Assista o pré candidato do PSTU ao Governo do Estado do Maranhão, Saulo Arcangeli, falando sobre as manifestações populares durante o Carnaval.
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terça-feira, 4 de março de 2014
Sobre Carnaval e Lagostas: Saulo Arcangeli, pré-candidato do PSTU ao Governo do Maranhão
Assista o pré candidato do PSTU ao Governo do Estado do Maranhão, Saulo Arcangeli, falando sobre as manifestações populares durante o Carnaval.
domingo, 9 de fevereiro de 2014
PSTU lança Saulo Arcangeli pré-candidato a Governador nesta quarta
Atividade contará com
a presença de Zé Maria, pré-candidato do Partido à Presidência
Nesta quarta-feira, dia
12 de fevereiro, o PSTU Maranhão fará em São Luís o lançamento
oficial da candidatura do servidor público federal e professor
universitário Saulo Arcangeli ao governo do Estado. A atividade
iniciará a partir das 9 horas com uma coletiva à imprensa na
Assembleia Legislativa e logo após às 10h30 ocorrerá um ato
político no auditório do Sindicato dos Bancários no Centro.
![]() |
| Saulo Arcangeli, pré-candidato do PSTU |
A candidatura de Saulo,
um ativista presente nas principais lutas que ocorreram no Maranhão
nos últimos anos, é a expressão no campo eleitoral das
reivindicações dos trabalhadores e da juventude maranhense que
desejam não só o fim de uma Oligarquia, mas também buscam
construir um Maranhão livre do latifúndio e do coronelismo.
Ao mesmo tempo, o PSTU
mantém o chamado feito ao PSOL e PCB no sentido da constituição de
uma Frente de Esquerda que apresente uma única candidatura ao
Governo do Estado em 2014.
Lançamento da
pré-candidatura de Zé Maria à Presidência da República
![]() |
| Zé Maria estará em São Luís nesta quarta (12) |
Estará presente também
o presidente nacional do Partido, o metalúrgico Zé Maria de
Almeida, que é o pré-candidato do PSTU à Presidência da
República. “Minha candidatura parte da necessidade de apresentar
uma alternativa de classe e socialista perante as candidaturas da
presidente Dilma Roussef (PT) e os candidatos da direita
representados pelo PSDB de Aécio Neves e o PSB de Eduardo Campos”
afirma Zé Maria.
Segundo o pré-candidato
do PSTU, estes dois campos políticos, no entanto, representam o
mesmo modelo econômico e o mesmo projeto para o país, que
privilegia os bancos, grandes empresas e o agronegócio em detrimento
das necessidades e reivindicações dos trabalhadores, do povo pobre
e da juventude.
Quem é Saulo
Arcangeli?
Candidato a governador
do Estado pelo PSOL em 2010, saiu deste partido em 2011 e ingressou
no PSTU, por onde foi candidato a vereador de São Luís em 2012.
Servidor público federal do Ministério Público da União e
professor universitário da UEMA, é dirigente sindical do Sintrajufe
e da CSP Conlutas, Central Sindical e Popular.
quarta-feira, 26 de junho de 2013
Polícia Militar amplia repressão às manifestações populares em São Luís
Oligarquia
Sarney tenta calar o grito das ruas de “Fora Sarney”
As
manifestações populares estão se espalhando em todo o Estado do
Maranhão. Mais de 20 cidades já realizaram protestos nas últimas
semanas como parte da onda de mobilizações que varre o país de
norte a sul. Nos atos e passeatas as vozes exigem dos governantes
melhores condições de saúde, educação, saneamento básico e
transporte. Mas uma caracteristica marcante na grande maioria destes
protestos é o rechaço aos Sarneys. Sem dúvida as palavras de ordem
mais puxadas nos atos e passeatas exigem o fim da oligarquia no
Maranhão!
No
início a mídia sarneysta tentou esconder as mobilizações
anti-Sarney ou taxá-las de despolitizadas. Sem obter sucesso, passou
a reprimir violentamente os protestos com uso da cavalaria e da tropa
de choque como aconteceu nas manifestações pacíficas da
segunda-feira (24) na Assembleia Legislativa, Renascença e Anjo da
Guarda. Nesta terça-feira (25) novamente houve repressão violenta
contra manifestantes no retorno da Forquilha.
Também
nesta terça-feira, a CSP Conlutas, a ANEL e diversas organizações
de esquerda se reuniram em frente a Biblioteca Benedito Leite na
praça Deodoro para protestar e a Polícia Militar estava em número
desproporcional. A passeata desceu a Rua da Paz e terminou com um ato
na Praça João Lisboa. Foi uma importante atividade que reuniu
estudantes, trabalhadores da cidade, quilombolas e representantes
indígenas para apresentar um conjunto de reivindicações e um
programa de luta para as mobilizações.
Apesar
do sentimento antipartido presente em algumas destas manifestações,
nós do PSTU prestamos solidariedade aos ativistas honestos que estão
nas ruas neste momento denunciando as mazelas que existem em nosso
Estado com a clareza da necessidade desta luta ser contra esta
oligarquia que governa este estado há mais de 45 anos. Há tempos
denunciamos que esta oligarquia perversa é responsável pela
destruição da economia maranhense colocando o nosso povo na miséria
e pelo genocídio da juventude da periferia. Por isso nosso Partido
em todos esses anos tem sido vítima de vários ataques e calúnias.
Se a
onda de repressão policial que se deu nos protestos em São Paulo ao
invés de fazer o movimento retroceder só deu mais força às lutas,
aqui não há de ser diferente. Além da truculência da polícia
militar durante as manifestações, a governadora não se cansa de
usar das mentiras para tentar enganar o nosso povo. Depois da
refinaria da Petrobrás, Roseana promete resolver o problema da
mobilidade urbana resgatando o projeto de VLT do ex-prefeito João
Castelo. Nossa luta é por transporte público de qualidade e reforma
agrária já. O Egito, a Tunísia e a Líbia deram o exemplo, é
preciso derrotar a Oligarquia Sarney nas ruas.
Sarney
ladrão, devolve o Maranhão!
Cassação
imediata de Roseana Sarney!
