quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Porque ir às ruas para derrubar a Oligarquia Sarney?






 Por Micael Carvalho
Juventude do PSTU Maranhão

O Estado do Maranhão apesar de ser um estado com muitas riquezas, possui lamentáveis índices sociais, o maior déficit habitacional, o maior número de crianças analfabetas no país (quase quarenta por cento). E em 2008 no ENEM o estado ficou com o 8º pior índice de avaliação no exame. Além de ser reconhecido com o um dos estados com maior número de trabalho escravo, altos índices de desemprego e a falta de saneamento básico. Têm a segunda menor expectativa de vida entre os brasileiros. É o estado com maior taxa de mortalidade infantil e o maior percentual de domicílios urbanos (43%) com renda per capita de até meio salário mínimo. Todos esses dados refletem a dura realidade do nosso estado, onde há quase meio século é dominado pela família oligárquica Sarney.
José Sarney (PMDB - AP), o político com mais longa carreira parlamentar no Brasil (58 anos) foi Deputado Federal (eleito em 1954), Governador do Estado do Maranhão de 1966 a 1971, Senador da República (desde 1970), 31º Presidente do Brasil (1985-1990). Todos os mandatos envolvidos em esquemas de corrupção e se não bastassem esses números, José Sarney ainda foi eleito presidente do senado por quatro vezes, (1995-1997; 2003-2005; 2009-211; 2011-2012). A última presidência foi marcada por ondas de protestos em todo país, o #ForaSarney, onde a UNE não foi capaz de encampar essa bandeira, cumprindo mais uma vez seu papel governista, que ao invés de mobilizar os estudantes para a derrubada do Sarney no senado, foi na contramão das lutas, com direito a foto e conversa de sofá juntos.
Seus três filhos, Roseana Sarney, Fernando Sarney e José Sarney Filho, são investigados pelo Ministério Público Federal (MPF) e processados na Justiça. O próprio José Sarney é campeão nos escândalos de corrupção. Não declarou à Justiça Eleitoral (1995-2006), contratação de membros de sua família (nepotismo), dentre outros.
 A atual governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB-MA) não é imune nessa ficha. É investigada pelo MPF, por uso de passagens aéreas com dinheiro público para transportar familiares e amigos. Recentemente a governadora vetou a lei contra a escravidão no Estado, com argumentos de que o texto era inconstitucional. Sabemos muito bem o motivo que a família se posiciona contra a liberdade dos trabalhadores.
Dia 07 de agosto, Roberto Gurgel, Procurador Geral da República, enviou o parecer de cassação à Roseana Sarney (PMDB), e seu vice, Washington Luis (PT), ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2010. Além disso, Roseana responde a outro processo no TSE, envolvendo 168 mil na compra de apoio político pela coligação “União Democrática Independente” (PSL/PTC).  

A verdade é dura, Sarney apoiou a ditadura!
Durante o período em que o Brasil viveu os momentos de chumbo, de tortura, anos de escuridão que acabaram com democracia e os direitos humanos, Sarney esteve ao lado dos opressores e ditadores. Foi esse regime ditatorial que ele ajudou a construir, para se apoiar as eleições para Governador do Estado do Maranhão em 1965.
A União Democrática Nacional – UDN (partido de Sarney na época) aplaudiu de pé o golpe militar de 1964, e os Atos Institucionais – AI. O patriarca também foi presidente da ARENA (Aliança Renovadora Nacional) e do PDS (Partido Democrático Social). A história é clara, Sarney foi capacho da ditadura e dos militares golpistas.
Por isso precisamos ousar, rebelar contra esse governo e acreditar que um mundo livre é possível. Acreditar que a mesma juventude que derrubou as tarifas, a PEC 37, a Cura Gay, ocupou a Câmara de Vereadores de São Luís, vai ocupar o Palácio dos Leões e derrubar a Oligarquia Sarney.

