segunda-feira, 6 de agosto de 2012

PSTU faz caminhada pela Feira do Anjo da Guarda



Marcos Silva defendeu um programa dos trabalhadores para a mobilidade urbana

Neste domingo (5), a militância do PSTU esteve desde cedo na feira do Anjo da Guarda para mais uma atividade de campanha. A panfletagem contou com a participação do candidato a prefeito de São Luís, o urbanitário Marcos Silva e sua vice, a professora e advogada Kátia Ribeiro, além de vários candidatos a vereador pelo partido.

A região do Itaqui-Bacanga, uma das mais populosas da cidade, sofre com diversos problemas sociais consequência da instalação de grandes empresas na região como a Vale e a ALCOA. Embora vizinhos de uma riqueza extraordinária, a população da área é carente de vários serviços básicos. "Não temos um abastecimento adequado de água e o transporte coletivo, controlado por apenas uma empresa, é extremamente deficiente. Os ônibus são superlotados e as linhas são insuficientes” denunciou um morador.

“Os candidatos dos ricos estão subordinados aos interesses das grandes empresas de transporte da cidade, basta ver quem financia suas campanhas. Nós do PSTU defendemos um sistema de transporte público digno à população de São Luís, com a criação da Companhia Municipal de Transporte que garanta uma passagem mais barata e passe livre para estudantes e desempregados” afirmou Marcos Silva.

Os feirantes e os moradores do bairro recebiam o material de campanha e durante todo o trajeto os candidatos do PSTU receberam declarações de apoio. “Nossas candidaturas estão a serviço das lutas dos trabalhadores do Itaqui-Bacanga” finalizou Costa, operário da construção civil, morador do bairro e candidato a vereador pelo PSTU.

domingo, 5 de agosto de 2012

O gado humano no curral eleitoral de São Luís*


"O que dói mais é ver muitos do meu povo caindo na cilada/ trabalhando em campanhas milionárias por migalhas/ empunhando bandeira de sol a sol/ o corpo soado, o coração está do outro lado/ mas infelizmente a necessidade fala alto."(Assassinos Sociais, GOG).


Na última quinta-feira (02/08) me deparei no bairro do Monte Castelo com uma multidão de negros e pobres que, a contragosto, seguravam as bandeiras do candidato à reeleição João Castelo (PSDB). De cima de um trio elétrico o radialista Franklin Matos solicitava aos presentes que agitassem suas bandeiras e na sequencia outro homem de voz potente gritava “Ude, ude, ude/ Castelo é juventude”, tudo em vão. A não empolgação da multidão se dava pela situação constrangedora em que se encontravam ali e não pelas ridículas palavras de ordem.

Ao lado de um dos carros estacionados se reunia um grupo de pessoas bem vestidos que não seguravam bandeiras, apenas cadernos de anotações, como se estivesse contando “gado humano”. Imaginei, devem ser os agenciadores. Ouvi um deles dizer a um grupo “vocês tem que agitar  as bandeiras. É pra isso que estão aqui”.  Na “corrente humana” da caminhada que separava o “rei do gado”  do “gado humano”, vi um diretor de uma escola do município de São Luís e pensei: se esse homem tivesse escrúpulos estaria em sua escola tentando encontrar saídas para os graves problemas provocados pela gestão castelista e seus antecessores. Mas não, o infeliz estava ali para garantir o seu cargo de “gestor do caos” que a troca de favores desse bizarro mundo político lhes concede. Era mais ou menos três horas da tarde, horário em que as crianças de sua escola já deviam está com as fardas ensopada de suor nas calorentas “saunas de aula”.

Essa é uma cena que se reproduzirá por todo o Brasil nesse período de eleição; uma cena que comprova a incompatibilidade entre democracia e capitalismo. O período eleitoral é apenas o combustível que alimenta essas ilusões democráticas. Votar é exercer a cidadania. É o que ensinam nas escolas às nossas crianças; pobres crianças! Só não ensinam que ser “cidadão” no capitalismo é ser rico, é ser parte da classe que não precisa depositar votos nas urnas, pois são numericamente insignificantes.  O que decide é a quantidade de dinheiro que depositam nas contas de seus candidatos e dos seus partidos, isso sim faz a diferença. O voto de um pobre é só um voto, mas o dinheiro de um burguês pode comprar milhares de votos, sobretudo dos pobres.

Nas eleições burguesas a fúria popular é domesticada pelo dinheiro e prostituída pela necessidade material e pela pobreza cultural do nosso povo. Não tenho dúvida que muitos que ali se encontravam são trabalhadores contratados que recebem salários de miséria e com meses de atraso. 