Fora
Sarney! Por um governo dos trabalhadores do campo e da cidade!
domingo, 23 de junho de 2013
Marcha em São Luís reúne 30 mil contra Sarney e a direita perde as estribeiras
Foi
lindo. Mais de 30 mil pessoas caminharam da Praça Maria Aragão até a Praça Dom
Pedro II onde ficam localizados o Palácio dos Leões, sede do governo estadual,
e a sede da prefeitura municipal de São Luís.
Desta
vez o ato teve um tom mais politizado. Militantes de diversas organizações como
da Coordenação do Acorda Maranhão, CSP-Conlutas, ANEL, DCE-UFMA, OAB-MA,
Movimento Hip Hop Quilombo Urbano, Luta Popular, Movimento Negro Quilombo Raça
e Classe, MST, PSTU, PSOL e tantas outras entidades.
A
chuva torrencial que caia dos céus de São Luís não desaqueceu a indignação e a
vontade de luta dos manifestantes. Apesar do grande mote dessas mobilizações em
todo o país girar em torno da redução das tarifas dos transportes coletivos, o
elemento político que tem unificado todas as entidades e manifestantes no
Maranhão tem sido o FORA SARNEY.
Também
chamou atenção a entrada em cena de muitos jovens dos bairros pobres de São
Luís. O movimento Hip Hop Quilombo Urbano desempenhou um importante papel no
diálogo com esses jovens, sobretudo depois que chegou às informações de que
deputados ligados ao grupo Sarney como Roberto Costa (PMDB) estava recrutando
jovens nas periferias para atacar manifestantes de esquerda nesses atos. Com as
pulsantes e esclarecedoras falas de diversos militantes a direita gangster ficou
desmoralizada e sem chão.
PC do B, PMDB e falsos punks jogando sujo contra os lutadores honestos
Meia hora depois da caminhada vitoriosa chegar à Praça Dom Pedro
II, alguns punks de um grupo conhecido como “Os Caveiras” resolveram se unir
aos agressores do PMDB e da UJS (PC do B) que estavam com um potente trio
elétrico, mas sem saber o que dizer aos manifestantes a não ser incitar o ódio
aos militantes dos movimentos sociais e da esquerda de luta. O grito fascitoide
“Sem Partido” já não está mais tendo tanta ressonância entre os presentes
que estão indo a essas marchas se manifestar contra os governos e não contra
organizações de esquerda.
Desesperados
com o tom anti-sarneysta do ato, esses indivíduos irresponsáveis resolveram
jogar objetos e pedras nos coordenadores do ato que estavam em cima do carro de
som. Depois resolveram partir para a agressão física contra os manifestantes de
esquerda.
Por
prudência, os representantes das entidades supracitadas resolveram retirar o
carro de som do meio do tumulto para evitar qualquer incidente mais grave.
Alguns minutos depois os sarneystas e o PC do B se deslocaram para a ponte do
São Francisco. Não demorou muito para a “micareta gângster” terminar num quebra
quebra generalizado. Isso por que a juventude ali presente percebeu que aqueles
que gritavam “Fora Partido” eram quase todos militantes de partidos ligados ao
grupo Sarney ou ao PC do B.
Pela punição e execração da Gang Sarneysta do meio do movimento
As entidades filiadas a CSP-Conlutas vão entrar com uma
representação junto ao Ministério Público responsabilizando o deputado Roberto Costa,
o Governo do Estado e a própria Secretaria de Segurança Pública do Estado do
Maranhão por qualquer agressão física que venha acontecer com nossos militantes
ou com qualquer individuo presente nestas manifestações.
Ficou
claro no evento que estava tudo armado e que a própria Policia Militar não
moveu um dedo para prender esses delinquentes profissionais. Temos vídeos e
fotos que demonstram claramente quem são esses agressores e a completa omissão
da Polícia Militar em relação aos mesmos. E a prova maior disso tudo foi o fato
da própria PM está infiltrada no meio dessas manifestações. Num movimento
legitimo com este não pode comportar grupos dirigidos por parlamentares delinquentes.
Na
próxima Terça-feira tem a marcha “Periferia vai ao Centro” com concentração a
partir das 16h na Praça Deodoro.
quinta-feira, 20 de junho de 2013
Alta no preço dos alimentos atinge a mesa do maranhense: Quilo da farinha já chega a R$12!
Na última terça-feira (18 de junho), milhares de trabalhadores rurais de diversas partes do Estado e comunidades urbanas ameaçadas de despejo realizaram manifestação bloqueando a BR-135, via de acesso à capital São Luís. A manifestação foi ao INCRA exigir reforma agrária, fim dos despejos forçados e denunciar a violência no campo e na cidade. Segue abaixo a posição do PSTU sobre a questão do campo e a alta do preço dos alimentos. É imprescindível que estes setores entrem em cena e se unifiquem à juventude em luta neste momento.
Quem vai às feiras e supermercados percebeu a alta dos
preços dos alimentos. É a inflação tomando boa parte da renda das famílias e
obrigando-as a mudar seus hábitos alimentares. No Maranhão, onde grande parte
da população já faz sacrifícios para sobreviver, a alta dos alimentos atingiu
alimentos típicos como o arroz e a farinha d'água.
De acordo com estudos da FGV,
o arroz teve uma alta de 4,02% em junho e hoje é difícil encontrar farinha
d'água nas feiras e mercados da capital a menos de R$12. Uma questão importante
é que o Maranhão deixou de ser um grande produtor destas mercadorias para
importar arroz do Suriname e mandioca do Pará.
Para o PSTU, a alta no preço
dos alimentos é fruto da política do Governo Dilma para o campo que beneficia o
agronegócio e do desmonte dos órgãos de pesquisa agrícola do Estado nos
governos da Oligarquia Sarney. Empresas estatais responsáveis pela pesquisa e
assistência técnica rural como a EMAPA e a EMATER foram destruídas, assim como
outras empresas como a COPEMA, a CEMAR e o Banco do Estado.
A aliança da Oligarquia
Sarney com os grandes latifundiários e o agronegócio vem atacando e
assassinando quilombolas, ribeirinhos, indígenas e trabalhadores rurais que
lutam pelas suas terras, determinando o fim da agricultura familiar no Maranhão
e condenando à fome todos os dias milhares de maranhenses, enquanto garante
enormes lucros aos fazendeiros de soja. Se de fato queremos derrotar a Oligarquia
e suas práticas perversas não é possível nenhum acordo com o agronegócio, o
maior responsável pela violência e miséria no campo.
