segunda-feira, 24 de junho de 2024

PSTU lança Saulo Arcangeli como pré-candidato à Prefeitura de São Luís/MA

O PSTU definiu a pré-candidatura do servidor público federal e professor universitário Saulo Arcangeli à Prefeitura de São Luís. Na ocasião, o partido também definiu que lançará uma chapa forte de vereadores que concorrerão à Câmara Municipal.


A pré-candidatura de Saulo Arcangeli, um ativista presente nas principais lutas que ocorreram em São Luís nos últimos anos, é a expressão, no campo eleitoral, das reivindicações dos trabalhadores e da juventude da cidade que exigem moradia, emprego, educação, saúde, um transporte de qualidade e proteção ambiental.


Ao mesmo tempo, o PSTU faz um chamado à população para não ficar refém da falsa polarização entre as candidaturas do empresariado do atual prefeito Eduardo Braide (PSD) e do candidato da Frente Ampla que aqui pode unir PT e PL, Duarte Júnior (PSB). Para Saulo Arcangeli, é preciso ainda derrotar a extrema direita e suas candidaturas na cidade.


Quem é Saulo Arcangeli?

 
É a primeira vez que Saulo Arcangeli é candidato a Prefeito de São Luis. Foi candidato nas últimas eleições ao cargo de Senador. É Servidor público federal do Ministério Público da União e professor universitário da UEMA (Universidade Estadual do Maranhão), é dirigente sindical do Sintrajufe (Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário Federal) e da Central Sindical e Popular-CSP-Conlutas.

Lançamento das pré-candidaturas de Saulo Arcangeli à Prefeitura de São Luís e do Coletivo das pretas e de Jayro Mesquita à Câmara Municipal

O PSTU convida a todos, todas e todes para o lançamento das  pré-candidaturas do servidor público federal e professor universitário Saulo Arcangeli à Prefeitura de São Luís e do Coletivo das pretas e do trabalhador portuário Jayro Mesquita à Câmara Municipal de São Luís.  Na ocasião, ocorrerá a comemoração de aniversário dos 30 anos do PSTU.


O evento vai acontecer no dia 20 de junho(quinta-feira), às 19h, na sede do PSTU, localizada na Avenida Luís Rocha, 1612, Liberdade.


Quem é Saulo Arcangeli?

 
A pré-candidatura de Saulo Arcangeli, um ativista presente nas principais lutas que ocorreram em São Luís nos últimos anos, é a expressão, no campo eleitoral, das reivindicações dos trabalhadores e da juventude da cidade que exigem moradia, emprego, educação, saúde, saneamento, um transporte de qualidade e a proteção à natureza.


É a primeira vez que Saulo Arcangeli é candidato a Prefeito de São Luís. Foi candidato nas últimas eleições ao cargo de Senador. É Servidor público federal do Ministério Público da União e professor universitário da UEMA (Universidade Estadual do Maranhão), é dirigente sindical licenciado do Sintrajufe (Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário Federal) e da Central Sindical e Popular-CSP-Conlutas.

Quem é o Coletivo das pretas ?

Um coletivo que reúne três mulheres negras, professora Ester, professora aposentada Marina e Kimberlly, estudante de Serviço Social da Universidade Federal do Maranhão, que colocam seus nomes à disposição para disputar uma vaga na Câmara Municipal em busca de garantias de políticas públicas à população desassistida, em defesa da educação, da juventude e  dos trabalhadores e trabalhadores da periferia de nossa cidade.


Quem é Jayro Mesquita ?
Trabalhador portuário que não admite que a riqueza do Maranhão e de São Luís escoe pelo complexo portuário e os trabalhadores e trabalhadoras não se beneficiem dessa riqueza. Na defesa da organização dos trabalhadores, coloca seu nome como pré-candidato à vereador de São Luís.

sexta-feira, 22 de março de 2024

Vamos conversas sobre as alianças das “esquerdas” e posição do PSTU para as eleições à prefeitura de São Luís?

No ato de refiliação de Marta Suplicy ao PT, para formar a chapa como Guilherme Boulo (PSOL) para prefeitura de São Paulo, este último disse que “se duvidar Lula traz até o Tarcísio para nossa chapa.” Pois bem, essa conjectura feita por Boulos pode se concretizar nas eleições para a prefeitura de São Luís. Segundo noticia amplamente divulgada pelo país, Flávio Dino, antes de ser nomeado como Ministro para o STF, teria costurado uma amplíssima coligação em torno do nome de Duarte Júnior (PSB-MA) que vai desde federação PT-PV-PCdoB, passando pela federação PSDB-Cidadania, até o PL de Bolsonaro. Não existe, ainda, nada formalizado, mas até o momento nenhum dos partidos da Frente Ampla negou essa possibilidade.


Se tal coligação se confirmar, não será surpresa. Nos dois governos de Flávio Dino, o primeiro pelo PCdoB, o segundo pelo PSB, o que não faltou foi sarneísta e bolsonarista em sua base de apoio, algo que ele mesmo fez questão de frisar durante sua sabatina no Senado. O governo de Carlos Brandão, também PSB, não foge a regra. Aliás, este chega a ser mais à direita do que os governos de Flávio Dino, a ponto de não sofrer nenhum tipo de oposição no parlamento, nem pela direita, nem pela esquerda. Até o deputados bolsonaristas, Wellington do Curso e Yglésio Moyses, que faziam oposição à Flávio Dino pela direita, passaram para a base de Brandão. Já o seu irmão do atual govenador, Marcus Brandão, foi alçado a presidência do MDB do Maranhão, o principal partido da oligarquia Sarney. Ou seja, esse elevadíssimo grau de malabarismo politico mostra que para esses partidos e políticos profissionais, a classe trabalhadora não passa de massa de manobra.


Porém, com as organizações da dita esquerda maranhense não é diferente. Em nome de um pseudo-combate a ultradireita, que chamam genericamente de fascistas, vale também todo tipo de manobras e acordos. Mesmo com todos os ataques que Brandão e o parlamento estadual tem desferido contra os servidores públicos, os quilombolas, os povos indígenas, as mulheres, os negros, as pessoas LGBTqI, essa esquerda não só apoia esse governo, como faz parte do mesmo. O vice de Brandão é Felipe Camarão do PT, que na Secretaria de Educação, não cansa de atacar os professores.