Cerca de 40% dos funcionários públicos do município de São Luís encontram-se nessa situação. Um belo curral eleitoral de dá inveja a qualquer político burguês deste país, um filão para o voto de cabresto.

 A moralista classe média também se torna “gado humano de luxo” nesse processo. Muitos chegam a colar adesivos de políticos e partidos corruptos em seus carros ou a participar de passeatas em troca do tanque do carro cheio, outros mais espertos agem como agenciadores de “favelados”.  Essa situação agrava-se à medida que a classe média se proletariza, ou seja, tem o seu nível de vida rebaixado.

No limite dessa degradação humana a burguesia faz com que a imagem dos trabalhadores seja refletida em seu espelho de dominador.  Por exemplo: muitos professores dizem que não votam em Castelo porque ele não respeita a educação pública. Isso, à primeira vista, parece ser progressista, coisa de gente esclarecida, só que não é bem assim. No limite, a maioria dos professores acabam votando em Tadeu Palácio, Edvaldo Holanda Júnior ou em Eliziane Gama, isso por que esquecem de fazer as principais perguntas:  Qual é partido desses indivíduos? Qual é a origem de classe dos mesmos? Qual é o programa que eles defendem? Quais grupos sociais financiam suas campanhas? Se fizessem essas perguntas tão básicas, mas tão importantes, descobririam que todos eles são de partidos que atacam os trabalhadores (PSDB, PTC, PDT, PMDB, PT). Excetuando Marcos Silva do PSTU e o político de carreira, Haroldo Sabóia, atualmente no PSOL, todos os demais candidatos a prefeito são de partidos ligados ou ao grupo Castelista ou ao grupo Sarney. São partidos financiados com dinheiro de empresários, por isso o programa que defendem é o programa que a burguesia tem aplicado em todo o mundo contra os trabalhadores, o neoliberalismo. 

 Infelizmente, a imagem refletida no espelho do dominador provoca também amnésia na consciência histórica dos trabalhadores, senão perguntariam: qual dessas bandeiras eu vi na última greve da minha categoria? Na luta por moradia onde estavam? No enfrentamento contra o racismo e violência policial por que não apareceram? Onde estavam na época que defendíamos a aplicação dos 10% do PIB na educação pública? Nenhuma dessas bandeiras, nenhum desses “Cidadãos” estavam conosco porque são fieis cães de guardas da burguesia. A imagem deles não reflete no embasado espelho de nossa classe. Os que hoje são pagos para segurar suas bandeiras, só às veem em período de eleição.

 O PSTU COMO ALTERNATIVA DE LUTA NAS ELEIÇÕES BURGUESA DE SÃO LUIS
O PSTU é indiscutivelmente um partido de luta, isso até mesmo os que votam nos partidos da burguesia reconhecem. Com um minúsculo tempo no programa eleitoral ousa apresentar um programa com a cara da classe trabalhadora. Uma contradição que a burguesia não suporta, por isso tenta de todas as formas excluir o PSTU dos debates em sua imprensa comercial.  

O PSTU existe desde 1994 quando centenas de militantes preferiram romper com o PT a ter que segurar uma bandeira enlameada pela corrupção e misturada ao sarneísmo e ao malufismo. O PSTU não aceita dinheiro da burguesia, porque não quer firmar compromisso com os inimigos históricos do nosso povo. O compromisso do PSTU é com a classe trabalhadora, são esses que financiam a modesta campanha deste partido. 
Os candidatos do PSTU são aqueles oriundos da luta, são pessoas do povo. Por ser um partido de princípios, o PSTU é ferozmente atacado pela burguesia como “um bando de loucos”. Chama-os também de radical, e nisso eles tem razão, o PSTU é um partido que deseja ver a classe trabalhadora arrancar o mal capitalista pela raiz, mas isso só será possível com a revolução socialista.

VOTAR NO PSTU É VOTAR NA CLASSE
No Maranhão o PSTU apresenta professora Dolores como candidata à vereadora, uma mulher que tem uma bela história de luta em defesa da educação pública seja em nível municipal ou estadual. A mesma trajetória que a professora e advogada Katia Ribeiro, candidata a vice-prefeita, tem, seja em defesa educação pública ou na defesa dos trabalhadores nos tribunais dos ricos. Claudicéa Durans, candidata a vereadora, também dispensa comentários, tendo em vista a sua reconhecida militância na causa racial e como educadora do IFMA e sindicalista do SINASEFE. Rielda Alves e Eliomar Barreto são jovens lapidados na luta estudantil e no movimento popular, bem diferente da juventude burguesa que se elege usando dinheiro e sobrenome dos pais corruptos. Eloy Natan é também um jovem bancário e líder sindical que organiza a luta de sua categoria contra os ataques dos banqueiros.