Fora Oligarquia Sarney!
Contra a violência
cometida pelo agronegócio no campo!
Reativação das empresas de
pesquisa e assistência rural!
Unir trabalhadores do campo e cidade mais a juventude em uma só luta!
quarta-feira, 19 de junho de 2013
O lugar da periferia na nova conjuntura política que se abre no país
Hertz Dias - Militante da Secretaria Nacional de Negros e Negras do PSTU e do Quilombo Urbano
As consequências são ainda imensuráveis.
O sudeste do país em convulsão social, os trabalhadores e a juventude aos
milhares dão as mãos nas ruas. O aumento das passagens de ônibus foi apenas o
estopim que fez explodir o tampão que comprimia as lutas socais em nosso país
há mais ou menos duas décadas.
Não
tenho os dados, mas arriscaria dizer que esse processo em seu final terá como
resultado não somente a redução do preço das passagens de ônibus, mas a
diminuição dos conflitos intraperiféricos, o arrefecimento da guerra interna
entre a juventude das periferias dos grandes centros urbanos. Toda a energia
outrora descarregada em uma guerra autofágica ganha vazão nas ruas, na multidão
pacifica, mas enfurecida contra o Estado-classe e isso pode se espalhar por
todo o país.
A
burguesia ver sua força espiritual questionada em multidões. Um dos seus
principais materiais ideológicos, sua mídia comercial, está tendo sua
autoridade moral abalada. E agora como defender a repressão se os seus
jornalistas também estão na mira do “fogo amigo” do braço de ferro que tanto
defendem? Jornalistas reacionários como Luiz Datena e Arnaldo Jabor esgotaram
seus repertórios criminalizadores. O último teve que fazer autocrítica pública
por ter afirmado que os atos de São Paulo eram coisas de jovens de classe média
da USP.
A
juventude periferia sai do noticiário policial para entrar no noticiário
político, ainda que enfrentando a mesma polícia que os reprimem cotidianamente,
já que os direitos humanos não entram nessas localidades. Aliás, onde o PT diz
que existe uma classe média emergente, há na verdade o aprofundamento da
barbárie capitalista e nela a juventude negra é esvaziada da condição de ser
humano. Em Alagoas a possibilidade de um jovem negro ser assassinado é mil
vezes maior do que um jovem branco. A função do mito da democracia racial é
invisibilizar esse etnocídio. Mas, tal como no Brasil colonial, a
humanidade desses jovens é resgatada na rebelião contra o sistema que os
colocou nessa situação limite. De bandidos de alta periculosidade viraram
baderneiros. Já é algum avanço.
A
classe média que não pega ônibus se solidariza com a luta. Trabalhadores
formais e informais se veem simplesmente como trabalhadores. O universo letrado
e o plebeu das grandes metrópoles estabelecem entre si uma relação de
confiança. É dessa solidariedade que a periferia precisa, aquela forjada na
luta e não no assistencialismo do Terceiro Setor que educa o povo a não lutar.
Nessas lutas, a periferia pode aprender que transformar o lixo da burguesia em
luxo é ilusório, socializar o luxo é mais que necessário.
O
inimigo de classe está ficando mais visível, já não precisamos de lupa para
enxergá-los. Não tenho dúvidas que novas lideranças, novas canções e novas
consciências serão forjadas nessas lutas. Sinto que uma nova situação política
pode nascer na periferia, desde que haja intervenção qualificada para isso. As
condições estão dadas para que a periferia possa definitivamente encontrar o
seu lugar, o da luta política pela superação do capitalismo.
domingo, 16 de junho de 2013
Em São Luís, PSTU exige redução da passagem e mais qualidade no transporte público
Quem precisa usar o transporte público em São Luís
sofre bastante. Os problemas enfrentados são muitos: superlotação, paradas
lotadas e mal conservadas, sucateamento da frota, engarrafamentos, além da
maioria das ruas e avenidas estarem intrafegáveis. Quem acompanhou as últimas
eleições para prefeito viu que o candidato Edivaldo Holanda fez muitas promessas
para resolver estes problemas.
Mas depois de eleito, Edivaldo Holanda manteve a
política de Castelo e seus antecessores. Fez um acordo para repassar milhões
aos empresários a título de “indenização pelos prejuízos das empresas”, além de
se comprometer a reduzir as gratuidades do sistema. No entanto não fez nenhuma
exigência de melhoria na qualidade dos serviços prestados.
Como se não bastasse todos estes privilégios, a
presidente Dilma baixou Medida Provisória isentando de impostos (PIS/COFINS) as
empresas de transporte coletivo. Entretanto, a medida não obrigou prefeituras e
empresas a reduzirem o preço das passagens, que continuam pesando no bolso dos
trabalhadores de São Luís, onde mais de 80 mil lares recebem o Bolsa Família,
isto é, tem renda per capita de até R$ 140.
O PSTU acredita que é possível reduzir o preço da
passagem em São Luís e ao mesmo tempo ter um sistema de transporte coletivo de
qualidade para a população. É preciso criar um Conselho de usuários e
trabalhadores do transporte que discuta itinerários, horários, quantidade e
qualidade da frota existente. Para isso a Prefeitura tem que parar de salvar os
lucros dos empresários e criar uma Companhia Municipal de Transporte. Nós
estaremos construindo e apoiando todas as lutas pela redução da tarifa e por
melhores condições no sistema de transporte público de São Luís!
Edivaldo
Holanda reduza o preço da passagem!
Por mais
qualidade no transporte coletivo de São Luís!
Pela
criação da Companhia Municipal de Transporte!
Passe
livre para estudantes e desempregados!
sábado, 16 de março de 2013
Eleição direta para diretor de escola no município de São Luís: Uma bandeira que não pode ficar tremulando nas mãos dos inimigos da democracia e da educação pública
Está aberto no município de São Luís o debate em torno da eleição direta para diretor de escola. Esse não é um debate qualquer e nem muito menos pode escapar entres os dedos da comunidade escolar para cair nas mãos de grupos políticos que sempre se beneficiaram com a feudalização política do ambiente escolar. Vereadores ligados à oligarquia Sarney, como Fábio Câmara (PMDB), ou ao corrupto ex-prefeito João Castelo, como Francisco Carvalho (PSL), apelam descaradamente para o conceito de “democracia” em razão da exoneração de mais de 150 diretores de escolas da rede pública municipal de São Luís levado a cabo pelo prefeito Edvaldo Holanda Júnior (PTC, PC do B, PSB e PDT).
