ditador não está utilizando sua máquina militar só contra as massas que se armaram, mas também contra a população desarmada, ao melhor estilo de Hitler.

Kadafi ameaça várias cidades com bombardeios aéreos, caso não mostrem apoio incondicional a ele. Centenas de milhares de tunisianos e trabalhadores imigrantes de outros países estão fugindo do massacre. Apesar de sua brutal resposta, a insurreição tem tomado o controle de grande parte do país, e as milícias populares estão se dirigindo à capital Trípoli para expulsar o ditador, mas ele continua realizando duros contra-ataques. Não há nada definido, mas aparentemente Kadafi está perdendo a guerra.

IMPERIALISMO
O imperialismo esteve em silêncio por vários dias desde o começo da insurreição. Mas ao ver que Kadafi não conseguiria detê-la, pediu ao ditador para não usar mais a violência e negociar com a oposição. E só agora, quando vê que a insurreição pode triunfar, está propondo que ele deixe o poder para ser julgado.

A Líbia é um importante exportador de petróleo e gás, principalmente para a Europa e os EUA. Recordemos que o imperialismo, particularmente o europeu, sustentou por anos o regime de Kadafi. O ditador e sua família são parte da burguesia europeia, pois estão unidos a ela em múltiplos negócios. Em todos estes anos ninguém exigiu nenhuma medida de democratização nem que ele deixasse de reprimir e torturar.

Diante da força da insurreição, o imperialismo tem sido obrigado a se diferenciar de Kadafi, esperando encontrar uma solução negociada. No Egito o imperialismo tem seus colaboradores diretos no exército, que ficou intacto, e está tentando desmobilizar as massas para manter os pactos que unem o país ao imperialismo e assegurar a existência de Israel.

Ao se encontrar intacta a principal instituição do Estado burguês (o exército financiado há anos pelos EUA), o imperialismo não chegou a propor nenhuma intervenção armada no Egito. Além disso, ele percebe que no Egito a oposição ao regime não propõe a destruição desse exército. Ou seja, a situação egípcia é bem diferente da Líbia. Na Líbia o exército foi destruído. Parte dos soldados e oficiais desertou, passando para o lado da insurreição.

Não é uma divisão do exército onde há duas partes intactas. Ao lado de Kadafi, estão principalmente os mercenários estrangeiros com bons salários. A outra parte está dissolvida, os revoltosos. No lado da insurreição, milhares de pessoas tomam as armas do exército se organizando para acabar com a ditadura. A essas milícias armadas estão se unindo soldados e oficiais.

PERIGO PARA OS EUA
Políticos que ocupavam cargos no governo e diplomatas têm rompido com Kadafi. Muitos deles levaram toda a vida ao lado do ditador e só o abandonaram após a brutalidade de seu chefe diante das manifestações. Quando apareceram tentando montar um governo provisório, como fez o ex-ministro da Justiça de Kadafi, foram imediatamente desautorizados pela resistência.

Eis o verdadeiro problema enfrentado pelo imperialismo: a revolução pode derrubar Kadafi, destruir o exército, o povo se armar, mas não há clara oposição burguesa pró- imperialista.

Nestas condições, uma vitória das massas põe em perigo todo o controle imperialista de uma região sacudida pelo turbilhão revolucionário. Por isso, o imperialismo começou a intervir. Se realmente o imperialismo desejasse ajudar a resistência, teria entregado armas a ela. Mas o que o imperialismo quer é impedir o triunfo das massas líbias e impedi-las de controlar o país. O repúdio internacional ao massacre de Kadafi é utilizado pelo imperialismo para justificar uma intervenção armada.

Esta intervenção militar já começou: barcos de guerra dos EUA estão situados na costa da Líbia. Obama e Clinton estão planejando o fechamento do espaço aéreo do país em nome da ONU. Isso significaria que os aviões da Otan poderiam entrar na Líbia para destruir a aviação com o argumento de “proteger” a população civil de bombardeios.

O imperialismo, principalmente os EUA, começou a fazer declarações chamando a comunidade internacional a intervir para evitar um banho de sangue. Também está agitando o fantasma de que a Al Qaeda possa controlar zonas do país – mesmo argumento usado por Kadafi. Com essas declarações o imperialismo quer justificar o envio de soldados da ONU para “garantir a paz”.

Portanto, a ocupação da Líbia não está descartada e pode se utilizada num cenário de uma longa guerra civil neste país, ou quando Kadafi cair e a crise levar a um vazio de poder. Caso o imperialismo consiga levar a cabo uma ocupação, a Líbia poderá ser uma nova colônia como é o Haiti, hoje controlado por tropas a serviço do imperialismo.

Frente à intervenção militar imperialista na Líbia devemos saudar a iniciativa da resistência, que deixou claro que não vai aceitar nenhum tipo de intervenção. Em Bengasi, quando a resistência escutou as declarações de Hillary Clinton, grandes cartazes apareceram dizendo que não querem a intervenção dos EUA.