A juventude não pode esperar. Nossos sonhos tem pressa, a hora é agora!
As jornadas de junho levaram milhões de brasileiros(as), em sua maioria jovens, às ruas, mostrando que anseiam por um Brasil melhor e mais justo. Um país e um mundo, onde a juventude possa ter direito ao futuro. O direito de sonhar e de ser livre.
Hoje, a juventude é o setor da sociedade que mais sofre com todos os problemas em nosso país. Milhares de jovens estão fora das escolas e universidades, outros muitos encontram-se desempregados. O acesso à cultura e ao lazer é escasso. Os índices são claros, 74% dos jovens nunca foram ao teatro, 49,6% nunca foram ao cinema e 44,6% nunca entraram num estádio ou ginásio. Se já era pouco esse acesso, agora esses índices aumentarão ainda mais com a aprovação do Estatuto da Juventude, que restringe o direito a meia-entrada para 40%, refletindo um atraso a todas as lutas conquistadas nas últimas décadas. A realidade da mobilidade urbana precária e sucateada, que retira o direito à cidade, a educação, a cultura, ao lazer, à saúde, a profissionalização, mostra que devemos transformar a realidade, reinventar e revolucionar!
Por isso é preciso que a juventude com toda sua força e ousadia, mostre nas ruas que é preciso lutar por um mundo melhor. Não podemos mais esperar! Nossos sonhos têm pressa, a hora é agora!

Dia 30 de agosto: Unificar as lutas!
A juventude nas ruas contagiou a classe operária, que cruzou os braços na greve geral do dia 11 de julho. Agora, temos um novo desafio pela frente: realizar um dia nacional de greve nas escolas e universidades de todo o Brasil. Nossa unidade com os trabalhadores pode mudar o país.
Sabemos que os desafios são muitos. Porém, a juventude do PSTU a partir das entidades que dirige ou está presente, como a ANEL, Diretórios e Centros Acadêmicos se prepara para os desafios que virão! Nós queremos transformar em ação os sonhos da juventude para ter o direito ao futuro e um mundo livre de toda a exploração e opressão!
30 de agosto será o dia em que os estudantes e trabalhadores vão mostrar sua força exigindo o #ForaRoseanaSarney. Basta Oligarquia! Queremos um Maranhão LIVRE! Neste dia São Luís vai conhecer a explosão de luta da juventude
Dia 30 de agosto as bandeiras vermelhas voltarão às ruas!

I Acampamento de Jovens Revolucionários do Maranhão acontece nesse final de semana


Nelson Júnior
Juventude do PSTU

A juventude que ousa todos os dias construir um mundo novo, uma nova sociedade, deve compreender a cada dia que esse novo mundo deve ser socialista e que cada um é responsável por carregar consigo o futuro da humanidade, como já dizia Leon Trotsky.

Nesse final de semana, dezenas de jovens do Maranhão estarão reunidos na cidade de Alcântara (MA) para debater a importância das últimas mobilizações no país e o futuro que devemos ousar buscar. Esses últimos meses já entraram para o calendário de importantes lutas que o Brasil viveu ao longo de sua história, principalmente quando a Frente Popular está no governo com toda sua política de controlar as lutas a partir das direções burocratizadas.
Os jovens que nas recentes manifestações repudiavam os partidos políticos e suas bandeiras vermelhas, tiveram referência em uma das maiores organizações políticas operárias da história do país e se sentiram traídos, pois a esperança não veio do PT e muito menos das organizações que ele construiu, como é o caso da CUT, e da UNE, atualmente dirigida pelo PCdoB. A juventude busca hoje se organizar em espaços novos, onde possam se sentir livre das amarras do capitalismo e discutir o futuro da humanidade. Em poucos meses a juventude tornou-se indignada e hoje querem muito mais do que os políticos corruptos do país concederam e permanecem mobilizados. 

Venha conhecer o PSTU!

Nós somos um partido de jovens, trabalhadores, negros, negras, mulheres e LGBT’s que todos os dias têm a ambição de transformar radicalmente o mundo. Nós achamos que para isso acontecer precisamos estar organizados, debatendo política, contribuindo com nossa organização e se formando politicamente. O objetivo do nosso I Acampamento de Jovens Revolucionários do Maranhão é fortalecer a formação teórica aliada a atuação na prática revolucionária, além de curtir lazer e diversão. Nós queremos que a juventude compreenda o importante momento que passamos na história da luta de classes no Brasil e no mundo e coloque sua disposição ao fortalecimento de uma alternativa classista, socialista e revolucionária. Hoje o capitalismo tenta nos iludir que a “cidade dos sonhos” existe! E percebemos que é o contrário, percebemos que o que sobra aos jovens são postos de trabalho cada vez mais precarizado e de péssima remuneração. Lutar contra o capitalismo é preciso e organizado em um partido revolucionário a luta se torna mais firme. Venha conhecer o PSTU e fazer parte da história de luta junto com os trabalhadores! Esse é o nosso fraterno convite!