Para além da forma como se deu as exonerações, o problema mais grave foram os critérios adotados para efetivação dos “novos” diretores, todos claramente político-partidários e autocráticos. Diante deste fato, e da insatisfação de muitas comunidades, os apoiadores do ex-prefeito João Castelo e os “roseanistas” começaram a pressionar o prefeito Edvaldo Holanda Júnior e o seu secretário de Educação Alan Kardec (PC do B) para tentar recuperar a direção de certas escolas que saíram das mãos de alguns de seus fieis cabos eleitorais. O PTC e o PC do B, por seu turno, querem apenas mudar a suseranía das escolas para garantir a hegemonia plena do feudo. Tudo indica que a maioria das direções das escolas de São Luís ficaram com o PC do B, o que demonstra o grau de adesão desse partido ao vale tudo comum aos partidos burgueses. Todos eles olham para as direções das escolas como um indispensável capital político para as eleições de 2014. Com essas práticas as escolas do município de São Luís foram transformadas em um mero aparelho de arregimentação de cabos eleitorais.
Para nós do PSTU, a única forma de democratizar a escola é com eleição direta para diretor e com cargos que possam ser controlados pela comunidade escolar. Não acreditamos que eleição direta vá resolver os graves problemas da educação pública, que passa fundamentalmente pelo aumento de recursos que possibilitem a contratação de professores, técnico-administrativos, construção de escolas, etc. Só em 2012 a presidenta Dilma cortou 1, 9 bilhões de reais do orçamento do Ministério da Educação. No entanto, não podemos mais aceitar que as direções de escolas continuem funcionando como extensão do monolitismo político-pedagógico das secretarias de educação. É desse autoritarismo que brotam as turmas superlotadas, a falta de fiscalização com os parcos recursos que chegam as escolas, o stress ocupacional e o assédio moral contra os professores. Na própria Constituição Federal, em seu artigo 206, inciso sexto, diz que nosso país deve ter uma gestão democrática do ensino público. Mas, para grupos reacionários que vivem do clientelismo político caquético, a perda do controle político da escola é encarada como uma ameaça eminente. Tinha razão Carlos Drummond Andrade ao afirmar que “os lírios não nascem da lei”.
É inadmissível que quase 30 anos depois da redemocratização do país tenhamos que conviver com microditaduras instaladas no interior da maioria das escolas brasileiras. Mais grave ainda é constatar que o governo de Edivaldo Holanda(PTC/PCdoB), pela miséria de suas degenerações políticas, permita que as velhas oligarquias se apropriem, indevidamente, de uma bandeira que sempre deploraram. A vereadora Rose Sales (PC do B), principal liderança do atual governo de Edivaldo Holanda na câmara, que quando na oposição afirmava defender a educação e a democratização nas escolas contra a política do ex-prefeito Castelo, não pode mais ficar só na retórica e precisa se posicionar imediatamente em favor da categoria que diz defender. Se é a favor da eleição direta para diretor de escola, então por que esperar tanto tempo? Esperar por quem? Por vereadores de uma câmara que historicamente tem legislado contra os trabalhadores?
A comunidade escolar tem muito mais autoridade para conduzir um processo dessa natureza do que três dezenas de vereadores que logo no primeiro mês de seus mandatos aumentaram seus próprios salários em 52% sem se preocupar com a tão propalada crise deixada pelo corrupto ex-prefeito João Castelo (PSDB). São esses mesmos senhores que utilizaram critérios pra lá de indecentes para eleger o fisiologista Isaias Pereirinha (PSL) para presidente da câmara municipal de São Luís. Democracia nessa casa legislativa é uma palavra oca.
Fala-se ainda em concurso público para diretor de escola. Esse método é democrático apenas para quem participa, mas não para a comunidade escolar. Nesse caso o diretor escolhe a escola, mas a escola não escolhe o diretor. Por ser um cargo técnico, mas que envolve atos políticos, e por considerar a diversidade política em um ambiente ou comunidade escolar, a forma mais correta para escolha de diretor de escola é a participação direta e universal da comunidade escolar (professores, técnico-administrativos, pais de alunos e alunos).
A lição que os trabalhadores de maneira geral e os educadores especificamente têm que tirar desse episodio é que quando são seus direitos que estão em jogo, as fronteiras políticas existentes entre os partidos burgueses (PMBD, PSDB, PTC, PDT, PSB) e a esquerda degenerada (PC do B e PT) ficam cada vez mais tênue. Nós do PSTU do Maranhão apostamos somente na força da organização e mobilização das frentes de trabalhadores em educação (CSP Conlutas, MRP, ASPEMA, MOPE, Gestão Unidade Para Mudar) e dos movimentos estudantis combativos como a ANEL (Assembleia Nacional de Estudantes Livres) que são grupos que sempre estiveram na luta em defesa dessa e de outras bandeiras que visam a melhoria da educação pública brasileira.
Para além da forma como se deu as exonerações, o problema mais grave foram os critérios adotados para efetivação dos “novos” diretores, todos claramente político-partidários e autocráticos. Diante deste fato, e da insatisfação de muitas comunidades, os apoiadores do ex-prefeito João Castelo e os “roseanistas” começaram a pressionar o prefeito Edvaldo Holanda Júnior e o seu secretário de Educação Alan Kardec (PC do B) para tentar recuperar a direção de certas escolas que saíram das mãos de alguns de seus fieis cabos eleitorais. O PTC e o PC do B, por seu turno, querem apenas mudar a suseranía das escolas para garantir a hegemonia plena do feudo. Tudo indica que a maioria das direções das escolas de São Luís ficaram com o PC do B, o que demonstra o grau de adesão desse partido ao vale tudo comum aos partidos burgueses. Todos eles olham para as direções das escolas como um indispensável capital político para as eleições de 2014. Com essas práticas as escolas do município de São Luís foram transformadas em um mero aparelho de arregimentação de cabos eleitorais.
