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sábado, 4 de outubro de 2014

RESPOSTA DO PSTU AS CALÚNIAS DO CANDIDATO HAROLDO SABÓIA E COMPANHIA CONTRA NOSSO PARTIDO

Já faz alguns meses, desde que iniciou as disputas eleitorais, que militantes do PSOL do Maranhão vêm caluniando nossa organização nas redes sociais. No primeiro momento relutamos em responder porque consideramos de baixo nível e completamente alheia aos métodos que a esquerda revolucionária costuma utilizar para debater suas diferenças. Porém, nos últimos dias essas calúnias se intensificaram obrigando-nos a responder.
Antes, porém, queremos pedir desculpas a todos os militantes honestos e revolucionários desse partido que não coadunam com esse tipo de prática. Por outro lado, vamos tentar não rebaixar o debate ao nível dos ataques infantis dos nossos caluniadores.
Os ataques são tão desonestos que não há qualquer nota assinada por sua direção ou por qualquer uma de suas correntes interna. O debate se faz com postagens irresponsáveis de militantes que entram nas redes sociais como se estivessem entrando em um baile de máscaras. Os militantes revolucionários devem, antes de tudo, dizer de onde falam, pra quem falam e porque falam. É tradição entre as organizações de esquerda gastar salivas falando a verdade de frente, com clareza e não cuspindo calúnias nas costas dos adversários do mesmo campo político.
Para atacar nossa organização os caluniadores atacam o camarada Marcos Silva, candidato ao senado pelo PSTU. Dizem que Marcos Silva burla a lei Maria da Penha, que protege machista, etc. Até agora não falaram de que forma o companheiro burla a lei Maria da Penha e nem muito menos quem é o machista protegido.
Nosso método em relação às opressões é outro. Recentemente uma jovem negra militante do nosso partido foi vítima de racismo, que é uma opressão tão grave quanto o machismo, e nós vamos tornar isso público. Vamos dizer como aconteceu, onde e o nome do agressor. No caso de Marcos Silva, se existe a pessoa prejudicada é bom que se diga quem é.
Nosso Partido tem direção, assim como o PSOL, e nenhuma conversa foi-nos proposta ou qualquer documento formal do PSOL chegou até nossas mãos a cerca desse assunto. O método que esses companheiros escolheram se iguala aos da burguesia, que ataca os partidos de nossa classe escondendo os seus. Já que verdade não é colocada claramente, resta-nos fazer algumas conjecturas.
Quando os caluniadores dizem que protegemos machistas provavelmente estão se referindo a um militante do próprio PSOL, que conforme insinuam nas redes sociais, teria agredido sua ex-namorada que também é militante do PSOL. Esse companheiro foi convidado pelo Movimento Luta Popular para participar de um debate. Dias depois, postagens e mais postagens de militantes do PSOL choveram nas redes socais nos acusando de proteger machista. É cômico, se não fosse trágico, saber que os dois são militantes do PSOL, e não do PSTU, que os nomes dos mesmos seguem preservadíssimos, que nada foi publicado pelo PSOL a respeito desse acontecimento. E somos nós do PSTU que protegemos machistas? Ora, quem deve se posicionar publicamente a cerca desse acontecimento é a direção do PSOL. Se o caso ocorreu e se foi apurado, porque não puniram o agressor, por que não procuraram nossa direção para comunicar o ocorrido, onde está o documento acerca desse caso? Agora, se o PSOL não teve competência para resolver a questão em tela, solicitamos que os movimentos organizados o façam, para além da justiça burguesa. Da mesma forma que exigimos publicamente que o PSOL não jogue suas crises nas costas de nossa organização, nem muito menos tente nos utilizar como sua palmatória política.
Somos um Partido que assume publicamente que as opressões se reproduzem para além da sociedade burguesa, mas também no interior das organizações de esquerda. Nenhum militante, por mais revolucionário que seja, está livre desse tipo de mazela que a burguesia utiliza para melhor explorar e dividir a nossa classe.
Nós caracterizamos que todo homem, em menor ou maior grau, reproduz o machismo. E é por isso mesmo que educamos nossos militantes em outra perspectiva e os sancionamos quando necessário. Porém, não aceitamos que uma questão tão cara para nossas mulheres seja transformada em especulação ou usada para caluniar militantes. Esse método desqualificado e pequeno-burguês de tratar a questão das opressões é um desserviço à luta dos oprimidos. Para além de discurso, nosso Partido tem se dedicado a organizar a luta dos setores oprimidos de nossa classe. Ajudamos a construir o maior encontro de Mulheres e de Negros e Negras Socialistas dos últimos 20 anos em nosso país, via CSP Conlutas. Também foi pela CSP Conlutas que construímos um encontro de LGBT com mais de quinhentos participantes, e um encontro com 150 travestis em SP. Temos clareza de que a revolução socialista brasileira passará necessariamente pelas mãos desses setores oprimidos e explorados de nossa classe. Não por menos que o PSTU  se notabilizou nacionalmente como o partido que lançou, proporcionalmente, o maior número de candidatos negros e mulheres.  