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quarta-feira, 24 de julho de 2013

Nota do PSTU de apoio à Ocupação da Câmara de Vereadores de São Luís



Ocupar e Resistir!

A Câmara de Vereadores de São Luís encontra-se ocupada desde a manhã de ontem (23/07) e está chamando a população de São Luís a uma reflexão necessária: a casa do povo e precisa ser ocupada pelo povo.
Uma ocupação iniciada pelos moradores da Vila Apaco e mais algumas dezenas de ativistas, estudantes mostra hoje o questionamento que tem sido feito de norte a sul do país ao sistema político que favorece somente aos empresários, patrões, latifundiários e uma lista a perder de vista. O descaso com o direito à moradia da Comunidade refletiu na impaciência de ter que esperar por seu direito e ele nunca ser atendido. Quando morar é realmente um privilégio de poucos, ocupar a Câmara de São Luís é mais que direito para a garantia do mínimo como por exemplo, um espaço para fazer suas necessidades fisiológicas limpo, já que os banheiros químicos colocados lá desde fevereiro estão cheios de fezes e sem limpeza desde o início do ano. A comunidade precisa acreditar na sua mobilização permanente e fortalecer a ocupação da Câmara.

A luta só cresce!

Hoje a pauta de reivindicações só aumenta e a entra em cena a luta por transporte público de qualidade, aumento da frota de ônibus, abertura das planilhas das empresas de transporte e o passe-livre para estudantes e trabalhadores desempregados. Mais movimentos estão se direcionando para a ocupação e fortalecer esse momento de resistência e importância política que os movimentos sociais e os jovens assumiram. É preciso que todos os movimentos sociais do campo e da periferia se desloquem até a Câmara e incluam suas pautas já nas reivindicações. É importante que a Assembleia Popular do Maranhão coloque toda sua disposição organizativa e de luta a serviço desse momento de construção da população que reivindica direitos negados há anos.
A Prefeitura de Edivaldo Holanda Júnior (PTC/PCdoB/PSB) precisa ter mais compromisso com a cidade e providenciar o atendimento das pautas exigidas pelos manifestantes. Não dá pra prefeitura de São Luís se manter em silêncio e não abrir o diálogo com os manifestantes, ou mesmo ter a postura que os vereadores tiveram desde à tarde de ontem em gritar com os manifestantes. Desde já nós do PSTU apoiamos a ocupação e repudiamos a atitude dos vereadores com os manifestantes. 

Todxs ao Parlamento Popular desta quarta-feira!

Os manifestantes estão chamando um Parlamento Popular para às 14h para que se possa debater novos rumos da política na Cidade de São Luís. É preciso que a população saia de casa, os movimentos sociais, associações de bairros e os jovens estejam presentes hoje às 14h na Câmara de Vereadores para a realização do Parlamento Popular.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Jornadas de junho/julho fortalecem lutas no Maranhão




Por Nelson Júnior
da Juventude do PSTU

Nos últimos meses as grandes mobilizações que levaram milhares de jovens às ruas de todo o país sacudiram os governos de direita e do PT e impuseram novos ritmos à política. Nas últimas semanas os trabalhadores entraram com grande peso no processo e o último dia 11 de julho nos trouxe importantes vitórias. Em São Luís, essas vitórias se concretizam em mais mobilizações e organização da classe trabalhadora e da juventude.

Junho foi somente o começo!

Junho foi um importante mês de mobilizações de norte a sul do país que impuseram outra dinâmica à política do país e fizeram os governos federal, estaduais e municipais sentar com os movimentos e manifestantes para o atendimento das diversas pautas de reivindicações que tomaram às ruas. Desde o passe-livre em cidades brasileiras a mais verbas para saúde e para educação foram conquistas que vieram das ruas.
As mobilizações em maior ou menor grau expressavam um desacordo com o sistema econômico, político e com as instituições que mantêm a riqueza de uma pequena parcela da população, enquanto a grande maioria segue vitimizada e utilizando serviços precários.
Insatisfeitos com essa situação a indignação foi expressa nas ruas em protestos, ocupações de órgãos públicos como em Belém, BH e Porto Alegre, rodovias foram fechadas e fábricas foram paradas. Toda a explosão inicial da juventude se somou à luta e experiência da classe trabalhadora que juntas estão se mobilizando e exigindo outra política econômica.
As lutas no Maranhão se chocam contra os governos municipais, em especial contra à Prefeitura de São Luís de Edivaldo Holanda Jr. (PTC/PCdoB) e contra o Governo do Maranhão (PMDB/PT) que reflete os anos de oligarquia da família Sarney no estado. As manifestações tomaram conta do Centro da Cidade e tinham sempre como ponto final dos protestos os dois Palácios do Governo (estadual e municipal) e expressaram a indignação com o transporte e mobilidade, mas estampavam a luta por melhores condições na educação pública do estado, na saúde, no direito à terra e também à moradia, além da luta contra o extermínio da juventude negra das periferias. Mesmo com manifestações menores, semana após semana as categorias de trabalhadores e os movimentos se movem e marcam atos na cidade que buscam sempre demonstrar o total descompromisso desses governos e das instituições que garantem a manutenção da burguesia no poder.