Para alguns dirigentes do PSOL, Carlos Brandão, que tem as mãos e os pés manchados com sangue de nossa gente, não é inimigo dos trabalhadores, mas um simples adversário. Os discursos e as caracterizações desses dirigentes mudam ao bel prazer dos seus interesses eleitorais e escondem a essência de tais manobras. Em São Paulo, o PSOL pressiona para que Tabata Amaral (PSB) desista da sua pré-candidatura para prefeitura da cidade e declare apoio à Guilherme Boullos (PSOL-SP). Caso isso se confirme, o PSOL do Maranhão será pressionado a entrar na frente com Duarte Júnior (PSB) como moeda de troca aos acordos costurados na capital paulista. Se já seria grave entrar numa Frente com Duarte Júnior, com as famílias Brandão e Sarney, o mais escandaloso seria a participação do PSOL numa frente eleitoral com o PL de Bolsonaro e Josemar Maranhãozinho. Contudo, só o fato de existir essa possibilidade, já demonstra que o discurso de “defesa da democracia” e de se unir com deus e o diabo para “combater o fascismo” não passa de oportunismo eleitoreiro, em detrimento dos concretos da classes trabalhadora e de seus segmentos oprimidos


Na verdade, o próprio Lula desautorizou a utilização da consigna “Prisão para Bolsonaro” nos atos previsto para acontecer no dia 23 de março, e assim foi feito. Tais atos serão de apoio ao seu governo e não terá as pautas centrais de toca os trabalhadores. Lula também desautorizou a realização dos atos em memória ao golpe militar de 1964, para não desagradar a cúpula golpista do exército brasileiro e um setor do bolsonarismo com quem busca se reconciliar. Tudo isso mostra, que será impossível derrotar a ultradireita sem preservar total independência em relação a este governo, o qual devemos fazer oposição pela esquerda.


Nem Braide, nem Duarte, nem Wellington do Curso: São Luís precisa ser governada pela classe trabalhadora


Temos acordo que a ultradireita deve ser derrotada, porém se aliar com os inimigos históricos dos trabalhadores e até com a própria ultradireita, não é o caminho. Também somos defensores ferrenhos das liberdades democráticas, que não deve ser confundida com a defesa da democracia de maneira genérica, no caso em questão, a democracia burguesa que é justamente a democracia que encarcera e assassina a juventude preta e pobre das periferias, que é conivente com os assassinatos cruéis de pessoas LGBTQI, os quais o governo Brandão se limita a caracterizar como latrocínios, uma democracia que faz vista grossa ao crescimento espantoso do feminicídio em nosso estado, que trata-nos como bandidos em nossas greves, a exemplo da greve dos professores do estado e do município de São Luís e dos rodoviários, que encoberta parlamentar acusado de abuso sexual, como no caso do vereador Domingos Paz, que aprova leis em defesa do agronegócio e contra os povos do campo, a exemplo da Lei 614/2023, conhecida como lei da grilagem de terra, e que se curva aos grandes grupos empresariais que transformaram São Luís na cidade mais poluída do Brasil, que só em 2022 atingiu 589 níveis de emergência em razão do excesso de poluentes  no ar. Não, camaradas, essa democracia nós queremos e devemos superar, bem como derrotar todos os seus representantes, porque são representantes dos interesses dos nossos inimigos, a burguesia.


Como parte disso, o prefeito Eduardo Braide, do partido bolsonarista PSD, que ameaçou exonerar professores grevistas, mas que todo ano transfere milhões dos cofres públicos aos empresários dos transportes coletivos, deve ser derrotado. O mesmo com Wellington do Curso, que é pré-candidato candidato pelo Novo, partido da base de Bolsonaro. Sobre Duarte Júnior, que antes de se filiar ao PSB, era do Republicano, partidos dos filhos de Bolsonaro, já tratamos acima. Ou seja, todos eles, além de serem inimigos dos trabalhadores, estarão de mãos dadas com o bolsonarismo. O caso mais emblemático que mostra que todos eles são do mesmo campo de classe, é o do deputado estadual Eric Costa, que apresentou o racista e genocida Projeto da Lei da grilagem, que foi abraçado e sancionado por Brandão. Ele é do PSD, o partido de Braide. Entenderam? Na verdade, aquela briguinha entre eles pra ver quem faria o carnaval na Beira-Mar, não passava de uma cortinha de fumaça para esconder esse crime que estavam cometendo contra os povos do campo e contra o meio ambiente. De modo que, afirmar que essa gente não é inimiga dos trabalhadores, é um insulto a nossa classe.


Em breve, nós do PSTU anunciaremos nosso pré-candidato. Mas, seja quem for, estaremos no campo aposto ao dessa gente, apresentando um programa que terá como base, não questões meramente abstratas, mas as necessidades da classe trabalhadora de São Luís e seus segmentos oprimidos, bem como o fortalecimento das nossas lutas para enfrentar os ricaços da ilha. Queremos apresentar um programa e fazer uma campanha abraçados com nossa classe, e não com os empresários. Queremos explicar, pacientemente, por que São Luís deve, URGENTEMENTE, ser governada pelos trabalhadores, apoiados nos Conselhos Populares. Essa, sim, a democracia que devemos defender e implementar. Falamos em URGÊNCIA, por que se nossa cidade continuar nas mãos dos grandes grupos capitalistas, pode se tornar numa ilha imprópria para a habitação daqui a alguns breves anos.


Para isso, queremos fazer um chamado fraterno a militância da base do PT, do PCdoB e do PSOL, que não têm acordo com os arranjos eleitorais que seus dirigentes têm feito com os poderosos e até com o bolsonarismo, que despolitizam, deseducam e enfraquecem nossas lutas, a vir se somar a nossa organização e ajudar a fazermos uma campanha para mudar os rumos de São Luís.


quinta-feira, 18 de janeiro de 2024

NOTA SOBRE A LEI DA GRILAGEM DE TERRAS DO GOVERNO BRANDÃO (PSB)/CAMARÃO (PT)

O Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) repudia a aprovação - quase unânime - pela Assembleia Legislativa do Maranhão, e a sanção meteórica, pelo governador Carlos Brandão (PSB) da Lei da Grilagem de Terras no Maranhão (Lei nº 12.169, de 19 de dezembro de 2023), que ampliará o derramamento de sangue e os conflitos agrários no campo e zonas rurais das cidades do Maranhão. Essa lei foi aprovada a partir de um projeto do Deputado Estadual Eric Costa(PSD/MA), mas com amplo apoio da base governista, incluindo a Presidente da Assembleia Legislativa, Iracema Vale(PSB), e o governador Carlos Brandão(PSB) que, em poucas horas, sancionou o projeto na íntegra.