O vale tudo das eleições burguesas por trás dos ataques do PSOL a nossa organização

A maioria das calúnias contra nosso Partido parte de Haroldo Sabóia e da jornalista Fernanda Sabóia. É bom lembrar que Haroldo Sabóia é um político tradicional que já passou pelo PMDB, PDT, PT, PPS e agora aterrissou no PSOL. Desde que as pesquisas dos institutos ligados a grande mídia mostraram Marcos Silva empatado ou mesmo à frente desse político, o mesmo começou a entrar em um frenético desespero e, juntamente com sua esposa, começaram a enlamear o companheiro Marcos Silva, conforme mostramos acima.
Obviamente que obter mais votos do que o PSOL numa eleição burguesa é uma grande vitória para nossa organização, já que não atuamos nesse processo da mesma como faz o PSOL. No entanto, para nós o mais importante é sair deste processo com nosso Partido mais fortalecido e com classe trabalhadora mais consciente de sua missão histórica que é a construção da Revolução Socialista. Por isso que durante as Jornadas de Junho insistimos em manter nossas bandeiras erguidas e nossa militância nas ruas, diferente do PSOL que capitulou à pressão da grande mídia, dos partidos burgueses e do sentimento pequeno burguês.
As eleições para nossa organização é apenas ponto de apoio para fortalecer a luta da nossa classe. Nossos parlamentares, a professora Amanda Gurgel (Natal- RN) que foi a candidata proporcionalmente mais bem votada do país, vive com salário de professora, bem com o operário Cleber Rabelo (Belém-PA) que vive com salário de operário. Somos radicalmente contrários à profissionalização pelo parlamento. Por isso participamos deste processo com muita tranquilidade. Mais do que eleger parlamentares, dedicamos nossas vidas a construção da Revolução, mais do que discursar nos púlpitos dos parlamentos burgueses, nós queremos falar para nossa classe nas greves.
 Para nós, o “vale tudo” das eleições burguesas deve ser jogado no lixo da história. Não colocamos nosso Partido em risco em meio a essa coreografia eleitoral. Pela Revolução sim, somos capazes de entregar nossas vidas!
Aqueles que destilam veneno contra nossa organização não aparecem nos espaços construídos pelos movimentos sociais para fomentar o debate entre os lutadores. Não apareceram, por exemplo, no debate sobre opressão racial que foi organizado pelos movimentos Quilombo Raça e Classe e Quilombo Urbano, realizado no dia 29 de setembro com os candidatos da esquerda socialista. Apenas o candidato ao governo pelo PSOL, Antônio Pedrosa, e o  candidato a de deputado estadual, professor Joseilton, estiveram presentes, e com esses tratamos das nossas diferenças de maneira direta, sincera e fraterna, olhando olho no olho. É assim que fazemos.
Mesmo onde foi possível construir a frente de esquerda com o PSOL não deixamos nossas diferenças de lado. Onde o PSOL aceitou financiamento de empresas, se aliou ao PMN (Pernambuco) e ao PSDB (Alagoas) e lançaram candidatos sionistas, nós denunciamos duramente, mas fizemos em nota pública do nosso Partido e não jogando indireta nas redes sociais para confundir a militância de esquerda e permitir que alguns abutres que vivem parasitando nosso Partido, igualmente nos caluniem ou mesmo a própria oligarquia e seus bajuladores que se aproveitam de tais calúnias.
Marcos Silva é um militante histórico do nosso Partido e da esquerda do Maranhão, muitas vezes caluniado pela oligarquia que teve que engolir cada uma das suas desgraçadas invenções. Infelizmente, a história se repete desgraçadamente, agora vindo da própria esquerda, e o que é pior, em meio a uma disputa que não é campo da nossa classe, as eleições burguesas. Não vamos aceitar que uma vida dedicada à luta pelo Socialismo seja manchada com calúnias proveniente de quem faz política com os olhos grudados nas urnas.
Por fim, comunicamos que, infelizmente, vamos acionar a justiça burguesa para que todas as calúnias feitas contra Marcos Silva sejam provadas uma a uma e exigimos que a direção do PSOL se posicione publicamente a respeito desse caso.


Direção do PSTU Maranhão

sábado, 13 de outubro de 2012

NOTA DO PSTU SOBRE O SEGUNDO TURNO DAS ELEIÇÕES EM SÃO LUÍS


Por que votar nulo ?

O PSTU, após o encerramento do 1º turno nas eleições municipais em todo país, vem a público externar sua posição em relação ao segundo turno

Em nível nacional, os partidos da base do governo Dilma derrotaram a Oposição de Direita (PSDB-DEM-PPS) na grande maioria das cidades, embora PT e PSDB ainda disputem o segundo turno em grandes cidades como São Paulo.

A falsa polarização entre PT e PSDB acaba depois das eleições, quando estes partidos e seus aliados passam a aplicar uma política de ataques aos direitos dos trabalhadores e de precarização dos serviços públicos. É quando os partidos esquecem as promessas feitas no horário eleitoral e passam a governar para os empresários que financiam suas campanhas milionárias.

Por isso, é necessário unir forças com os trabalhadores para barrar os novos ataques dos governos, principalmente a nova reforma da previdência do setor público e os ataques aos direitos conquistados na legislação trabalhista do setor privado.

No Maranhão, o grupo Sarney apesar de sair vitorioso em aproximadamente 80% dos municípios, não conseguiu emplacar seus candidatos “oficiais” em grandes cidades como Imperatriz, São Luís, Timon, Santa Inês, Balsas e Caxias. Este resultado deixa em aberto a crise dentro da Oligarquia em relação à sucessão de Roseana em 2014.

Em São Luís, o PSTU, com as candidaturas de Marcos Silva, Kátia Ribeiro e de seus vereadores, criticou o abuso de promessas feitas pelos candidatos e mostrou a vida como ela realmente é. Saimos fortalecidos politicamente destas eleições, cumprindo um importante papel de denunciar a democracia dos ricos e poderosos que excluem nossa população e apresentou aos trabalhadores e a juventude da cidade um programa de mediação para combater as injustiças sociais.