Vitorioso 11 de Julho aponta Jornada de lutas em Agosto!

Existe uma situação antes e depois do dia 11 de Julho em todo o país. O forte dia de paralisação nacional que tomou de conta das fábricas, rodovias, universidades e escolas, ruas e praças de todo o Brasil nos trouxe lições que devem se acumular em mais mobilizações e a situação de antes não voltará a ser a mesma.
Esse dia em São Luís foi marcado por um momento histórico e deu um passo importante  na retomada de uma grande mobilização popular pelo #FORASARNEY, como também pela cassação de Roseana Sarney (atual governadora do estado). No ato que percorreu todo o centro da cidade e terminou na subida à Praça Pedro II onde se localiza a sede dos dois governos expressou a necessidade dos trabalhadores maranhenses assumirem o poder e de forma bem clara um programa. Há muito tempo as Centrais Sindicais e outros movimentos populares não faziam um ato unificado com suas bandeiras nas ruas e uma pauta unificada desde a nível nacional, mas também expressando a luta contra o fim da oligarquia Sarney no Maranhão.
O desejo de ocupar a Praça em frente aos palácios era o sentimento que estava presente na maioria das falas e expressou o a indignação com a pobreza e miséria que paira sobre o nosso estado. Um estado muito rico onde apenas uma família controla essa riqueza e se mantêm no poder há décadas em troca de educação, saúde, moradia, direito à terra, reforma agrária e saneamento básico precário. O povo do Maranhão vive na miséria e a mais antiga oligarquia tem suas ilhas, mansões e grandes patrimônios. É necessário que se mantenham as mobilizações e ocupações e culminar em uma grande mobilização popular que tome o poder e exproprie toda a riqueza da família Sarney, sendo investida em saúde, educação e também nas demandas sociais.
O quadro de mobilização permanente hoje em São Luís proporciona uma abertura maior por parte dos trabalhadores a questionar o governo estadual e municipal. As pautas a nível municipal se chocam diretamente com as condições precárias do transporte público em São Luís. As reivindicações em todo o estado são por melhorias, mas têm como tema central a derrubada da oligarquia.
Os movimentos populares e da luta contra as opressões organzaram nesse final de semana atividades na periferia, com o lançamento de uma campanha por mais creches; as mulheres saíram para lutar contra o machismo na II Marcha das Vadias, trabalhadores da CAEMA (na recente greve), trabalhadores da saúde do município e rodoviários em constantes mobilizações por melhores condições de trabalho e a pauta do transporte e mobilidade urbana estão presentes nas lutas da juventude. São atividades que sempre tomam às ruas do centro da capital.
Essas lutas são importantes para o momento que vivemos e que precisa ser analisado. Hoje existe a possibilidade concreta de avançarmos na derrubada da oligarquia Sarney, bem como construir um programa classista e socialista para a população do Maranhão.
Dia 30 de agosto será mais um dia de greves e paralisações nacionais que levará as fábricas, ao campo e às cidades a exigência ao Governo Dilma (PT/PMDB) que tenha outra política econômica para os trabalhadores e jovens do Brasil. Somente com muito trabalho de base e construção de plenárias abertas e ampliadas das categorias vamos construir um grande dia 30! Aqui no Maranhão teremos um ato antes, no dia 6 de agosto que expressará a luta contra o PL 4330, no Dia Nacional de Luta Contra as Terceirizações, por melhores condições de trabalho e pela garantia dos direitos dos trabalhadores. Vamos está construindo esta importante atividade onde atuamos e desde já convocamos toda a militância e os ativistas que estão conosco nas lutas a somarem forças.