O estado já é líder de conflitos agrários no país e somente durante os governos de Flávio Dino/Brandão (PSB) foram 43 assassinatos de camponeses, quilombolas e indígenas em vários municípios do estado. É o estado que mais mata quilombola no país, sendo que dos 50 assassinatos no Brasil, entre 2005 e 2023, 20 ocorreram no Maranhão.

O Maranhão, também, é o estado que mais desmatou o cerrado em 2023, conforme aponta o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Foram 2927 km² desmatados, chegando a 3,30% a mais que no mesmo período de 2022.

Com a aprovação da lei, a situação vai piorar e muito, pois a boiada vai passar com mais força, estimulando e ampliando a grilagem, o avanço da especulação imobiliária e a violência nos territórios do Maranhão, pois permite a entrega de lotes de até 2.500 hectares (antes era limitado a 200 hectares) para interesses particulares, do agronegócio e de grandes empresas. A Lei da grilagem proíbe a regularização de terras quilombolas, indígenas, de quebradeiras de coco e demais povos tradicionais em áreas públicas do estado, trazendo com ela inconstitucionalidades gritantes.

É uma verdadeira privatização de terras públicas maranhenses, podendo chegar a aproximadamente 15% de todo território estadual, atingindo áreas de preservação permanente, unidades de conservação, áreas de interesse ecológico, florestas, cachoeiras, minas, lagoas e os campos da Baixada Maranhense, ampliando a pobreza e as desigualdades sociais presentes nessas regiões. É uma lei extremamente racista, pois é o povo negro do nosso estado que será mais atingido com a implementação dessa lei assassina e sanguinária.

A intervenção jurídica para barrar a lei é importante, pois ela é inconstitucional, e deve ser encampada pelas organizações e militantes sociais que se unem pela sua revogação total, mas é fundamental que as mobilizações tomem as ruas em uma grande jornada de lutas nos municípios maranhenses, e derrube a Lei de Grilagem de Terras de Brandão e seus aliados.

Nós, do PSTU, estaremos juntos com aqueles que não aceitam o derramamento de sangue do povo preto, pobre e dos trabalhadores e trabalhadoras de nosso estado!



                                                São Luís, 11 de janeiro de 2024


                    Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado-PSTU

segunda-feira, 25 de dezembro de 2023

SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO, TIRE AS MÃOS DO CAIXÃO DA PROFESSORA IOLE CUTRIM

Ontem (23/12/2023), no velório da professora Iole Cutrim, fomos informados de que, de acordo com laudo do Instituto Médico Legal (IML), a causa da morte dela se deu em decorrência de uma parada cardíaca, provocada pela falência múltipla dos órgãos, ocasionada por uma crise aguda de diverticulite.  

Não! Nossa aguerrida professora não foi apenas vítima de uma patologia clínica como, tecnicamente, atesta o laudo do IML. Não podemos ler o texto, desvinculando-o do contexto. A morte da professora Iole foi uma consequência direta da falta de respeito, responsabilidade, compromisso e humanidade por parte do Governo do Estado do Maranhão que, há anos, vem violando uma série de direitos dos(as) professores(as) e, com isso, provocando uma brutal precarização em nossa carreira.

A história de Iole se confunde com a de centenas de professoras. Mulher de origem pobre, mãe solo que, desde sempre, enfrentou uma série de dificuldades para sobreviver e criar seu único filho, dignamente. 

Há alguns anos, a professora Iole foi diagnosticada com diverticulite. Desde então, recebeu orientação médica para fazer, regularmente, uma dieta alimentar à base de legumes cozidos, frutas, carnes brancas e, também, fazer uso de alguns medicamentos. Concomitantemente a isso, ela deveria ter um acompanhamento médico regular e realizar exames periódicos. 

Ora, a questão é que todos sabemos que um tratamento dessa natureza requer as mínimas condições financeiras. Condições essas que a professora Iole não tinha. E todos os que estavam mais próximos dela, que conviviam com ela, também sabiam da enorme dificuldade que Iole tinha para sobreviver com o rendimento de professora da rede pública estadual. 

Se o Estado tem grande responsabilidade sobre isso? É claro que sim. Nos últimos anos, o Governo do Estado do Maranhão tem praticado um verdadeiro estelionato contra os professores e as professoras: não cumprido com a Lei do Piso Nacional (hoje todos os professores da rede têm um vencimento base abaixo do piso salarial nacional); descumprindo com a automaticidade das progressões; não efetivando as titulações no tempo legal; atrasando no pagamento dos precatórios etc.

Portanto, não é difícil de se compreender que, caso esses direitos dos(as) professores(as) tivessem sido respeitados e cumpridos, as condições financeiras da professora Iole seriam melhores e, consequentemente, ela teria tido a possibilidade de, ainda, continuar fisicamente entre nós.

A mesma responsabilidade cabe também à direção do SINPROESEMMA que, ao longo dos anos, tem funcionado apenas como um escudo dos interesses dos governos de plantão, dando “as costas” para a nossa categoria.

Assim, a morte da professora Iole Cutrim, não foi uma mera fatalidade ou uma consequência natural. Ela foi vítima da ação e omissão dos agentes públicos e políticos. 

Basta saber que, todos os dias a professora tinha que acordar às 4 horas da manhã e percorrer 24 km de ônibus para poder se deslocar da sua casa até a escola em onde trabalhava, sem, no entanto, ter direito a GRATIFICAÇÃO POR DIFÍCIL ACESSO, prevista no Art. 38 do Estatuto do Magistério.

Portanto, os mentecaptos políticos que por ação ou omissão são responsáveis por este estado de coisas, não são dignos de segurar no caixão da professora Iole Cutrim.