Enquanto isso, a maioria das candidaturas postas na capital defendeu um mesmo projeto: Dizem governar para todos, mas estão ligados aos ricos e grupos tradicionais que controlam a politica de nossa cidade e do nosso Estado por décadas e são os responsáveis pelo caos e a miséria da população.

Os dois candidatos que foram ao segundo turno, Edivaldo Holanda Jr. e Castelo, eram até bem pouco tempo aliados na Prefeitura. Castelo é um político tradicional da direita, iniciou sua carreira política na Ditadura Militar, chegando à Prefeitura em 2008 com promessa de grandes obras. Edivaldo, entrou na política através do pai, político aliado dos Sarneys, sendo o vereador mais votado na coligação que elegeu Castelo e hoje tem como principais aliados Weverton Rocha e Aziz, processados por corrupção durante o governo Jackson Lago. Castelo e Edivaldo juntos contribuíram para instalar o caos em todos os setores do munícipio. Por essas razões, chamamos o voto nulo neste segundo turno.

Manteremos nossa luta diária por uma sociedade justa, igualitária e socialista e na defesa dos trabalhadores e da juventude por melhores condições de vida e conclamamos, desde já, o PSOL e o PCB para estarmos juntos nas lutas diárias de nossa cidade e de nosso Estado.


Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados

São Luís, 10 de outubro de 2012



sábado, 6 de outubro de 2012

Politizar a Política: ou por que votar contra burguês!


(Voto 16, Marcos Silva para prefeito de São Luís)

Saulo Pinto Silva[1]

A tradição do marxismo crítico, sem amarras e absolutamente principista, exige hoje, mais do que em nenhum outro período histórico, a necessidade imanente de que politizemos a Política. Isto trata de deslocar a ordem dos predicados da lógica da disputa contra-hegemônica para além das ideologias reacionárias e da posição absenteísta. É bem verdade que a política, como expressão do poder separado que inverte os conflitos estruturais num jogo dissimulado de posição do simulacro e do espetáculo, não resolverá os problemas substantivos da desigualdade imanente produzida no e pelo capitalismo, mas se quisermos não abandonar o sentido inegociável da esquerda, sua luta pela igualdade universalmente radical, temos que refundar o sentido da ação coletiva e intencionada, Politizar a Política!

Todavia, existe uma inscrição anônima deveras lúcida e bastante inteligente que diz que “se votar mudasse algo, seria proibido”. Ela além de ser muito perspicaz e, portanto, de possuir um conteúdo bastante radical de tensionamento da noção vaga e abstrata da democracia representativa enquanto um espaço irresoluto de perpetuação das representações políticas burguesas, esquece-se ou mesmo é muito jovem para lembra-se que o sistema eleitoral universalizado aos membros de uma comunidade política, com suas restrições etárias específicas, pois, é resultado da luta contra as proibições anteriores, que tinham como cláusulas impeditivas, por exemplo, a fortuna individual, proibicionismo do direito de votar e de ser votadas às mulheres, reconhecimento da cidadania como no caso dos negros, e um outro sem número de proibicionismos descabidos.

O que nos parece importante aqui é que nos desloquemos da obviedade embutida na noção de democracia liberal como expressão de um sistema que incorporasse uma determinada vontade geral universalista. A democracia liberal como universalidade não passaria de uma universalidade abstrata, não podendo incorporar dialeticamente em si mesma a totalidade das contradições e dissensões existentes na sociedade desigualmente organizada pelos conflitos estruturais de classes sociais hostis e antagônicas. Mas então estaríamos diante de um impasse irresolvível? Certamente o desespero não é a melhor das soluções marxistas para este problema.

Assim, a democracia liberal universalista não é a melhor das soluções tipicamente burguesas, pois se o sistema eleitoral tiver a universalidade constitucional das representações, os conflitos imanentes ganharão expressão mediante a existência de partidos proletários. Os setores mais críticos da disputa contra-hegemônica buscarão este mecanismo que mobiliza a imobilidade dos proletários pelos partidos que, apresentando candidaturas da própria classe, disputarão não apenas a consciência dos desvalidos da terra, mas igualmente o voto pautado não nos métodos econômicos de compra de votos e manutenção dos privilégios individuais, mas sim na elevação da consciência, na consecução do princípio socialista que diz que apenas através da auto-organização da classe que é possível a mudança substantiva da desigualdade produzida pela dominação burguesa de classe. Portanto, o voto nas candidaturas socialistas não pode ser reduzido mecanicamente a um mero voto de protesto, mas sim o protesto do voto proletário contra toda a imundície que existe!

Talvez, por esta razão, é que está em curso no país a disseminação de uma imbecilidade materializada em ideologia que mobiliza a imobilidade, cujo objetivo maior é justamente o veto dos “partidos nanicos”, sem nenhuma representação na Câmara Federal. Ora, se usarmos um pouco de nossa inteligência coletiva e associada de classe, para além do apanágio burguês, sem dificuldade e sem reservas, perceberemos que o objetivo máximo desta ofensiva é excluir partidos proletários, sobremaneira o PSTU, da disputa eleitoral pretensamente universalista. Para ser mais consequente, o que pensaria J-J. Rousseau a respeito de uma posição absolutamente antidemocrática como esta? É claro que o princípio da vontade geral rousseauniana é mais complexo do que aqui uso e mobilizo, mas não podemos abortar o caráter esquemático de sua estrutura político-formal para inverter a lógica dos termos de ataque. Na verdade, querem transformar o sistema eleitoral universalista num balcão de negócios proto-burguês de alternativas bifurcadas, o partido dos cínicos ou o partido dos mais cínicos?! Não temos como não lembrar do sistema americano de eliminação do dissenso e das alternativas efetivamente democráticas, mediante a institucionalização do bipartidarismo.