Para nós do PSTU, a única forma de democratizar a escola é com eleição direta para diretor e com cargos que possam ser controlados pela comunidade escolar. Não acreditamos que eleição direta vá resolver os graves problemas da educação pública, que passa fundamentalmente pelo aumento de recursos que possibilitem a contratação de professores, técnico-administrativos, construção de escolas, etc. Só em 2012 a presidenta Dilma cortou 1, 9 bilhões de reais do orçamento do Ministério da Educação. No entanto, não podemos mais aceitar que as direções de escolas continuem funcionando como extensão do monolitismo político-pedagógico das secretarias de educação. É desse autoritarismo que brotam as turmas superlotadas, a falta de fiscalização com os parcos recursos que chegam as escolas, o stress ocupacional e o assédio moral contra os professores. Na própria Constituição Federal, em seu artigo 206, inciso sexto, diz que nosso país deve ter uma gestão democrática do ensino público. Mas, para grupos reacionários que vivem do clientelismo político caquético, a perda do controle político da escola é encarada como uma ameaça eminente. Tinha razão Carlos Drummond Andrade ao afirmar que “os lírios não nascem da lei”.
É inadmissível que quase 30 anos depois da redemocratização do país tenhamos que conviver com microditaduras instaladas no interior da maioria das escolas brasileiras. Mais grave ainda é constatar que o governo de Edivaldo Holanda(PTC/PCdoB), pela miséria de suas degenerações políticas, permita que as velhas oligarquias se apropriem, indevidamente, de uma bandeira que sempre deploraram. A vereadora Rose Sales (PC do B), principal liderança do atual governo de Edivaldo Holanda na câmara, que quando na oposição afirmava defender a educação e a democratização nas escolas contra a política do ex-prefeito Castelo, não pode mais ficar só na retórica e precisa se posicionar imediatamente em favor da categoria que diz defender. Se é a favor da eleição direta para diretor de escola, então por que esperar tanto tempo? Esperar por quem? Por vereadores de uma câmara que historicamente tem legislado contra os trabalhadores?
A comunidade escolar tem muito mais autoridade para conduzir um processo dessa natureza do que três dezenas de vereadores que logo no primeiro mês de seus mandatos aumentaram seus próprios salários em 52% sem se preocupar com a tão propalada crise deixada pelo corrupto ex-prefeito João Castelo (PSDB). São esses mesmos senhores que utilizaram critérios pra lá de indecentes para eleger o fisiologista Isaias Pereirinha (PSL) para presidente da câmara municipal de São Luís. Democracia nessa casa legislativa é uma palavra oca.
Fala-se ainda em concurso público para diretor de escola. Esse método é democrático apenas para quem participa, mas não para a comunidade escolar. Nesse caso o diretor escolhe a escola, mas a escola não escolhe o diretor. Por ser um cargo técnico, mas que envolve atos políticos, e por considerar a diversidade política em um ambiente ou comunidade escolar, a forma mais correta para escolha de diretor de escola é a participação direta e universal da comunidade escolar (professores, técnico-administrativos, pais de alunos e alunos).
A lição que os trabalhadores de maneira geral e os educadores especificamente têm que tirar desse episodio é que quando são seus direitos que estão em jogo, as fronteiras políticas existentes entre os partidos burgueses (PMBD, PSDB, PTC, PDT, PSB) e a esquerda degenerada (PC do B e PT) ficam cada vez mais tênue. Nós do PSTU do Maranhão apostamos somente na força da organização e mobilização das frentes de trabalhadores em educação (CSP Conlutas, MRP, ASPEMA, MOPE, Gestão Unidade Para Mudar) e dos movimentos estudantis combativos como a ANEL (Assembleia Nacional de Estudantes Livres) que são grupos que sempre estiveram na luta em defesa dessa e de outras bandeiras que visam a melhoria da educação pública brasileira.
EDUCADORES (AS) DO PSTU DO MARANHÃO
terça-feira, 8 de maio de 2012
PSTU lança pré-candidatura de Marcos Silva para prefeito de São Luís
São
Luís terá candidatura de esquerda classista e socialista. A professora e
advogada Kátia Ribeiro será a vice.
O PSTU lança
oficialmente o nome do trabalhador urbanitário, Marcos Silva, como alternativa
para a prefeitura de São Luís. A decisão pelo lançamento da pré-candidatura foi
tomada em conferência do Partido realizada na semana passada. A advogada e
professora Kátia Ribeiro será sua companheira de chapa.
Marcos Silva é servidor público concursado da CAEMA desde 2006, ativista
politico com uma trajetória no movimento sindical ajudando a construir diversas
greves de categorias e gerais na década de 80 e 90 contra as privatizações e
liquidações dos Governos Roseana/FHC, além de participar firmemente das lutas
sociais e populares.
Kátia é uma das principais lideranças do movimento de professores do Maranhão. Foi uma das construtoras do movimento de oposição dos sindical (MOSEP) na década de 1990 e posteriormente do MRP-Movimento de Resistência dos Professores, atuando ativamente em defesa de educação pública de qualidade.
Kátia é uma das principais lideranças do movimento de professores do Maranhão. Foi uma das construtoras do movimento de oposição dos sindical (MOSEP) na década de 1990 e posteriormente do MRP-Movimento de Resistência dos Professores, atuando ativamente em defesa de educação pública de qualidade.
Viver em São Luís nos seus 400 anos não tem sido fácil: Transporte coletivo
caro e sem conforto, escolas caindo e professores desvalorizados, falta de
saneamento básico para a maioria da população e postos de saúde sem funcionar.
Poucos são aqueles que tem motivos para comemorar.
É preciso construir uma alternativa de esquerda para São Luís, em que os
trabalhadores e a juventude possam confiar para enfrentar as candidaturas dos
empresários de transporte e dos grandes especuladores imobiliários, os grandes
responsáveis pelo caos instalado na capital.
O PSTU vai defender nas eleições um programa socialista que aponte aos
trabalhadores o caminho das lutas e das mobilizações para arrancar as
reivindicações de melhores condições de saúde, educação, transporte coletivo e
saneamento básico.
sábado, 17 de setembro de 2011
Após romper com o PSOL, grupo do Maranhão anuncia entrada no PSTU. Leia entrevista
‘Nossa perspectiva é que o PSTU se fortaleça como referência de esquerda no Maranhão’
Do site do PSTU Nacional
• No início do ano um grupo de 49 militantes do PSOL, organizados no grupo CAC (Coletivo de Ação Comunista), divulgou um manifesto em que anunciava sua saída do partido. A ruptura se deu após embates entre o grupo e a direção nacional da sigla, que chegou a intervir no estado para impor a filiação de ex-petistas no partido. Nos meses que se seguiram o grupo se aproximou do PSTU e, após uma série de debates, resolveu por se filiar ao partido, processo que se oficializará em um ato público no próximo dia 22.