Prof. Marcelo Pinto

terça-feira, 21 de junho de 2022

NAS ELEIÇÕES 2022: EXISTE ALTERNATIVA PARA A CLASSE TRABALHADORA


Quem esteve no Sindicato dos Bancários, no último dia 17, vivenciou um singular momento de demonstração da força orgânica dos trabalhadores. Em plena noite de sexta-feira, com uma São Luís do Maranhão mergulhada em arraiais e manifestações culturais, vigilantes (em expressivo número no auditório do Sindbancários), trabalhadores rurais (como dona Máxima Pires, petista, da Reserva Extrativista do Taim, para quem as pré-candidaturas do Pstu/Polo Socialista Revolucionário são as melhores alternativas para a classe trabalhadora) , líderes comunitários (a exemplo de Seu Davi, da comunidade do Cajueiro, que reconheceu a presença do Pstu nas lutas traçadas contra o poder público, que desapropriou várias famílias do Cajueiro) , quilombolas,  indígenas (como Raquel Tremembé, da CSP-Conlutas, que lembrou os 522 anos de genocídio dos povos originários, situação agudizada no governo Bolsonaro) , professores da educação básica (como a artesã, escritora e professora da rede pública municipal de São Luís, Luanda Martins) , professores e alunos universitários (como Rosenverck Estrela, professor do departamento de Estudos Africanos e Afro-brasileiros da UFMA) ocuparam todo o auditório do Sindbancários, para participar - mais que de um lançamento de pré-candidaturas para o pleito de 2022 - de um chamado para a luta necessária contra os algozes da classe trabalhadora.
 
Com a presença de Vera Lúcia, negra, nordestina e operária, pré-candidata à Presidência da República, houve o lançamento das pré-candidaturas socialistas do Maranhão pelo Pstu e pelo Polo Socialista Revolucionário. A atividade iniciou com a apresentação de dois vídeos: uma emocionante homenagem do Pstu ao indigenista Bruno Pereira e ao repórter Dom Phillips, assassinados no início de junho, sob a inércia conivente do Governo Federal frente aos ataques à floresta amazônica e aos povos originários; o segundo vídeo foi o clipe do Gíria Vermelha, "Serial Killer", uma contundente crítica do grupo de Rap, liderado por Hertz Dias, ao genocídio perpetrado no período mais agudo da pandemia da covid-19, em 2021.
 
Coordenando a mesa estavam a professora da UFMA, Cláudia Durans (pelo PSTU), e o professor do IFMA, Andrey Rafael (da Esquerda marxista do Psol, pelo Polo Socialista Revolucionário), os quais apresentaram e chamaram os pré-candidatos à Presidência da República, Vera Lúcia; ao governo do Estado, Hertz Dias; ao Senado, Saulo Arcangeli; à Assembleia Legislativa e à Câmara dos Deputados: Preta Lu (artesã, integrante do Quilombo Urbano e rapper), Daniel Pavão (do Sindicato dos vigilantes); Walter Maia (professor da rede estadual de ensino de Chapadinha),  Jean Magno (professor do IFMA - São Luís), Nicinha Durans (poetisa e integrante do Quilombo Urbano), Luzivanda Damasceno (agente operacional, do município de Icatu), Antônio Moquibom (do movimento quilombola), entre outros camaradas.
 

Com falas arrojadas, instigantes e, principalmente, bastante interconectadas, no que diz respeito a 1) a urgência da instauração de uma ordem Socialista para o combate ao flagelo capitalista, que assola a sociedade brasileira e o mundo, e 2) a impossibilidade de a política de conciliação de classes e o reformismo darem respostas satisfatórias aos milhões de brasileiros que passam fome, aos milhares de negros, indígenas e lgbts que são assassinados nas periferias das cidades, nas favelas, em condições de vida subumanas, as e os pré-candidatos do Pstu e do Polo Socialista Revolucionário ao pleito de 2022 provaram que há uma alternativa de esquerda, verdadeiramente de esquerda, para a construção da emancipação do trabalhador do jugo do capital.

 

sexta-feira, 4 de março de 2022

PSTU define nomes de Hertz Dias e Saulo Arcangeli como pré-candidatos para disputar governo e senado no Maranhão.

Em plenária realizada no último dia 17, o PSTU confirmou as pré-candidaturas majoritárias para eleições de 2022.  

Apesar da falsa democracia no processo eleitoral, que retirou o pouquíssimo tempo de rádio e televisão do partido, a agremiação partidária apresentará nomes para os cargos majoritários de Governo, Senado e para os cargos proporcionais de deputados federais e estaduais na eleição deste ano.

As candidaturas do PSTU denunciarão a impossibilidade de reformar o sistema capitalista de maneira a atender aos interesses da classe trabalhadora, pois isso só ocorrerá quando se alcançar uma nova sociedade igualitária e socialista.

“O que sempre presenciamos, ao longo da história, foram governantes que, apesar de dizerem que governarão para o povo, sempre acabam atacando nossa classe para atender aos interesses capitalistas, ocasionando situações como vimos nesse período de pandemia, quando os ricos ficaram mais ricos e pobres ficaram mais pobres”, considera a resolução política aprovada na plenária.

“Nosso estado já possui nome entre os bilionários do país, segundo a Revista Forbes. Enquanto isso, nosso povo ainda amarga o pior índice de desenvolvimento humano do Brasil. O choque de capitalismo que Flávio Dino prometeu e cumpriu está eletrocutando o nosso povo no campo e na cidade.

Diante desse quadro, em nosso estado, os nomes já definidos como pré-candidatos são os de Hertz Dias, para Governo, e Saulo Arcangeli, para o Senado Federal. As candidaturas para os demais cargos passam por diálogo com a militância interna e com ativistas de outras organizações e movimentos, já que o partido tem a definição da possibilidade de cessão de legenda e composição de candidaturas coletivas com lutadores e lutadoras do campo e da cidade”, aponta a resolução.


Quem são os pré-candidatos do PSTU ao governo e senado?

 

Hertz da Conceição Dias,pré-candidato ao governo do Maranhão, é natural de São José de Ribamar, tem 49 anos, é professor de História da educação básica das redes públicas municipal e estadual. É cofundador do Movimento Hip Hop Quilombo Urbano - que existe desde 1989, e é umas mais antigas organizações de Hip Hop do Brasil - e do Movimento Hip Hop Quilombo Brasil.

“Foi esse movimento que me fez voltar a estudar aos 23 anos, e, aos 27, logo depois de concluir o antigo segundo grau, fui aprovado no vestibular de História da UFMA”, conta o professor Hertz, que é militante do PSTU desde 2010.

Em 2018, Hertz foi candidato a vice-presidente na chapa com Vera Lúcia, “a primeira chapa 100% negra e nordestina da história do país numa disputa presidencial”, conta.

Em 2020, concorreu na disputa da prefeitura de São Luís, a capital brasileira que possui, segundo o IBGE, cerca de 750 mil pessoas negras e pardas.