Então, mesmo reconhecendo que a democracia liberal é podre, formal, oca, abstrata e vazia, não podemos ignorar que ela é superior, do ponto de vista proletário, às formas ditatoriais e tirânicas de representação separada. Ocupar o espaço público é um dever e um direito dos partidos proletários, sobretudo quando têm como tarefa histórica atacar o próprio sistema, educando filosoficamente os proletários para a necessidade de os produtores associados executarem seus próprios governos de maneira livre e efetivamente universalista, e captar mais dirigentes e lideranças políticas para a construção da perspectiva revolucionária-socialista-comunista.

O que está em jogo nas eleições municipais em São Luís do Maranhão? Uma cidade que tem uma história marcada pela luta dos proletários negros contra os sucessivos sistemas de pilhagem, que substituíram senzalas e o pelourinho público pelas favelas e desemprego crônico, privatização e sucateamento do sistema de transporte público e digno, ausência de saneamento, desescolarização absoluta, produção da indignidade que na dinâmica da produção em série produz delinquentes urbanos, assaltantes e desprovidos de todos os matizes, e mais um sem número de superfluidades básicas para a morte.

Numa conjuntura estruturante como esta, aliado ao processo mais agudo de encenação farsesca em que candidaturas corruptas e burguesas usam-se da mentira em estado puro e da esperança dos proletários por uma vida pautada na igualdade, nas oportunidades e na esperança de um mundo melhor, João Castelo, Edvaldo Holanda Jr., Tadeu Palácio, Washington Luís e o restante do pomar sarneisista, não podem ser tratados de maneira distinta, isto é,  são politicamente corruptos e ideologicamente descartáveis para qualquer confiança atribuída pelos proletários através do seu voto.

Temos que ter orgulho das nossas candidaturas, independente de nossos acordos absolutos, afinal de contas, apenas os socialistas-comunistas podem compreender que os acordos absolutos são ideologias de quinta categoria, como podemos rememorar na ideia de uma vontade geral, e que nossos acordos devem estar pautados e estruturados em princípios mínimos que sirvam para guiarmo-nos coletivamente para o futuro, para uma sociedade universalmente igualitária e fraterna.

Aqui, Politizar a Política significa que temos que compreender que a política pequena não pode ser transformada naquilo que ela não pode ser, isto é, as eleições como a efetivação da estratégia socialista, mas deve ser tratada apenas um pequeno espaço de guerrilha política, em que as táticas adotadas devam estar sempre submetidas à estratégia revolucionária universalista socialista-comunista. Por isso que a posição absenteísta da esquerda da esquerda é totalmente equivocada, pois mesmo diante de desacordos profundos, não podemos permitir que a política seja mercantilizada ainda mais, em que o econômico reproduza-se determinando o político e o político desfazendo-se em migalhas como cinismo espetacular, através da naturalização da mentira em estado puro como a mediação prioritária do convencimento político e que a luta de classes seja substituída pela administração da pobreza.

A classe dos proletários, a única que em si mesma possui em seu coração a universalidade emancipatória do poder separado de classes, tem alternativa programática nestas eleições. Não apenas tem em quem votar, mas principalmente temos com quem lutar pós-eleições, lado a lado, na defesa de palavras de ordem mínimas e transitórias até palavras estratégicas que indiquem a efetivação da possibilidade socialista-comunista, ou como diria o notável historiador, recém falecido, Eric Hobsbawm, como mudança do mundo.

Na ausência amanhã, dia 07 de outubro, de uma primavera revolucionária em São Luís, podemos acabar com a festa da democracia despolitizada, votando massivamente nas candidaturas do PSTU, sendo que para prefeito temos o camarada Marcos Silva, e em uma das 09 candidaturas existentes como alternativas para representação na Câmara Municipal pela classe proletária. Por isso, contra burguês, vote 16! Que amanhã, vai ser outro dia...

[1] Economista. Professor do IFMA, campus Maracanã.


domingo, 30 de setembro de 2012

Zé Maria faz atividade emocionante em São Luís


Caminhada na Rua Grande e Plenária com apoiadores fortaleceu campanha de Marcos Silva e Kátia Ribeiro

Zé Maria, Kátia Ribeiro e Marcos Silva

Ontem (28) a campanha de Marcos Silva Prefeito 16 Kátia Ribeiro Vice recebeu a visita do presidente nacional do PSTU, Zé Maria de Almeida. O dirigente nacional participou de caminhada pela Rua Grande e de plenária no Sindicato dos Bancários reunindo dezenas de apoiadores e simpatizantes.
“Em nossa caminhada na Rua Grande pude perceber o respeito adquirido pelo PSTU nesta campanha, as pessoas questionam se vou participar do debate na TV e torcem por mim. Nossa candidatura quer dizer que jamais devemos deixa de acreditar na capacidade transformadora da classe trabalhadora e da juventude. É possível um amanhã com menos injustiças” afirmou Marcos Silva.

