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sábado, 12 de outubro de 2013

O PSTU VEM A PÚBLICO RESPOSABILIZAR O GOVERNO DE ROSEANA SARNEY (PMDB/PT) PELA CARNIFICINA INSTALADA DENTRO E FORA DO SISTEMA CARCERÁRIO DO MARANHÃO

A violência que cresce assustadoramente no Maranhão tem suas raízes na extrema pobreza e na desigualdade social que se aprofunda dia após dia em nosso estado. O governo Roseana Sarney (PMDB/PT) não tem o mínimo interesse em resolver esse problema porque não governa para os pobres, para os negros, para os filhos da classe trabalhadora.

O secretário de segurança pública, senhor Aluízio Mendes, já não sabe mais como garimpar desculpas para explicar o colapso do sistema carcerário do Maranhão e o aumento da violência de maneira geral. Num primeiro momento, culpou o Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA, mas não a sociedade não engoliu. Depois enveredou para judiciário, acusando-o pelas rápidas solturas dos “bandidos”. Ora, se o problema é esse, então como se explica a superlotação do Complexo Penitenciário de Pedrinhas? No CADET, onde estourou a última rebelião com 13 mortos e 40 feridos, tinham mais de 600 detentos, quando o limite máximo é 200.  A responsabilidade legal pela vida do preso é do Estado.

Os trabalhadores do sistema prisional também sofrem pelo descaso do governo estadual. Faltam condições de trabalho, o quadro de pessoal é limitado e os terceirizados efetuam trabalhos que não possuem qualificação e nem condições de executar.

Neste sentido, o PSTU vem publicamente responsabilizar o governo Roseana Sarney (PMDB/PT) pelo mar de sangue que tem banhado nosso estado. O caos do sistema carcerário e a violência que campeia no Maranhão são reflexos de um governo que não tem política pública para os trabalhadores e seus filhos.
Roseana Sarney se elegeu prometendo gerar 245 mil empregos em quatro anos. Dados do início de 2013 apontavam para a perda de 132 mil empregos. A renda domiciliar per capita do nosso povo é de apenas R$ 319,00. O Maranhão possui o penúltimo IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do Brasil. 75% dos nossos jovens com 19 anos não conseguem concluir o Ensino Médio.
São esses jovens desempregados, negros e com baixa escolaridade que estão sendo arrastados para o crime e suas respectivas facções.  O crescimento dos casos de homicídios praticado contra jovens negros no Maranhão alcançou a impressionante marca de 209%, segundo dados do Mapa da Violência 2012: A cor dos Homicídios no Brasil. Mas, Roseana Sarney teve o cinismo de prometer que em seu governo o povo do Maranhão poderia dormir com as portas abertas. A única localidade segura do nosso estado é o Palácio dos Leões que se encontra cercado e militarizado. Este é um governo que não protege a população, se protege contra ela.

Também é preciso perguntar: por onde entra as drogas e armas que estão nas mãos de alguns presos? Quem autoriza colocar presos de facções rivais nos mesmos pavilhões? Está claro que há uma facilitação para que a carnificina se instale. Mesmo dentro da Secretaria de Segurança Pública há uma disputa de poder entre a nova e a antiga direção do sistema prisional. A vida das pessoas não vale nada para esses grupos.

Nós do PSTU denunciamos alguns objetivos por trás desse caos:

  1. Fazer propaganda em favor da redução da maioridade penal e contra o ECA.  Assim, Roseana Sarney transfere para os adolescentes da periferia a responsabilidade pelo crescimento da violência no Maranhão;
  2. Transformar detento em mais uma mercadoria para gerar lucro para a oligarquia e as empresas de segurança privada que os cercam. Isso está ocorrendo com a privatização do sistema carcerário, via terceirização, e vai se ampliar. Essa é a política que o grupo Sarney adotou para privatizar o Hospital do IPEM e estão tentando aplicar para privatizar a CAEMA;
  3. Pretendem também criar um clima de tensão permanente na população para depois impor um estado de exceção no sentido eliminar gente pobre e negra, tal como fizeram nos três meses de “sangue” da Operação Tigre, grupo de extermínio criado no final da década de 1980, pelo então governador interino, João Alberto. Assim, o grupo poderá se apresentar nas próximas eleições como único capaz de conter a violência que eles mesmos alimentaram.
Mas não é só na capital que a violência cresce. Nosso estado tem o maior contingente de camponeses, quilombolas e indígenas assassinados ou marcados para morrer. Isso se explica pela expansão do agronegócio que na bala e com a anuência de Roseana Sarney arrancam das terras seus verdadeiros proprietários os camponeses, índios e quilombolas. Sem alternativa de sobrevivência essas famílias migram para bolsões de miséria das periferias da região metropolitana de São Luís, fazendo com que o ciclo da violência não pare de crescer.