O PSTU apresenta ainda os candidatos a vereadores Eduardo Santos e Costa, trabalhadores da construção que arriscam a própria pele para defender seus pares de classe. Luís Carlos Noleto é outro homem experimentado na luta de classe que, mesmo demitido da ALUMAR por defender os companheiros metalúrgicos, nunca abriu mão de seus principio socialista. É um grande exemplo de solidariedade de classe. Saulo Arcangeli, candidato a vereador, é outro camarada que se faz presente em várias lutas, seja entre os trabalhadores do judiciário, seja com os quilombolas, na luta por moradia ou com os educadores. 

E quem não conhece nosso candidato a prefeito de São Luís, Marcos Silva, uma figura pública que já faz parte da história política dos trabalhadores do Maranhão. De todos os candidatos a prefeito de São Luís é o único que tem legitimidade para falar em nome dos trabalhadores, porque toda a sua trajetória de luta foi sempre em nome dessa classe.

São Luís precisa ser governado pelos trabalhadores!
Vote nos candidatos do PSTU!

          
 * Por Hertz Dias, professor de história, militante do Quilombo Urbano e do PSTU .

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

PSTU faz panfletagem entre trabalhadores urbanitários do saneamento básico


Candidato a prefeito, Marcos Silva recebe diversos apoios

Trabalhador da CAEMA com material do PSTU
Durante dois dias o PSTU visitou os locais de trabalho da Companhia de Saneamento Ambiental, onde trabalha desde 2006 e é um destacado ativista por melhores condições de vida dos trabalhadores e por uma empresa pública e moralizada.

Vários companheiros de profissão expressaram claramente apoio às candidaturas de Marcos Silva e Kátia Ribeiro. “Cada dia que visitamos os locais de trabalho sentimos o respeito e o apoio às nossas candidaturas. Este será um saldo positivo de nossa campanha eleitoral” falou Kátia, candidata a vice-prefeita pelo PSTU.

O candidato Marcos Silva falou sobre os constantes problemas de abastecimento de água em São Luís: “Para garantir a universalização dos serviços e consequentemente as melhorias nas condições de saúde e vida da população só existe uma forma: O financiamento público e o fortalecimento da CAEMA”.

Com candidatos a vereador Noleto e Eloy Natan

No domingo a campanha Marcos Silva 16 irá à feira do Anjo da Guarda apresentar a necessidade de uma São Luís para os trabalhadores.

Nota de esclarecimento sobre as eleições em São Vicente Férrer


A legenda do PSTU está sendo utilizada indevidamente nas eleições municipais de São Vicente Férrer, município localizado na Baixada Maranhense a 280km de São Luís. Lá o PSTU está fazendo parte de uma coligação envolvendo vários partidos de direita e legendas de aluguel.

Tratava-se de um grupo de trabalhadores rurais e quilombolas que procurou o Partido desde o início do ano passado para fazer uma experiência política conosco, mas que no entanto traíram nossos princípios e nossa estratégia ao se aliar com os representantes da oligarquia e do latifúndio.

Informamos que já destituímos o diretório municipal de São Vicente Férrer assim que soubemos do fato e que estão sendo tomadas as providências jurídicas cabíveis para cassar estas candidaturas que não tem nada a ver com o programa classista que sempre apresentamos aos trabalhadores do Estado e do país.

Não permitiremos que falsas “lideranças” manchem a história de luta e de respeito político que nossa organização acumulou nestes quase 20 anos. Continuamos a apoiar a luta dos quilombolas pela titulação das suas terras e a defendê-los seus dirigentes honestos dos ataques dos latifundiários da região.

Direção Estadual do PSTU Maranhão

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

PSTU visita trabalhadores urbanitários do setor elétrico


Panfletagem faz parte do calendário de visitas aos locais de trabalho da cidade

Marcos Silva e Kátia Ribeiro em panfletagem na CEMAR

Na manhã desta quarta-feira (01) militantes do PSTU estiveram na Companhia de Energia Elétrica (CEMAR) distribuindo o material da campanha para os trabalhadores daquela empresa.

O PSTU já é conhecido dos trabalhadores eletricitários por estar sempre nas lutas da categoria por melhores condições de trabalho e salários. “Não prestamos apoio somente na época das eleições, como fazem os outros candidatos” destacou o candidato a prefeito Marcos Silva.

“Nossa campanha visitará os locais de trabalho em toda a cidade apresentando um programa que defenda uma São Luís para os trabalhadores” afirmou Saulo Arcangeli, um dos candidatos a vereador presentes.