“Nosso programa para o Estado do Maranhão tem como objetivo mostrar que a única saída para o nosso Estado e para o Brasil só será possível através de um governo com total independência de classe e fortemente apoiado nos Conselhos Populares, pois assim será possível implementar as medidas necessárias para resolver os problemas básicos dos trabalhadores do campo e da cidade, assim como da juventude e dos setores oprimidos ( negros, indígenas, mulheres e LGBTIs)", conclui Hertz

.

Saulo Arcangeli é o pré-candidato ao Senado pelo Maranhão. Tem 50 anos, nascido em São Luís, é professor da UEMA, do Departamento de Matemática e Informática, e servidor do Ministério Público do Trabalho.

Atualmente, é dirigente sindical do Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário Federal e MPU no Maranhão (Sintrajufe/MA) e da Central Sindical e Popular- CSP CONLUTAS.

É militante do PSTU desde 2011 e já foi candidato pelo partido em outras eleições ao governo do Estado, Senado e Câmara Municipal.

“Um mandato de Senador do PSTU tem como objetivos contribuir na ampliação de direitos da classe trabalhadora, no fortalecimento dos serviços públicos, no combate à exploração do povo, à violência e miséria que vive nosso estado e país. Tem o intuito de fiscalizar a aplicação de recursos públicos pelo Executivo, propor incremento de investimentos em áreas sociais e ser um espaço de denúncia e de luta pela melhoria de vida dos trabalhadores e trabalhadoras. Será um ponto de apoio para promover, impulsionar, divulgar e organizar as lutas diretas dos trabalhadores, que terão um papel fundamental de opinar e participar do mandato, da maneira mais próxima e cotidiana possível, pois nunca estaremos acima do coletivo”, destaca Saulo

domingo, 27 de fevereiro de 2022

Braide Mentiu. É preciso reverter o aumento das tarifas em São Luís!

 

Em pleno carnaval, o prefeito Eduardo Braide, do Podemos, resolveu passar por cima da própria palavra e aumentou as tarifas dos transportes públicos de São Luís.

Primeiro incorporou o personagem de Papai Noel dos ricos e, em pleno fim de ano, transferiu 12 milhões de reais para o SET sob alegação de que tal verba seria para evitar greves e aumentos de passagens. Mas conforme nosso ex candidato a prefeitura de São Luís, Hertz Dias, declarou, em entrevista concedida a um programa da Band em outubro do ano passado, tudo estava se encaminhando para que eles aumentassem as tarifas justamente no domingo de Carnaval, tal como João Castelo e Edvaldo Holanda já haviam feito, com total conivência da câmara de vereadores. Dito e feito!


É PRECISO ESTATIZAR OS TRANSPORTES COLETIVOS DE SÃO LUÍS

Atribuindo um valor mínimo de 5 reais gastos por cada um dos 700 mil passageiros que se locomovem por dia na grande São Luís, chegamos a um valor de aproximadamente 3,5 milhões de reais arrecadados por esses empresários todo santo dia. Por mês esse valor chega a quase 100 milhões de reais, ou seja, é mais de 1 bilhão por ano. Lembrando que o valor de referência diária de 5 reais leva em consideração meia passagem e passe livre, mas certamente o gasto médio diário é muito superior a isso.

Acrescente-se a isso o valor do subsídio que a prefeitura transfere anualmente para esses parasitas, que era de 20 milhões em 2020 e passou a 23 milhões em 2021. Somado esse valor aos 12 milhões que Braide resolveu repassar a essa gente, temos aí 35 milhões de subsídio. Um acréscimo de 15 milhões de um ano para o outro, enquanto milhões de ludovicenses estão tendo seus salários reduzidos ou amargando o desemprego e a fome.

Se não bastasse tudo, Braide ainda encheu o peito de orgulho para afirmar na imprensa que entregou 70 ônibus novos para os empresários em 2021.

Deduze-se daí que quem tá bancando a renovação da frota e pagando os salários dos Rodoviários é justamente a prefeitura, enquanto os empresários lucram bilhões, demitem cobradoras e ainda aumentam o valor das passagens. É muita baba.

Se é pra prefeitura bancar tudo e ficar sem nada, porque então não assumir definitivamente o controle dos transportes Coletivos?

Se já existe a Companhia Municipal de Transportes, porque então não colocá-la em atividade?

Quando nós do PSTU falamos de ESTATIZAÇÃO estamos defendendo isso.

Porém, com um prefeito papai Noel de empresários e uma câmara de vereadores submissa aos mesmos, resta-nos uma saída que a população de São Luís se mobilizar para pressionar tanto o executivo quando o legislativo municipal a acabar com essa farra dos empresários e ESTATIZAR os transportes públicos do município de São Luís, o que garantiria não só a melhoria da qualidade dos serviços, mas também uma redução significativa do valor das passagens rumo a uma tarifa social.


Abaixo o aumento das passagens!

Pela imediata ESTATIZAÇÃO dos transportes coletivos de São Luís!

sábado, 19 de fevereiro de 2022

NOTA PSTU MARANHAÃO: GREVE DOS RODOVIÁRIOS

Toda solidariedade à greve dos rodoviários do Maranhão e repúdio à decisão da Desembargadora do TRT.

O Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) presta sua solidariedade às trabalhadoras e  aos trabalhadore rodoviários de São Luís e região metropolitana, que estão em greve desde a última quarta-feira (16/02), por reajuste salarial, garantia de recolhimentos do FGTS e demais encargos trabalhistas, pagamento dos seus direitos (vale-alimentação, férias, dentre outros), pela não extinção do cargo de cobrador e por melhoria das condições de trabalho.


O prefeito de São Luís, Eduardo Braide, (Podemos) é "bonzinho" para os empresários, pois repassa mensalmente milhões de recursos públicos para os donos de empresas, e a população de São Luís permanece com um péssimo sistema de transporte público, com ônibus sucateados, falta de acessibilidade, espera de mais de 2 horas na parada em algumas linhas e constantes assaltos aos coletivos, e os rodoviários ficam com salários atrasados e o não pagamento de seus direitos. 


O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de São Luís (SET) continua sem querer negociar a pauta, oferece apenas 5% de reajuste e quer demitir 100% dos cobradores, passando todos os motoristas a serem os cobradores do ônibus, ocasionando riscos para os mesmos e para os usuários do transporte coletivo. Uma medida extremamente cruel em plena pandemia da COVID, pois coloca no desemprego muitos trabalhadores, em sua maioria mulheres. São verdadeiros sanguessugas e, por isso, defendemos a estatização do sistema de transporte com a reativação da Companhia Municipal de Transportes.
 