ACUADOS NÃO FICAREMOS, VAMOS GANHAR AS RUAS!

O PSTU entende que a população deve ganhar às ruas para por fim ao caos que vivemos. São vidas que estão sendo ceifadas, sejam nos presídios, sejam nas ruas ou em nossas residências. O Maranhão precisa mais do que nunca reviver as mobilizações que protagonizamos no mês de junho. Não acreditamos que só a repressão vai resolver o grave problema da violência.  A maior prova disso é que 75,25% da população carcerária brasileira é formada por pessoas que cometeram crime contra a propriedade privada ou tráfico e não contra a vida e os serviços públicos. Apenas 0,13% cometeu crime contra a administração pública. Não são os assassinos que estão presos e nem muito menos os corruptos, são jovens pobres e negros desassistido pelo governo.
O problema da violência se resolve com políticas públicas, com construção de escolas, garantia de 30% do orçamento estadual para educação, geração de emprego, moradia digna, reforma agrária, titulação das terras dos remanescentes de quilombos e indígenas, oferta de lazer e cultura nos bairros de periferia, entre outros. Essas são algumas das bandeiras que deveremos agitar nas ruas, além da exigência da imediata cassação da governadora Roseana Sarney.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Ato reúne 1000 pessoas no centro de São Luís e fortalece intervenção da esquerda nas mobilizações

Ontem, 25 de junho, cerca de 1000 manifestantes caminharam pelo centro de São Luís na marcha Periferia Vai ao Centro. Eram quilombolas, indígenas, militantes dos movimentos sociais, estudantil, central sindical como a CSP Conlutas e sindicatos filiados
Também estiveram presentes militantes de partidos de esquerda como o PSOL e o PSTU. Todas essas organizações compõem do Comitê de Mobilização Popular responsável pela convocatória do ato. Manifestações culturais quilombolas se alternavam com as intervenções políticas. Foi um dos primeiros atos em que as demandas urbanas se somaram as demandas rurais.
 
Os manifestantes denunciaram a política econômica da presidente Dilma (PT) e de Roseana Sarney (PMDB) que só tem beneficiado os ricos, sobretudo os banqueiros, empreiteiros e o agronegócio, em detrimentos dos serviços públicos e das políticas sociais de maneira geral.

As organizações presentes iniciaram uma campanha aberta pela cassação da governadora Roseana Sarney. Também foi feito exigências e denuncias em relação a gestão do prefeito Edvaldo Holanda (PTC) que mantem a mesma política de beneficiar o setor privado em nível municipal, a exemplo do repasse de 12 milhões de reais para os empresários do transporte coletivo de São Luís.

Os momentos mais emocionantes do ato se deram com as intervenções em defesa da liberdade de manifestação e expressão de todas as organizações políticas que historicamente estiveram na luta. Logo depois do ato foi realizado um plenária de avaliação do ato, de onde saiu uma comissão para acompanhar a luta contra a criminalização dos quilombolas da comunidade do Charco em São Vicente de Férrer. Esse ato está acontecendo no dia de hoje.

Identificação de infiltrados antecipou encerramento do ato

A equipe se segurança do ato identificou, ainda na concentração, algumas pessoas suspeitas de estarem portando coquetéis molotov. Por esse motivo, a coordenação do ato preferiu encerrar as atividades na Praça João Lisboa, ao invés de retornar a Praça Deodoro pela Rua Grande, conforme estava previsto.