Plenaria de Campanha
Durante a plenária de campanha José Maria de Almeida destacou a importância do período eleitoral para um partido revolucionário que tem a ambição de disputar a consciência dos trabalhadores para um projeto socialista de sociedade. “Queremos transformar o mundo tornando-o livre de toda exploração e opressão, mas achamos importante que os trabalhadores votem em candidaturas com esta perspectiva”.

Para Zé Maria, após as eleições os governos irão por em prática uma série de ataques aos trabalhadores como a aposentadoria (adoção do fator 85/95) e os direitos trabalhistas (ACE). “Cada voto tirado dos partidos tradicionais que aplicam estas políticas e dado ao PSTU 16 fortalecerá a luta contra estas tentativas de retirada de direitos dos trabalhadores” finalizou.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

José Maria de Almeida do PSTU visitará Maranhão


Presidente Nacional do PSTU acompanhará Marcos Silva e Agostinho Neto em atividades de campanha em São Luís (sexta) e Caxias (sábado)

O Presidente Nacional do PSTU, José Maria de Almeida, estará em São Luís nesta sexta-feira (28) e em Caxias no sábado (29) para atividades de campanha do PSTU. O PSTU tem como candidatos a prefeito em São Luís e Caxias, Marcos Silva e Agostinho Neto, respectivamente.

De volta ao estado, o candidato do PSTU à presidência da República nas últimas eleições terá uma agenda em São Luís que inclui caminhada pela Rua Grande a partir das 16 horas e plenária aberta a partir das 19 horas no Sindicato dos Bancários. Em Caxias fará debate às 9 horas na Academia Caxiense de Letras.

Zé Maria irá debater o quadro eleitoral e a conjuntura nacional, como por exemplo o julgamento do mensalão. “É preciso repudiar com veemência as práticas corruptas que estiveram presentes no governo Lula e que estejam presentes no atual governo. Da mesma forma que é preciso, com igual veemência, repudiar a corrupção dos governos do PSDB, DEM, PMDB e companhia. “

Ainda segundo Zé Maria não se pode admitir a idéia de que por sermos “todos iguais”, seria hipocrisia um falar da corrupção do outro. Não! Nós não somos todos iguais. Eu sou dirigente de um partido que não tem nem aceita esta prática, assim como há muito dirigentes e militantes políticos em outras organizações que não coadunam com a corrupção.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Marcos Silva declara apoio às lutas e greves que estão ocorrendo no país



Os servidores públicos federais estão em greve. Na semana passada, a polícia federal também aderiu ao movimento grevista. Os professores das universidades e instituições federais estão em greve desde o dia 17 de maio, reivindicando um Plano de Carreira acertado com o governo desde 2009 e até hoje negado à categoria. Lutam ainda contra a precarização da estrutura de ensino e a falta de profissionais, o que também está mobilizando os estudantes a favor da greve.



Segundo o candidato a prefeitura de São Luís pelo PSTU, Marcos Silva, a greve é resultado da falta de investimento do governo no serviço público. "Ao contrário do que diz o governo e parte da mídia, gasta-se cada vez menos com funcionalismo público, o que se traduz em salários defasados, falta de profissionais e estrutura precária", afirma o candidato. "Enquanto o governo FHC gastou em média 6% do PIB com servidores, a média do valor gasto no governo Lula foi de 4,2%", relata, mostrando que o governo gasta cada vez menos com funcionalismo.

Para Marcos Silva, o governo Dilma vem tratando a greve com truculência e a longa duração do movimento é fruto da falta de disposição política do governo em negociar. “Dilma mandou cortar o ponto dos grevistas e editou decreto que possibilita a substituição dos servidores parados. Isso não é negociação. O governo afirma que não há dinheiro para repor o salário do funcionalismo, mas ao mesmo tempo gasta quase metade do Orçamento com o pagamento da dívida pública", denuncia o candidato. "A minha campanha e o meu partido, PSTU, estão ao lado dos servidores públicos, afirma o candidato.

Há greves também na construção civil pesada, como na refinaria de Suape, em Recife, e em várias obras do PAC. Segundo o candidato, os operários estão revoltados com as condições subumanas a que são submetidos. "O governo gasta bilhões com as obras de infra-estrutura, mas esse dinheiro só beneficia as grandes empreiteiras, enquanto os operários são tratados como animais", denuncia Marcos, apontando o modelo excludente de crescimento econômico escolhido pelo governo Dilma.

Já na indústria automobilística, que sofreu um grande crescimento no último período, a situação não é melhor. De acordo com Marcos Silva, embora as grandes montadoras tenham recebido isenção bilionária do governo, estão demitindo trabalhadores para enxugar custos e lucrarem ainda mais. É o caso da GM em São José dos Campos (SP) que ameaça demitir milhares de operários. "Segundo informação da própria imprensa, só no governo Dilma as empresas tem recebido quase R$ 102 bilhões em isenções e incentivos à indústria, e mesmo assim demitem. Exigimos do governo a proibição das demissões. Garantir a manutenção dos postos de trabalho é sim papel dos governos. Investir dinheiro público em empresa privada que não é”, argumenta Marcos Silva. 

Um mandato a serviço das lutas

"O PSTU, ao contrário dos outros candidatos e partidos, não baseia sua campanha eleitoral em falsas promessas, mas sim no apoio concreto às lutas, pois acreditamos que só a luta e a mobilização mudam a vida", explica Marcos Silva, afirmando ainda que, caso eleito, colocará seu mandato integralmente "à serviço das lutas e reivindicações dos trabalhadores, fazenda dessa cidade uma São Luís para os trabalhadores, e não para os ricos como é hoje". 