O Portal do PSTU conversou com Saulo Arcangeli, dirigente do CAC, ex-candidato do PSOL ao governo do Maranhão, que explicou as desavenças com o antigo partido e as bases em que se deram a aproximação e a entrada no PSTU.
Explique como se deu o processo de ruptura do grupo com o PSOL
Saulo Arcangeli Estávamos num grupo de 49 companheiros, pessoas do movimento popular, professores, servidores públicos que realmente construíram o partido e ficamos sete anos verificando que o PSOL passou por um processo de degeneração muito rápido. É um partido que não segue o seu programa, não tem uma estratégia socialista, que buscou nesses anos só via institucional, e que abandonou as lutas. Então foram sete anos de embate e o processo de desgaste foi acelerado por uma intervenção da direção nacional para a imposição da filiação de ex-petistas. Foi um processo em que fizemos uma discussão estadual e que a direção nacional não respeitou, já que a direção estadual, após um processo em que garantiu ampla defesa, votou pela impugnação desses filiados, de acordo com estatuto do partido. Mas a direção nacional resolveu garantir a filiação, passando por cima da direção estadual. Sem nenhum processo de diálogo, sem nenhum critério para a filiação. Então, a gente viu que o processo de degeneração do PSOL acabava de se completar. E achamos a partir daquele momento que não tínhamos mais espaço no partido. Um grupo com o qual dialogávamos nacionalmente também ratificou essa posição da direção nacional e para a gente acho que não tinha mais como nos manter no partido e resolvemos sair coletivamente no partido.
E o que vocês fizeram após a ruptura? Como foi a aproximação com o PSTU?
Os próprios companheiros da direção estadual e da direção nacional do PSTU nos procuraram e nós abrimos o diálogo. Criamos uma coordenação estadual do nosso grupo ao qual pertencíamos com a direção do PSTU, e realizamos dois seminários. Um companheiro da direção da LIT viajou até o Maranhão para fazermos uma discussão sobre a conjuntura internacional, e um companheiro da direção do PSTU discutiu com a gente a questão nacional. Depois continuamos mantendo o processo de unidade nas lutas, e continuamos discutindo, inclusive textos do pré-Congresso do partido. E aí em uma segunda etapa discutimos a questão da organização, concepção de partido, e a partir desse segundo seminário, nos reunimos e deliberamos nossa entrada coletiva no partido como grupo, já que vínhamos discutindo como grupo. E isso abre um processo importante no estado, que são companheiros lutadores importantes no estado do Maranhão que vão entrar no PSTU e algumas outras pessoas que nem eram do partido nem do CAC mas que também se aproximaram, porque viam que eram o único partido de esquerda no estado. Então é um processo contínuo. Vamos ter nosso ato de filiação no próximo dia 22 de setembro, o companheiro Zé Maria vai estar presente. Vamos ter uma plenária conjunta onde concordamos também em aprovar uma direção paritária do partido, nucleando as pessoas.
E quais foram os principais pontos decisivos para a entrada de vocês no PSTU?
No Maranhão nós já tínhamos uma proximidade com o PSTU nas lutas, mesmo quando estávamos no PSOL, principalmente através da CSP-Conlutas. Algumas questões que tínhamos discordância nós fizemos o debate, sabemos que é uma experiência nova, tanto para quem está entrando como para os companheiros que já estavam no PSTU. Mas eu acho que foi um processo de diálogo e debate muito importante, tanto do ponto de vista teórico, ideológico, como de concepção de partido. Tínhamos já muitos acordos, o que facilitou isso, e os seminários também serviram inclusive para melhorar o diálogo.
E como se deu a discussão em termos de organização?
Nós vínhamos de tradições diferentes, alguns do PT, outros do PSOL mesmo, sabemos que o PT e PSOL, como organização, aceitam as tendências e as frações permanentes. Esse foi um ponto que a gente colocou bastante no debate. Também debatemos a importância do centralismo democrático. Nós sabemos que a existência de frações e tendências o tempo todo dentro do partido foi um processo que acabou com o PT e que transformou o PSOL no que é hoje. Vira mais uma disputa de tendência pela hegemonia do partido, que priorizava mais a discussão interna pra ver quais as tendências que tinham mais poder interno e abandonou a luta. Foi importante esse diálogo para ver como funciona o PSTU. Outra questão é o nucleamento. A gente sabe que no PSOL também tinha os núcloes, mas que era algo muito frouxo, não tinha a organicidade que a gente vê no PSTU. É diferente, a pessoa entra e já organicamente tem que participar de um núcleo, é um processo importante de fortalecimento que a gente não tinha realmente no PSOL. Então, as dúvidas foram tiradas, tivemos dois dias de debates profundo sobre isso e as pessoas se convenceram na entrada no partido.
Quando vocês estavam no PSOL, já tinham essa preocupação em relação às tendências, ou foi algo que vocês foram percebendo com a dinâmica desse partido?
Nós tínhamos uma preocupação com as tendências que vieram do PT, sabíamos que poderia ser da mesma forma com o PSOL. Não tínhamos uma visão de que essas correntes iriam transformar o PSOL no que foi transformado. Seria mais um processo de debates, mas acabou acontecendo a mesma coisa. Então foi mais uma experiência para demonstrar a dificuldade de um partido com tendências e frações permanentes. A gente sabe que no PSTU, durante o período congressual há a liberdade de se atuar em tendências, mas que ao final do congresso todos tem que seguir a definição votada pela maioria. Isso não acontecia no PSOL. A presidente do partido, após uma votação do partido, tomava outra decisão. Então, a gente viu que isso não avançou e não fez crescer o PSOL como uma alternativa revolucionária, uma alternativa socialista para esse país.
E por que você acha que isso aconteceu com o PSOL?