Para acabar com Kadafi os líbios podem e devem contar com a ajuda de todo o povo árabe, antes que o imperialismo possa intervir para impedir sua vitória. Há uma grande solidariedade vinda da Tunísia e do Egito. Agora é necessária a insurreição, além de alimentos e medicamentos, e também armas e munições para que se organizem milícias armadas árabes, desde o Egito e a Tunísia, para combater junto a seus irmãos líbios.

REPUDIAR INTERVENÇÃO

O triunfo da revolução na Líbia vai ser uma grande vitória da revolução árabe, que dará novo impulso às revoluções em curso e seguramente produzirá novas mobilizações em outros países. Pelas suas características, bem mais profundas ao destruir ao exército, a revolução líbia pode impulsionar a revolução árabe, pondo em questão o controle imperialista da região e, especialmente, os governos e regimes que tentam estabilizar seus países depois da queda dos ditadores.

Os trabalhadores e os povos do mundo devem estar ao lado da revolução líbia, contra a ditadura de Kadafi, e impedir que o imperialismo possa invadir este país. É necessário desmontar a campanha realizada nos países imperialistas que tenta justificar uma intervenção militar. É preciso se mobilizar contra os governos que preparam os planos de ocupação.

Devemos nos mobilizar em todos os países contra os planos imperialistas de derrotar a revolução do povo líbio!
Pelo triunfo da resistência!
Viva a revolução líbia!

sábado, 12 de março de 2011

Secretaria de Negros e Negras do PSTU lança nova revista *


A segunda edição da revista Raça e Classe já está à venda. Você pode adquiri-la com qualquer militante do PSTU. Leia abaixo a apresentação da revista




• Apresentamos a segunda edição da revista Raça e Classe. Com ela queremos fazer que nossos leitores, militantes sociais, sindicais e da juventude, reflitam e aprofundem os estudos sobre o papel estratégico da questão racial e do marxismo nas lutas da classe trabalhadora.

A revista Raça e Classe foi elaborada pelos militantes da Secretaria Nacional de Negros do PSTU. Nosso objetivo é fazer que sonhemos juntos essa realidade nas lutas cotidianas nas lutas sindicais e populares. Queremos mostrar que é possível germinar idéias que fortaleçam a concepção de raça e classe contra os patrões e os governos de plantão, na ruptura com a sociedade de classes capitalista que explora e oprime homens e mulheres.

Nesse sentido, apresentamos também um artigo de James Patrick Cannon, um importante trotskista norte-americano e fundador do Partido Socialista dos Trabalhadores (SWP, na sigla em inglês). Cannon escreveu sobre como as experiências da Revolução Russa influenciaram o movimento negro dos Estados Unidos. O artigo é produto de debates entre militantes do SWP com Leon Trotsky, dirigente da Revolução Russa de 1917 e da Quarta Internacional. Suas consequências práticas e teóricas estiveram presentes no levante dos negros e negras dos EUA na década de 1960, que mudaram o curso do combate ao racismo nos EUA e também aqui no Brasil.

Hoje através das lutas diretas podemos atualizar o programa revolucionário, fortalecendo a teoria e uma práxis que avance no sentido de organização de base de toda a classe trabalhadora negra e branca. A presente revista inclui o povo negro nesta construção revolucionária do mundo.

Aqui no Brasil, país que mais recebeu africanos transformados em escravos, juntamente com os povos originários indígenas, a luta negra tem um significado especial. Nosso país é a segunda nação com maior população negra do mundo. Os negros e negras compõe a maioria da classe operária e camponesa do país, e devem se libertar por meio de sua luta da ideologia racista do capital, que divide nossa classe para auxiliar os patrões a explorem os trabalhadores. É possível lutar e criar uma consciência de raça e classe, que unifique os trabalhadores para lutar pelo socialismo. Devemos também denunciar a violência contra as mulheres e o extermínio de nossos jovens negros e negros nas periferias das grandes cidades.

Nessa edição também apresentamos artigos referentes à luta do povo haitiano contra a ocupação militar da ONU, liderada pelo Brasil; um artigo sobre a violência do tráfico e da polícia no Rio de Janeiro; artigos referentes a educação e a questão racial na sala de aula e um artigo sobre os 100 anos da Revolta da Chibata.

Hoje assistimos os novos rumos na conjuntura mundial, marcada pela revolução egípcia, mas também pela crise econômica mundial.

Para salvar o capitalismo, os governos capitalistas tentam aprofundar os planos neoliberais, provocando a retiradas de direitos, demissões e miséria. Essa política vai, inexoravelmente, levar ao aumento do racismo, machismo, homofobia e da xenofobia para todos os trabalhadores. Esperamos que a revista Raça e Classe possa preparar os trabalhadores, negros e negras em especial, para enfrentar os desafios que virão.

* SECRETARIA NACIONAL DE NEGROS E NEGRAS DO PSTU