Não temos dúvidas que eram delinquentes recrutado pelo deputado estadual Roberto Costa (PMDB), os mesmos que tem provocado tumulto em quase todos as mobilizações na tentativa de desmoralizar o movimento e blindar o grupo Sarney. Novos atos serão convocados muito em breve pelo Comitê de Mobilização Popular e nesses atos as bandeiras de luta tem lugar garantido.

domingo, 23 de junho de 2013

Marcha em São Luís reúne 30 mil contra Sarney e a direita perde as estribeiras




Foi lindo. Mais de 30 mil pessoas caminharam da Praça Maria Aragão até a Praça Dom Pedro II onde ficam localizados o Palácio dos Leões, sede do governo estadual, e a sede da prefeitura municipal de São Luís.

Desta vez o ato teve um tom mais politizado. Militantes de diversas organizações como da Coordenação do Acorda Maranhão, CSP-Conlutas, ANEL, DCE-UFMA, OAB-MA, Movimento Hip Hop Quilombo Urbano, Luta Popular, Movimento Negro Quilombo Raça e Classe, MST, PSTU, PSOL e tantas outras entidades.

A chuva torrencial que caia dos céus de São Luís não desaqueceu a indignação e a vontade de luta dos manifestantes. Apesar do grande mote dessas mobilizações em todo o país girar em torno da redução das tarifas dos transportes coletivos, o elemento político que tem unificado todas as entidades e manifestantes no Maranhão tem sido o FORA SARNEY.  

Também chamou atenção a entrada em cena de muitos jovens dos bairros pobres de São Luís. O movimento Hip Hop Quilombo Urbano desempenhou um importante papel no diálogo com esses jovens, sobretudo depois que chegou às informações de que deputados ligados ao grupo Sarney como Roberto Costa (PMDB) estava recrutando jovens nas periferias para atacar manifestantes de esquerda nesses atos. Com as pulsantes e esclarecedoras falas de diversos militantes a direita gangster ficou desmoralizada e sem chão.

PC do B, PMDB e falsos punks jogando sujo contra os lutadores honestos

Meia hora depois da caminhada vitoriosa chegar à Praça Dom Pedro II, alguns punks de um grupo conhecido como “Os Caveiras” resolveram se unir aos agressores do PMDB e da UJS (PC do B) que estavam com um potente trio elétrico, mas sem saber o que dizer aos manifestantes a não ser incitar o ódio aos militantes dos movimentos sociais e da esquerda de luta. O grito fascitoide “Sem  Partido” já não está mais tendo tanta ressonância entre os presentes que estão indo a essas marchas se manifestar contra os governos e não contra organizações de esquerda. 

Desesperados com o tom anti-sarneysta do ato, esses indivíduos irresponsáveis resolveram jogar objetos e pedras nos coordenadores do ato que estavam em cima do carro de som. Depois resolveram partir para a agressão física contra os manifestantes de esquerda.

Por prudência, os representantes das entidades supracitadas resolveram retirar o carro de som do meio do tumulto para evitar qualquer incidente mais grave. Alguns minutos depois os sarneystas e o PC do B se deslocaram para a ponte do São Francisco. Não demorou muito para a “micareta gângster” terminar num quebra quebra generalizado. Isso por que a juventude ali presente percebeu que aqueles que gritavam “Fora Partido” eram quase todos militantes de partidos ligados ao grupo Sarney ou ao PC do B.

Pela punição e execração da Gang Sarneysta do meio do movimento

As entidades filiadas a CSP-Conlutas vão entrar com uma representação junto ao Ministério Público responsabilizando o deputado Roberto Costa, o Governo do Estado e a própria Secretaria de Segurança Pública do Estado do Maranhão por qualquer agressão física que venha acontecer com nossos militantes ou com qualquer individuo presente nestas manifestações.

Ficou claro no evento que estava tudo armado e que a própria Policia Militar não moveu um dedo para prender esses delinquentes profissionais. Temos vídeos e fotos que demonstram claramente quem são esses agressores e a completa omissão da Polícia Militar em relação aos mesmos. E a prova maior disso tudo foi o fato da própria PM está infiltrada no meio dessas manifestações.  Num movimento legitimo com este não pode comportar grupos dirigidos por parlamentares delinquentes.

Na próxima Terça-feira tem a marcha “Periferia vai ao Centro” com concentração a partir das 16h na Praça Deodoro.