A ofensiva contra os trabalhadores, patrocinada pelo SET, ampliou-se nesta sexta-feira (18) com a decisão da Desembargadora Solange Cristina Passos de Castro, do Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região, que determinou a manutenção de, ao menos, 80% de toda a frota da grande São Luís, pena de R$ 50 mil por dia ao STTREMA, e prisão de todos os dirigentes sindicais. Uma medida que criminaliza o movimento legítimo dos trabalhadores e atenta contra o direito de greve e contra a organização dos trabalhadores, endossando práticas antissindicais, ignorando, por completo, a duríssima realidade vivida pela categoria, atacada diariamente pelos patrões. 


Reafirmamos nossa solidariedade a essa combativa categoria e repudiamos a atitude da desembargadora do TRT 16ª Região. Estaremos juntos na luta para atender às reivindicações da categoria e para que a população não seja penalizada com o aumento das passagens.

Pela valorização dos Trabalhadores do Transporte Público!
Pela estatização do sistema de transporte!
Por passe livre para estudantes e desempregados!

                                          

                                                               São Luís, 19 de fevereiro de 2022.

Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado - PSTU

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2022

PRÉ- CANDIDATO AO GOVERNO DO MARANHÃO PELO PSOL SILENCIA SOBRE OS ATAQUES DE FLÁVIO DINO(PSB) CONTRA OS TRABALHADORES

Num momento de lutas tão acirradas enfrentadas pela classe trabalhadora do Maranhão - como os ataques aos povos tradicionais e originários pelo agronegócio, madeireiros e pecuaristas, greves dos setores da educação e de transporte coletivo -, o pré-candidato pelo PSOL ao governo do Maranhão, Enilton Rodrigues, teve a oportunidade de ser entrevistado ontem, 16/02, pela manhã, por quase 10 minutos, no quadro Bastidores, do programa Bom Dia Maranhão da TV Mirante, e não teve a coragem de dedicar sequer alguns preciosos segundos para prestar solidariedade a essas lutas e a esses trabalhadores.

Mas se engana quem pensa que isso tenha ocorrido por acaso.  Infelizmente, essa é uma política consciente aplicada por todas as organizações ditas de esquerda que defendem a Frente Ampla, ou seja, a de compor alianças com setores da burguesia e não denunciar governos que são parte dessa frente, como o de Flávio Dino, no Maranhão.

Desse modo, os interesses da classe trabalhadora ficam subordinados aos interesses dessas frentes eleitorais. E, ao fazer isso, o candidato do PSOL acaba, indiretamente, entrincheirando-se com os algozes dos trabalhadores, já que o silêncio também tem lado e é o lado de quem oprime. Nada mais além do que defender a necessidade de eleger mais parlamentares se resumiu a entrevista do pré-candidato do PSOL, já a defesa da classe trabalhadora não passou de um conjunto de abstrações vazias. Um balde de água fria naqueles que estão na luta e depositam alguma expectativa de que seriam pelo menos citados na entrevista. Uma pena!

Nós do PSTU lamentamos profundamente essa postura que as direções majoritárias do PSOL estão adotando nacionalmente e em vários estados do Brasil, movidas pelo vale tudo para eleger LULA em uma aliança com qualquer um e a qualquer custo, com um programa ainda mais à direita. Para isso, vale desde Alckmin como vice de LULA até desmontar as mobilizações em 2021 para derrubar Bolsonaro nas ruas pela força do movimento.

Sendo assim, queremos fazer um chamamento público aos militantes do PSOL e dos demais  partidos e organizações que defendam uma alternativa com independência de classe para o Maranhão e para o Brasil a se incorporar ao Polo Socialista e Revolucionário que estamos construindo também em nosso estado e que já reúne dezenas de organizações e lutadores.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2022

Redução da pobreza no Maranhão

Um estudo recente divulgado pelo IBGE mostrou que a pobreza no Brasil supostamente diminuiu em 2020. O Maranhão estaria entre os estados que tiveram a maior redução dos índices de pobreza do país. Mas, de fato, o que há por trás dos números tão comemorados pelo Governo Flávio Dino (PSB)?

Primeiramente, temos que afirmar que o cenário apontado pelo estudo não é de se comemorar, ao contrário, é extremamente aterrorizante: Cerca de 51 milhões de pessoas, ou 1 em cada 4 pessoas, sobrevive com menos de R$ 450 mensais no Brasil. A desigualdade salarial entre brancos e negros e entre homens e mulheres continua gritante: Um trabalhador branco tem rendimentos 73,3% maiores que trabalhadores negros enquanto os homens recebem em média 28,1% a mais que as mulheres.

O Maranhão continua sendo um dos estados mais pobres da Federação. Apesar da redução em 2020, após 6 anos de Governo Flávio Dino (PSB) o Maranhão era o estado com a maior proporção da sua população (14,4%) em situação de extrema pobreza, isto é, com rendimentos abaixo de 2 dólares por dia.

Uma leitura mais apurada dos dados mostra que os números só não são piores por causa do Auxilio Emergencial, programa social aprovado a contragosto de Bolsonaro/Guedes e fruto da pressão dos movimentos sociais e da eminente explosão social que vivia o país devido à fome e carestia. O Maranhão foi um dos Estados que mais tiveram beneficiários no programa e isso influenciou bastante na redução dos números da pobreza e da extrema pobreza, cenário que não se repetiu em 2021 quando o Auxilio Emergencial foi reduzido, nem se repetirá em 2022 quando o Auxilio deixou de existir.

Nós do PSTU acreditamos que programas sociais compensatórios como o Auxllio Emergencial são necessários, especialmente na crise do capital que o mundo vive hoje. Porém não resolverão os problemas estruturais da miséria, e em nosso caso, servem apenas para ocultar que o governo Flávio Dino mantém o Maranhão como um dos campeões da pobreza e da desigualdade.

Vale destacar que neste quadro herdado de décadas de Oligarquia Sarney no Maranhão, o governo Flávio Dino continua beneficiando os mesmos grupos: latifundiários, o agronegócio e os grandes projetos industriais. Quem não sabe que foi no governo Dino que surgiu o primeiro bilionário maranhense, o empresário Ilson Mateus, dono da rede de supermercados Mateus, que é um dos maiores beneficiários da política de isenções fiscais do governo?