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Marcos Silva denuncia caos no sistema de transporte


Candidato do PSTU fez campanha hoje em frente ao Terminal do São Cristóvão

O candidato do PSTU a prefeitura de São Luís esteve hoje (9) em frente ao Terminal de ônibus do São Cristóvão entregando material de campanha junto dos candidatos a vereadores e militantes do Partido. O local escolhido pelo Partido para fazer campanha é simbólico: um dos principais problemas sofridos pelos trabalhadores de São Luís é o transporte coletivo, sempre lotado e sem nenhum conforto.

Todos os governantes de nossa cidade estiveram subordinados aos interesses dos empresários de transporte, um dos financiadores das campanhas milionárias dos grandes partidos. “Por isso são os trabalhadores, usuários do sistema, que acabam sendo prejudicados com uma das passagens mais caras do país” afirmou Rielda Alves, candidata a vereadora da Juventude do PSTU.

Enquanto isso, o atual prefeito João Castelo (PSDB) em campanha em outra região da cidade declarou em uma emissora de TV que irá inaugurar ainda este ano o metrô de superfície. “Esta é mais uma promessa milagrosa do Prefeito que não será cumprida, defendemos que é preciso criar uma Companhia Municipal de Transporte para garantir passagens mais baratas e passe livre para estudantes, idosos e desempregados” finalizou Marcos Silva.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

PSTU faz panfletagem entre trabalhadores urbanitários do saneamento básico


Candidato a prefeito, Marcos Silva recebe diversos apoios

Trabalhador da CAEMA com material do PSTU
Durante dois dias o PSTU visitou os locais de trabalho da Companhia de Saneamento Ambiental, onde trabalha desde 2006 e é um destacado ativista por melhores condições de vida dos trabalhadores e por uma empresa pública e moralizada.

Vários companheiros de profissão expressaram claramente apoio às candidaturas de Marcos Silva e Kátia Ribeiro. “Cada dia que visitamos os locais de trabalho sentimos o respeito e o apoio às nossas candidaturas. Este será um saldo positivo de nossa campanha eleitoral” falou Kátia, candidata a vice-prefeita pelo PSTU.

O candidato Marcos Silva falou sobre os constantes problemas de abastecimento de água em São Luís: “Para garantir a universalização dos serviços e consequentemente as melhorias nas condições de saúde e vida da população só existe uma forma: O financiamento público e o fortalecimento da CAEMA”.

Com candidatos a vereador Noleto e Eloy Natan

No domingo a campanha Marcos Silva 16 irá à feira do Anjo da Guarda apresentar a necessidade de uma São Luís para os trabalhadores.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

PSTU visita trabalhadores urbanitários do setor elétrico


Panfletagem faz parte do calendário de visitas aos locais de trabalho da cidade

Marcos Silva e Kátia Ribeiro em panfletagem na CEMAR

Na manhã desta quarta-feira (01) militantes do PSTU estiveram na Companhia de Energia Elétrica (CEMAR) distribuindo o material da campanha para os trabalhadores daquela empresa.

O PSTU já é conhecido dos trabalhadores eletricitários por estar sempre nas lutas da categoria por melhores condições de trabalho e salários. “Não prestamos apoio somente na época das eleições, como fazem os outros candidatos” destacou o candidato a prefeito Marcos Silva.

“Nossa campanha visitará os locais de trabalho em toda a cidade apresentando um programa que defenda uma São Luís para os trabalhadores” afirmou Saulo Arcangeli, um dos candidatos a vereador presentes.



terça-feira, 8 de maio de 2012

PSTU lança pré-candidatura de Marcos Silva para prefeito de São Luís



São Luís terá candidatura de esquerda classista e socialista. A professora e advogada Kátia Ribeiro será a vice.



O PSTU lança oficialmente o nome do trabalhador urbanitário, Marcos Silva, como alternativa para a prefeitura de São Luís. A decisão pelo lançamento da pré-candidatura foi tomada em conferência do Partido realizada na semana passada. A advogada e professora Kátia Ribeiro será sua companheira de chapa.


Marcos Silva é servidor público concursado da CAEMA desde 2006, ativista politico com uma trajetória no movimento sindical ajudando a construir diversas greves de categorias e gerais na década de 80 e 90 contra as privatizações e liquidações dos Governos Roseana/FHC, além de participar firmemente das lutas sociais e populares. 


Kátia é uma das principais lideranças do movimento de professores do Maranhão. Foi uma das construtoras do movimento de oposição dos sindical (MOSEP) na década de 1990 e posteriormente do MRP-Movimento de Resistência dos Professores, atuando  ativamente em defesa de educação pública de qualidade.



Viver em São Luís nos seus 400 anos não tem sido fácil: Transporte coletivo caro e sem conforto, escolas caindo e professores desvalorizados, falta de saneamento básico para a maioria da população e postos de saúde sem funcionar. Poucos são aqueles que tem motivos para comemorar.

É preciso construir uma alternativa de esquerda para São Luís, em que os trabalhadores e a juventude possam confiar para enfrentar as candidaturas dos empresários de transporte e dos grandes especuladores imobiliários, os grandes responsáveis pelo caos instalado na capital.

O PSTU vai defender nas eleições um programa socialista que aponte aos trabalhadores o caminho das lutas e das mobilizações para arrancar as reivindicações de melhores condições de saúde, educação, transporte coletivo e saneamento básico.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Marcos Silva responde blog do Luís Cardoso

No dia 16 de janeiro, o blog do Luís Cardoso lançou matéria "Marcos Silva cai no dance do consumismo capitalista" com uma série de inverdades e preconceitos ao companheiro Marcos Silva, candidato a governador pelo PSTU nas últimas eleições. Segue a postagem difamatória e logo abaixo a resposta do companheiro Marcos Silva.