Isso aconteceu porque o PSOL veio com os erros cometidos pelo PT e os aprofundou ainda mais. O partido buscou privilegiar a via institucional. Os congressos do PSOL quase que nunca chegavam ao final, tal era a disputa de tendência em quem ia comandar o partido. Abandonou as lutas reais, as lutas sociais, que inclusive está proposto em seus estatutos, em seu programa. Com isso, essa institucionalização, essa burocratização do partido e essa via apenas eleitoral, foram os fatores que acabaram hoje fazendo com que o partido fosse cada vez mais definhando. Com um processo de inchaço, sem qualquer critério para filiação, isso vem ocorrendo em nível nacional.
Qual a importância que você vê na construção de um partido revolucionário, principalmente no Maranhão que é governado por uma oligarquia extremamente reacionária?
O problema lá é que alguns partidos que se dizem de esquerda aproveitam parte dessa oligarquia. Mas é um estado em que se poderia ter um partido realmente de esquerda, com influência de massas. A proposta inclusive do PSTU no Maranhão é fortalecer o partido não só na capital, mas também nos municípios. É uma realidade muito difícil, com uma população extremamente pobre, com os piores indicadores tanto em Educação como em Saúde. É um estado realmente em que não é fácil fazer a luta, vivemos uma realidade em que o capital está vindo com muita força, chegando para expulsar os trabalhadores. Algumas empresas estão chegando, como as de Eike Batista que vem explorar o petróleo, o gás, minérios, e com isso tenta expulsar os trabalhadores das terras, as comunidades quilombolas, os indígenas, ribeirinhos. O agronegócio também está vindo com muita força. Em algumas regiões só há eucaliptos, a Suzano chegou e pegou grande área do estado para plantar eucaliptos. A especulação imobiliária também está expulsando o pessoal da área urbana. Então hoje temos várias lutas e é importantíssima a intervenção de um partido político que esteja inserido nessas lutas. Não que vá interferir na linha do movimento, mas que é importante se inserir inclusive para dirigir nesses momentos de embate contra o capital.
Um processo de fusão como esse ocorre não só por acordos políticos e estratégicos, mas também através de uma relação de confiança entre os militantes, como isso ocorreu?
Exatamente. Foi um processo bem transparente, nos debates colocamos posições inclusive divergentes. Esses momentos serviram para mostrar a sinceridade nos debates, todos colocaram sua posição e todos amadureceram muito politicamente. Esse processo foi muito importante inclusive para a decisão da entrada no PSTU. No início nem todos queriam militar nesse momento em outro partido, mas foi o amadurecimento do debate que convenceu esses companheiros. E abre um processo importante de discussão com alguns companheiros que podem entrar futuramente.
Qual é a sua expectativa no PSTU?
Temos uma expectativa muito boa, sabemos que nesse primeiro momento vamos estar vivenciando e conhecendo o partido. É uma etapa importante, que a gente precisa manter sempre o diálogo. E a nossa perspectiva é que o partido cresça, se torne uma referência importante de esquerda no Estado, já é inclusive uma referência, mas que se fortaleça, porque hoje no Maranhão só temos o PSTU como partido de esquerda. O PSOL passa por esse processo cada vez mais de direitização e o único partido que pode cumprir esse papel de esquerda no estado realmente é o PSTU, porque precisamos de um enfrentamento muito grande com o capital lá.
Do site do PSTU Nacional
• No início do ano um grupo de 49 militantes do PSOL, organizados no grupo CAC (Coletivo de Ação Comunista), divulgou um manifesto em que anunciava sua saída do partido. A ruptura se deu após embates entre o grupo e a direção nacional da sigla, que chegou a intervir no estado para impor a filiação de ex-petistas no partido. Nos meses que se seguiram o grupo se aproximou do PSTU e, após uma série de debates, resolveu por se filiar ao partido, processo que se oficializará em um ato público no próximo dia 22.
O Portal do PSTU conversou com Saulo Arcangeli, dirigente do CAC, ex-candidato do PSOL ao governo do Maranhão, que explicou as desavenças com o antigo partido e as bases em que se deram a aproximação e a entrada no PSTU.
Explique como se deu o processo de ruptura do grupo com o PSOL
Saulo Arcangeli Estávamos num grupo de 49 companheiros, pessoas do movimento popular, professores, servidores públicos que realmente construíram o partido e ficamos sete anos verificando que o PSOL passou por um processo de degeneração muito rápido. É um partido que não segue o seu programa, não tem uma estratégia socialista, que buscou nesses anos só via institucional, e que abandonou as lutas. Então foram sete anos de embate e o processo de desgaste foi acelerado por uma intervenção da direção nacional para a imposição da filiação de ex-petistas. Foi um processo em que fizemos uma discussão estadual e que a direção nacional não respeitou, já que a direção estadual, após um processo em que garantiu ampla defesa, votou pela impugnação desses filiados, de acordo com estatuto do partido. Mas a direção nacional resolveu garantir a filiação, passando por cima da direção estadual. Sem nenhum processo de diálogo, sem nenhum critério para a filiação. Então, a gente viu que o processo de degeneração do PSOL acabava de se completar. E achamos a partir daquele momento que não tínhamos mais espaço no partido. Um grupo com o qual dialogávamos nacionalmente também ratificou essa posição da direção nacional e para a gente acho que não tinha mais como nos manter no partido e resolvemos sair coletivamente no partido.
E o que vocês fizeram após a ruptura? Como foi a aproximação com o PSTU?
Os próprios companheiros da direção estadual e da direção nacional do PSTU nos procuraram e nós abrimos o diálogo. Criamos uma coordenação estadual do nosso grupo ao qual pertencíamos com a direção do PSTU, e realizamos dois seminários. Um companheiro da direção da LIT viajou até o Maranhão para fazermos uma discussão sobre a conjuntura internacional, e um companheiro da direção do PSTU discutiu com a gente a questão nacional. Depois continuamos mantendo o processo de unidade nas lutas, e continuamos discutindo, inclusive textos do pré-Congresso do partido. E aí em uma segunda etapa discutimos a questão da organização, concepção de partido, e a partir desse segundo seminário, nos reunimos e deliberamos nossa entrada coletiva no partido como grupo, já que vínhamos discutindo como grupo. E isso abre um processo importante no estado, que são companheiros lutadores importantes no estado do Maranhão que vão entrar no PSTU e algumas outras pessoas que nem eram do partido nem do CAC mas que também se aproximaram, porque viam que eram o único partido de esquerda no estado. Então é um processo contínuo. Vamos ter nosso ato de filiação no próximo dia 22 de setembro, o companheiro Zé Maria vai estar presente. Vamos ter uma plenária conjunta onde concordamos também em aprovar uma direção paritária do partido, nucleando as pessoas.