Com ações até na Bolsa de Valores, é difícil imaginar a fortuna do grupo Mateus que hoje possui lojas em vários estados da região Norte e Nordeste. Contudo, dá para imaginar como seria se transformássemos todo este patrimônio obtido através da superexploração de seus trabalhadores em mais investimentos do Estado em saúde, educação, moradia e saneamento básico. Mais do que nunca, a superação da miséria e da pobreza do Maranhão passa por acabar com os privilégios dos super-ricos!

domingo, 16 de janeiro de 2022

Lançamento do Polo Socialista e Revolucionário no Maranhão reúne ativistas da luta do campo e da cidade

 Plenária virtual aconteceu na tarde deste sábado (15 de janeiro) e discutiu a necessidade da construção de uma alternativa socialista.

Ocorreu neste sábado (15) a plenária virtual de lançamento do Polo Socialista e Revolucionário no Maranhão. A fala de abertura foi feita pelo companheiro Zé Maria de Almeida que destacou os elementos da atual conjuntura, a necessidade de derrotar o Governo Bolsonaro e explicou porque a Frente Ampla defendida pelo PT, PCdoB e pela direção majoritária do PSOL não é a alternativa para os trabalhadores e os setores oprimidos.

Para Zé Maria “derrotar Bolsonaro é um passo importante, mas é fundamental derrotar a burguesia e superar o capitalismo, antes que ele destrua a humanidade”. Por isso, a necessidade de fortalecer a organização dos trabalhadores e da construção do socialismo no Brasil, algo que só será possível através da revolução. Esta tarefa, contudo, de nenhum modo nega a importância dos revolucionários participarem também das eleições com um programa Socialista e Revolucionário para disputar a consciência dos trabalhadores.

A plenária superou as expectativas e teve uma representatividade impressionante. Entre os participantes tivemos diversos dirigentes sindicais, a exemplo de Dielson Rodrigues, Presidente do Sindicato dos Bancários do Maranhão, da professora Nazaré Lima do Sindicato dos Trabalhadores Públicos Municipais de Caxias-MA, Clóvis Amorim, da comunidade Cajueiro e Presidente do Sindicato dos Pescadores de São Luís e Ester Durans, vice-presidenta do Sindicato dos Professores do Munícípio de São Luís. O evento contou ainda com a presença de lideranças camponesas, com João da Cruz (Moquibom), Daniel Ribeiro (Fóruns e Redes de Cidadania) e Raquel Tremembé, liderança indígena da etnia Tremembé de Engenho em São José de Ribamar. Estavam presentes, além de militantes do PSTU, ativistas independentes do PSOL e do PT.

A grande preocupação expressa na fala dos presentes, que chegou a 70, estava na necessidade de fortalecer o Polo e avançar na apresentação de uma alternativa que una os revolucionários. Em várias intervenções que é papel deste pólo fazer com que os trabalhadores entendam que só será possível aos trabalhadores resolver seus problemas estruturais através da Revolução Socialista.

Ao final da plenária ficou definida a preparação de uma reunião com as diversas lideranças para organização uma coordenação estadual para colocar em funcionamento o Polo Socialista e Revolucionário que encaminhará as lutas e um programa para o Maranhão e o Brasil.

 

 Fala de Zé Maria na abertura da plenária de lançamento do polo socialista em São Luis neste sábado (15/01/22).


domingo, 9 de janeiro de 2022

PSTU: NOTA DE REPÚDIO À MAIS UM ASSASSINATO NO CAMPO MARANHENSE

 José Francisco, o “Quiqui” é o quinto camponês assassinado em 2 anos na região de Arari/MA.

Na manhã deste sábado (08/01/2022) faleceu o lavrador José Francisco Lopes Rodrigues, o “Quiqui” de 58 anos. Ele estava internado em São Luís desde o dia 3 de janeiro, quando foi atingido por tiros em sua própria casa na comunidade Cedro em Arari. O crime provavelmente é motivado pelos conflitos agrários entre grileiros e lavradores. Na ocasião, a neta de José Francisco de apenas 10 anos também foi atingida e levada ao hospital em Arari, porém não corre risco de morte.

É o quinto assassinato na região em 2 anos envolvendo militantes da organização Fóruns e Redes de Cidadania. Os crimes chocam pela barbaridade e têm levado à mobilizações e à solidariedade de diversas organizações sociais do país e do mundo, porém, os crimes permanecem impunes e a grilagem e o agronegócio seguem avançando e matando.

A impunidade e o aumento dos casos de pistolagem no Maranhão deixam evidente a opção do Governo Flávio Dino (PSB) de priorizar o agronegócio e o latifúndio. Em um evento do setor ocorrido em 2017 na cidade de Balsas, o governador chegou a agradecer os empresários do agronegócio pela contribuição ao desenvolvimento do Estado.

Recentemente, o IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia) apontou que Balsas é a cidade do Brasil que mais desmatou o cerrado em 2021. Este é o resultado da soma da política de beneficiamento do agronegócio empreendida pelo governo Flávio Dino (PSB) com o desmonte dos órgãos de monitoramento, como o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), realizado pelo governo Bolsonaro (PL).

O PSTU se solidariza às famílias dos bravos guerreiros lavradores do movimento Fóruns e Redes de Cidadania assassinados pelo latifúndio nas sistemáticas emboscadas e perseguições. Lutaremos para que estes crimes não caiam no esquecimento e que seja feita justiça. É preciso continuar a luta pela realização de uma reforma agrária que assegure terra e condições de produção aos camponeses pobres.

✊🏿 Quiqui, presente!

quarta-feira, 30 de junho de 2021

Nota de solidariedade a Comunidade Gostoso no Maranhão

No último dia 26 de Junho a comunidade de Gostoso localizada no município de Aldeias Altas foi alvo de mais uma ação violenta por parte do Grupo Costa Pinto/Itapecuru Bionergia, com tratores e homens armados.  A empresa deixou um rastro de devastação na comunidade, além da insegurança, ameaças e do medo que algo mais grave possa acontecer com os camponeses.

A comunidade já convive há décadas com as sucessivas violações de seus direitos por parte da empresa, que segue com seu projeto de implantação do monocultivo de açúcar na região com apoio do poder político local.

Toda essa situação tem se agravado e levado o Maranhão a configurar entre os estados mais violentos para camponeses, indígenas e quilombolas, segundo dados da CPT (Comissão Pastoral da Terra), ficando apenas atrás do Pará em ocorrências e violações as comunidades tradicionais.