Resposta de Marcos Silva:

Queria inicialmente dizer que independente da sua posição política tucana e neoliberal, sempre tive respeito pelas informações postadas no seu blog. No entanto, você cometeu um erro grosseiro ao comentar a minha participação na festa de formatura da turma de direito do CEST em 2010, na qual minha filha teve o esforço e o prazer em concluir um curso que no geral é mais fácil para um filho de rico.

Qual o seu erro? Desonestidade com a veracidade, quando afirma que dancei a noite toda. Não porque eu não tenha o direito de dançar, mas porque estava acometido por uma enxaqueca, pois na sexta-feira anterior, mais precisamente à meia-noite, a convite de uma família da periferia, estava na Associação do BEM, na qualidade de padrinho de uma formanda do 8° ano do Ensino Fundamental, e tive que dançar uma valsa.

Já na manhã de sábado às 10 horas tive que disputar uma partida de futebol na ASSERCA. Então, não tive condições de prestigiar a excelente festa animada pela magnífica banda Reprise e dançar com minhas filhas que lá se encontravam: uma de 25 anos formada em Enfermagem pela UEMA; a Mariana, que se formou em Direito, e Helena de 17 anos, estudante secundarista do Liceu Maranhense.

Por isso, por volta de meia-noite, pedi liceça para minhas filhas, parentes e amigos e me retirei, pois estava com muita dor de cabeça. Com certeza Mariana e seu namorado, aproveitaram bem a festa, e ele realmente talvez não saiba dançar. Assim, seu informante deve ter confundido os dançarinos, pos somos muito parecidos, parece até ser meu filho.

Vamos a verdade. Nesta festa estive a convite de minha filha que tem 24 anos de idade, funcionária pública do Tribunal de Justiça, concursada e que adquiriu os convites para mim, seu demais familiares, namorado e amigos, em torno de 20 pessoas. Cada convite custou 35,00. Porém, só dancei a música exigida para todos os padrinhos e a valsa. Enxergava nos olhos dos outros pais e mães muita felicidade, muita alegria e extravagância. Me chamou atenção uma mãe dizer a outra: “Que bom que não vamos mais pagar mensalidade”. Sei que muitos ali estavam incomodados, alguns até espantados quando souberam que eu era o pai da Mariana.

Uma jovem estudiosa, trabalhadora, amiga, boa filha e que perdeu a mãe quando ainda cursava o 2° ano no Liceu Maranhense. Não desistiu da luta e mesmo sendo filha de pobre foi aprovada para o Curso de História da UEMA, Geografia na UFMA, onde cursou os primeiros semestres. Em seguida, foi aprovada pelas cotas no PROUNI, onde adquiriu bolsa integral para fazer o Curso de Direito no CEST. Uma faculdade que poderia até ser pública, mas no entanto é uma instituição privada ligada à APAE, que se dedica ao ensino superior.

Tenho muito respeito por essa instituição, pois é formada por excelentes professores (as) e eu recomendaria inclusive a sua estatização.Você também comete um erro teórico. Esse só você pode resolver. No livro I de O Capital, no capítulo que trata da mercadoria, Marx afirma que nas sociedades de modo de produção capitalista tudo tende a se transformar em mercadoria. É verdade, inclusive a educação.

Contudo, capitalista é aquele que vende a Educaçao. Capitalista é também o proprietário da indústria da Coca-Cola, não aqueles que a consomem. Por fim, com referência a “eterno candidato”, isso tem a ver com um incômodo dos políticos burgueses e da própria ideologia que nao se conformam que um trabalhador comum possa disputar poder, ainda mais com uma proposta socialista.

Os ricos também se incomodam em ver um trabalhador comum formar uma filha ou um filho em um dos cursos mais elitizados do país, reservado geralmente para filhos de juízes, promotores e empresários. A revolta é maior, e isso eu percebi nos olhares, quando este trabalhador é um histórico combatente da oligarquia sarney e dos capitalistas.Aproveito para parabenizar de público minha filha, por ter uma vida justa, digna e dedicada aos estudos. Este é o maior capital que todo pai e toda mãe deseja ter.

Um abraço e espero que repense sua postura desonesta e preconceituosa e que leve aos seus leitores verdadeiras informações, mesmo que sejam liberais e conservadoras.

Veja agora alguns comentários de leitores em defesa do companheiro Marcos Silva:




sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

UMA CAEMA PÚBLICA E MORALIZADA! É POSSÍVEL?

Por Marcos Silva – Operador de Elevatória da CAEMA, militante do PSTU
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Tenho nos últimos dias verificado uma grande ofensiva na mídia local contra a CAEMA. Algumas motivadas por boas intenções de ver a empresa prestar bons serviços para a população, no que tange ao abastecimento de água e ao tratamento do esgoto nos municípios onde é a contratada. Outras, motivadas por interesses politiqueiros com o objetivo de desmoralizar a empresa para, no futuro, favorecer a privatização. Por isso, resolvi manifestar minha opinião sobre os permanentes ataques à imagem da CAEMA, empresa em que trabalho, no cargo de operador de elevatória concursado, há 4 anos.

Tenho nestes anos feito uma investigação permanente sobre o funcionamento administrativo e operacional desta companhia e a relação com o mundo do saneamento básico. Além do mais, sou muito apegado ao estudo das questões sociais.