E quais foram os principais pontos decisivos para a entrada de vocês no PSTU?
No Maranhão nós já tínhamos uma proximidade com o PSTU nas lutas, mesmo quando estávamos no PSOL, principalmente através da CSP-Conlutas. Algumas questões que tínhamos discordância nós fizemos o debate, sabemos que é uma experiência nova, tanto para quem está entrando como para os companheiros que já estavam no PSTU. Mas eu acho que foi um processo de diálogo e debate muito importante, tanto do ponto de vista teórico, ideológico, como de concepção de partido. Tínhamos já muitos acordos, o que facilitou isso, e os seminários também serviram inclusive para melhorar o diálogo.
E como se deu a discussão em termos de organização?
Nós vínhamos de tradições diferentes, alguns do PT, outros do PSOL mesmo, sabemos que o PT e PSOL, como organização, aceitam as tendências e as frações permanentes. Esse foi um ponto que a gente colocou bastante no debate. Também debatemos a importância do centralismo democrático. Nós sabemos que a existência de frações e tendências o tempo todo dentro do partido foi um processo que acabou com o PT e que transformou o PSOL no que é hoje. Vira mais uma disputa de tendência pela hegemonia do partido, que priorizava mais a discussão interna pra ver quais as tendências que tinham mais poder interno e abandonou a luta. Foi importante esse diálogo para ver como funciona o PSTU. Outra questão é o nucleamento. A gente sabe que no PSOL também tinha os núcloes, mas que era algo muito frouxo, não tinha a organicidade que a gente vê no PSTU. É diferente, a pessoa entra e já organicamente tem que participar de um núcleo, é um processo importante de fortalecimento que a gente não tinha realmente no PSOL. Então, as dúvidas foram tiradas, tivemos dois dias de debates profundo sobre isso e as pessoas se convenceram na entrada no partido.
Quando vocês estavam no PSOL, já tinham essa preocupação em relação às tendências, ou foi algo que vocês foram percebendo com a dinâmica desse partido?
Nós tínhamos uma preocupação com as tendências que vieram do PT, sabíamos que poderia ser da mesma forma com o PSOL. Não tínhamos uma visão de que essas correntes iriam transformar o PSOL no que foi transformado. Seria mais um processo de debates, mas acabou acontecendo a mesma coisa. Então foi mais uma experiência para demonstrar a dificuldade de um partido com tendências e frações permanentes. A gente sabe que no PSTU, durante o período congressual há a liberdade de se atuar em tendências, mas que ao final do congresso todos tem que seguir a definição votada pela maioria. Isso não acontecia no PSOL. A presidente do partido, após uma votação do partido, tomava outra decisão. Então, a gente viu que isso não avançou e não fez crescer o PSOL como uma alternativa revolucionária, uma alternativa socialista para esse país.
E por que você acha que isso aconteceu com o PSOL?
Isso aconteceu porque o PSOL veio com os erros cometidos pelo PT e os aprofundou ainda mais. O partido buscou privilegiar a via institucional. Os congressos do PSOL quase que nunca chegavam ao final, tal era a disputa de tendência em quem ia comandar o partido. Abandonou as lutas reais, as lutas sociais, que inclusive está proposto em seus estatutos, em seu programa. Com isso, essa institucionalização, essa burocratização do partido e essa via apenas eleitoral, foram os fatores que acabaram hoje fazendo com que o partido fosse cada vez mais definhando. Com um processo de inchaço, sem qualquer critério para filiação, isso vem ocorrendo em nível nacional.
Qual a importância que você vê na construção de um partido revolucionário, principalmente no Maranhão que é governado por uma oligarquia extremamente reacionária?
O problema lá é que alguns partidos que se dizem de esquerda aproveitam parte dessa oligarquia. Mas é um estado em que se poderia ter um partido realmente de esquerda, com influência de massas. A proposta inclusive do PSTU no Maranhão é fortalecer o partido não só na capital, mas também nos municípios. É uma realidade muito difícil, com uma população extremamente pobre, com os piores indicadores tanto em Educação como em Saúde. É um estado realmente em que não é fácil fazer a luta, vivemos uma realidade em que o capital está vindo com muita força, chegando para expulsar os trabalhadores. Algumas empresas estão chegando, como as de Eike Batista que vem explorar o petróleo, o gás, minérios, e com isso tenta expulsar os trabalhadores das terras, as comunidades quilombolas, os indígenas, ribeirinhos. O agronegócio também está vindo com muita força. Em algumas regiões só há eucaliptos, a Suzano chegou e pegou grande área do estado para plantar eucaliptos. A especulação imobiliária também está expulsando o pessoal da área urbana. Então hoje temos várias lutas e é importantíssima a intervenção de um partido político que esteja inserido nessas lutas. Não que vá interferir na linha do movimento, mas que é importante se inserir inclusive para dirigir nesses momentos de embate contra o capital.
Um processo de fusão como esse ocorre não só por acordos políticos e estratégicos, mas também através de uma relação de confiança entre os militantes, como isso ocorreu?
Exatamente. Foi um processo bem transparente, nos debates colocamos posições inclusive divergentes. Esses momentos serviram para mostrar a sinceridade nos debates, todos colocaram sua posição e todos amadureceram muito politicamente. Esse processo foi muito importante inclusive para a decisão da entrada no PSTU. No início nem todos queriam militar nesse momento em outro partido, mas foi o amadurecimento do debate que convenceu esses companheiros. E abre um processo importante de discussão com alguns companheiros que podem entrar futuramente.
Qual é a sua expectativa no PSTU?
Temos uma expectativa muito boa, sabemos que nesse primeiro momento vamos estar vivenciando e conhecendo o partido. É uma etapa importante, que a gente precisa manter sempre o diálogo. E a nossa perspectiva é que o partido cresça, se torne uma referência importante de esquerda no Estado, já é inclusive uma referência, mas que se fortaleça, porque hoje no Maranhão só temos o PSTU como partido de esquerda. O PSOL passa por esse processo cada vez mais de direitização e o único partido que pode cumprir esse papel de esquerda no estado realmente é o PSTU, porque precisamos de um enfrentamento muito grande com o capital lá.
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