O desmonte das políticas fundiárias e a omissão do governo de Flávio Dino, recém filiado ao PSB, têm contribuído e sinalizado cada vez para o latifúndio o agronegócio que a porteira está aberta e que a boiada pode passar.

Algumas famílias, que há décadas são ameaçadas pela empresa ‘Costa Pinto’, a qual invade o território para o cultivo da monocultura da cana-de-açúcar, foram expulsas pela mesma empresa de outras áreas em décadas passadas.

 Foram relatadas pelos membros da comunidade situações como violência psicológica, ameaças e sabotagem no plantio, além do uso de máquinas, como tratores para destruição das plantações.

A empresa, que conta com o apoio da administração municipal, ao intimidar, ameaçar e destruir comunidades camponesas e seus territórios, alega que estaria gerando empregos para a região. Na verdade, segundo os camponeses, essa empresa  está empurrando as famílias para a miséria das periferias, comprometendo as atuais e futuras gerações.

O PSTU presta toda solidariedade a comunidade Gostoso e exige que o governador Flávio Dino dê um basta a essa política criminosa, garanta a a imediata regularização fundiária e a posse para a comunidade, bem como punir imediatamente a empresa Costa Pinto/Itapecuru Energia pelos crimes cometidos.

É importante também garantir imediata Reparação de todos os danos causados por essa empresa a referida comunidade que  também tem todo o direito de organizar a sua autodefesa.

segunda-feira, 21 de junho de 2021

NOTA: Sobre a saída de Flávio Dino do PC do B

Na última quinta-feira (17) o governador do Maranhão, Flávio Dino, anunciou a saída do PCdoB após 15 anos filiado ao Partido. Logo no dia seguinte confirmou o que a imprensa já noticiava desde o início do ano e anunciou filiação ao PSB. A decisão deve acelerar o troca-troca de partidos dentro da base do governo e um esvaziamento do PCdoB no Maranhão. O presidente da Assembleia Legislativa e o Secretário de Segurança, atualmente filiados ao PCdoB devem ir para o PDT, enquanto o Secretário de Saúde e Duarte Júnior, ex candidato a prefeito de São Luís devem seguir Dino no PSB. Anteriormente, o Secretário de Educação, ex-DEM, de Dino anunciou filiação ao PT.

Apesar de esperada, o anúncio pegou de surpresa até mesmo a cúpula do PCdoB, que aguardava a definição de Dino somente após a votação da reforma eleitoral no Congresso. O PCdoB espera aprovar a possibilidade de formação de federações de partidos (isto é, a união de duas ou mais legendas durante o período eleitoral e manutenção desta parceria por no mínimo quatro anos) para atingir a cláusula de barreira nas eleições de 2022.

Pela cláusula de barreira apenas terão pleno funcionamento parlamentar os partidos que obtiverem o mínimo de 2% dos votos válidos para deputado federal, distribuídos por ao menos 9 estados. Os partidos que não cumprirem tais exigências não poderão eleger líderes na Câmara dos Deputados, formar bancadas, participar da composição das mesas e indicar membros para comissões. Também perderão direito à maior parte dos recursos do fundo partidário e da propaganda eleitoral gratuita.

Em entrevista ao Globo, Flávio Dino alega exatamente as dificuldades impostas pela legislação eleitoral como o principal motivo para sua saída. Há muito tempo, Dino já defendia dentro do Partido o abandono da foice e do martelo e do nome Comunista, além da construção de candidaturas no campo da centro-esquerda ou frentes amplas com setores conservadores. D
ino sempre teve prazo de validade nas fileiras do PCdoB. As últimas movimentações de Dino foram pela fusão do PCdoB com o PSB, um partido burguês que de socialista só tem o nome e que já teve Paulo Skaf, presidente da FIESP, como um dos filiados.

Flávio Dino vai para um partido que lhe garanta estrutura partidária (isto é, dinheiro e tempo de TV) e ainda mais liberdade para fazer alianças com setores conservadores e do Centrão, atualmente grande parte da sua base de apoio na bancada federal e na Assembleia Legislativa, vide seu vice e preferido para sucedê-lo no Governo, Carlos Brandão, atualmente no PSDB e que já passou pelo Republicanos
e vários deputados federais que são, hoje, base de apoio de Bolsonaro e que garantiram ataques duríssimos aos trabalhadores.

Depois de abandonar a carreira de juiz federal, Flávio Dino tomou de assalto a direção estadual do Partido no Maranhão (com apoio do então governador José Reinaldo que havia rompido com a Oligarquia Sarney) e foi eleito deputado federal em 2006, com apoio de uma base sarneysista, como o Coronel Humberto Coutinho, da cidade de Caxias, e o prefeito Tema, de Tuntum, com a utilização de vários convênios do governo estadual.. Desde então, impulsionou a chegada de filiados sem relação nenhuma com os movimentos sociais e de muitos outros ligados diretamente à direita em vários municípios do Estado. Personalizou a direção do Partido, isolou os dirigentes mais antigos e se aproveitou dos cargos no Governo e nas prefeituras para cooptar lideranças e intervir nas organizações sindicais e da juventude que estão sob seu controle.

Nós do PSTU alertamos aos militantes honestos do PCdoB que a saída de Dino do partido e a debandada de seu grupo para outras legendas não vai reverter a tendência do Partido de abandonar de vez os símbolos e os princípios da luta pelo socialismo, porque são consequências da evolução do próprio PCdoB. Não se trata de uma ruptura por diferenças políticas. Essas posições de Dino no governo do Maranhão foram assumidas pela direção do partido, sem nenhum problema. Ele sai pra viabilizar a continuidade da mesma política, sem a limitação da cláusula de barreira, através do PSB.

O que essa crise demonstra não é só o oportunismo de Flávio Dino, mas também a degeneração do PCdoB. O stalinismo é uma corrente reformista que defende a colaboração com setores da burguesia. O PCdoB vem avançando nessa política e, ao mesmo tempo, se integrando de tal maneira no regime democrático burgues, que mudou sua estrutura de partido, de burocrático stalinista para uma concepção social-democrata, em que mandam os parlamentares, prefeitos e governadores.

Por isso, não existem diferenças politicas e programáticas de peso entre Flávio Dino e direção do PCdoB.

A todos aqueles que desejam a construção de uma alternativa socialista, revolucionária e internacionalista, fazemos um chamado a conhecer e militar no PSTU.