Tenho escrito alguns artigos e não poderia deixar de contribuir no debate num momento de transição do novo mandato, da velha oligarquia que se inicia a partir de janeiro de 2011.

Começo polemizando com os mal intencionados, inimigos da “coisa” pública e que sem o mínimo conhecimento fazem agressões morais tipo: “famigerada CAEMA”. Estas agressões partem de um setor que não hierarquiza as denúncias. Primeiro deveriam saber que famigerada é a Lei 11.445/2007 do governo Lula e da burocracia sindical cutista que, ao invés de tornar uma necessidade social responsabilidade do poder público, através do financiamento público dos serviços de saneamento básico, prefere transferir esta responsabilidade para a população, por meio da cobrança de taxas e tarifas; e constituindo para os setores empobrecidos, subsídios, a depender da vontade política (ex. Viva Água). Segundo, também deveriam saber que, famigerada é a oligarquia sarney que nesses mais de 40 anos vem se utilizando da CAEMA para politicagem, beneficiando amigos e parentes através de empreguismo, das terceirizações e da ingerência administrativa e operacional, sem se preocupar com a verdadeira missão e finalidade para a qual foi concebida a empresa.

De forma que, a CAEMA é uma empresa que sofre pela péssima interferência governamental e que funciona sem autonomia administrativa e operacional. Isto trás um sério prejuízo para a população e em particular para os trabalhadores da empresa, que na maioria trabalha em condições insalubres, perigosas arriscando a sua saúde e a própria vida, além de enfrentar os entraves administrativos, que terminam por gerar uma falta de motivação e fé no futuro da empresa.

É importante lembrar que a maioria dos trabalhadores não vive correndo atrás de cargos e que lamentavelmente, alguns desses cargos são distribuídos pelos laços de amizades pessoais, políticas e até familiares, não de forma democrática e meritocrática, como deveria ser. Portanto, aqueles que tentam desmoralizar a CAEMA enquanto empresa pública deveriam primeiro compreender a legislação de saneamento básico e, segundo, fazer um enfrentamento com as práticas governamentais espúrias, construídas no nosso estado.

Gostaria de contribuir com os setores que denunciam o mau funcionamento da CAEMA, reivindicando soluções para o problemas de água e esgoto. Afinal de contas a água é o líquido mais precioso do planeta e a espécie humana, como todo o sistema terrestre, tem como necessidade vital o uso da água. O esgoto é algo insuportável, produto de alto grau de insalubridade, muitas das vezes nem o seu próprio dono é capaz de manuseá-lo. Mau cheiro, fezes, urina humana e de ratos, além de produtos químicos, etc. Um verdadeiro horror! Sem falar nas possíveis doenças.


Isso posto, eis um grande desafio colocado para os trabalhadores da CAEMA: fazer a captação, tratamento, adução, elevação e distribuição de água para a população, paralelamente, coletar o esgoto e tratar para devolver ao meio ambiente novamente a água separada dos dejetos orgânicos e inorgânicos. Isto não é algo simples, requer recursos financeiros, humanos e tecnologia.

Lamentavelmente o empobrecimento do nosso estado faz com que a arrecadação da CAEMA seja insuficiente para a operação e manutenção dos serviços. Por outro lado, há todo um setor que tem poder de contribuição tarifária e não é tarifado. Refiro-me aos grandes condomínios de luxo, que tem seus poços próprios, boa parte perfurados de maneira inadequada, trazendo sérios prejuízos ambientais para o nosso lençol freático. Também destaco o uso irracional dos lençóis freáticos por parte da Alcoa e da Vale, que construíram sistemas próprios, isentando-se da contribuição tarifária.


Estes são só alguns elementos que contribuem para inviabilidade financeira dos serviços de saneamento básico: os pobres e trabalhadores arcam com a sustentação dos serviços e os ricos e as grandes empresas são isentos.

É possível uma CAEMA pública e moralizada?

Acreditamos que sim. É necessário lutarmos para que a CAEMA tenha uma filosofia, uma visão de mundo e uma missão determinada. É preciso assegurar o financiamento público no orçamento dos governos estadual e federal, pois os serviços de saneamento básico é uma questão de saúde pública. O próprio Ministério da Saúde diz que, para cada 1 real investido em saneamento, economiza-se 4 reais em hospitais. Outro aspecto importante é a autonomia administrativa e operacional da CAEMA, assegurando a escolha dos cargos de forma democrática e meritocrática entre seus próprios trabalhadores, que devem ter acesso ao emprego através de concurso público, pondo fim à terceirização.

É necessário fortalecer a Companhia de Saneamento Ambiental Estadual pois a municipalização é um caminho para a privatização e precarização dos serviços, haja visto o orçamento dos municípios não suportar os custos do sistema, sendo penalizada a população com altas tarifas ou mesmo com a precariedade dos serviços, sobretudo no que tange à questão esgoto que requer uma tecnologia de alto custo financeiro. Por fim, entendo ser necessário este debate, pois só dessa forma construiremos as soluções para a aplicação de uma política de saneamento ambiental que beneficie não só os seres humanos, mas todo o nosso ecossistema. A proteção dos lençóis freáticos, dos rios, do litoral, enfim da água, não é um desafio para as futuras gerações, é presente e devemos assumir um compromisso com a luta em defesa da água, da vida e do planeta que, como diz Guilherme Arantes: “Terra Planeta Água”.

Feliz 2011 a todos os trabalhadores e trabalhadoras!