Assista o pré candidato do PSTU ao Governo do Estado do Maranhão, Saulo Arcangeli, falando sobre as manifestações populares durante o Carnaval.
terça-feira, 4 de março de 2014
Sobre Carnaval e Lagostas: Saulo Arcangeli, pré-candidato do PSTU ao Governo do Maranhão
Assista o pré candidato do PSTU ao Governo do Estado do Maranhão, Saulo Arcangeli, falando sobre as manifestações populares durante o Carnaval.
domingo, 9 de fevereiro de 2014
PSTU lança Saulo Arcangeli pré-candidato a Governador nesta quarta
Atividade contará com
a presença de Zé Maria, pré-candidato do Partido à Presidência
Nesta quarta-feira, dia
12 de fevereiro, o PSTU Maranhão fará em São Luís o lançamento
oficial da candidatura do servidor público federal e professor
universitário Saulo Arcangeli ao governo do Estado. A atividade
iniciará a partir das 9 horas com uma coletiva à imprensa na
Assembleia Legislativa e logo após às 10h30 ocorrerá um ato
político no auditório do Sindicato dos Bancários no Centro.
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| Saulo Arcangeli, pré-candidato do PSTU |
A candidatura de Saulo,
um ativista presente nas principais lutas que ocorreram no Maranhão
nos últimos anos, é a expressão no campo eleitoral das
reivindicações dos trabalhadores e da juventude maranhense que
desejam não só o fim de uma Oligarquia, mas também buscam
construir um Maranhão livre do latifúndio e do coronelismo.
Ao mesmo tempo, o PSTU
mantém o chamado feito ao PSOL e PCB no sentido da constituição de
uma Frente de Esquerda que apresente uma única candidatura ao
Governo do Estado em 2014.
Lançamento da
pré-candidatura de Zé Maria à Presidência da República
![]() |
| Zé Maria estará em São Luís nesta quarta (12) |
Estará presente também
o presidente nacional do Partido, o metalúrgico Zé Maria de
Almeida, que é o pré-candidato do PSTU à Presidência da
República. “Minha candidatura parte da necessidade de apresentar
uma alternativa de classe e socialista perante as candidaturas da
presidente Dilma Roussef (PT) e os candidatos da direita
representados pelo PSDB de Aécio Neves e o PSB de Eduardo Campos”
afirma Zé Maria.
Segundo o pré-candidato
do PSTU, estes dois campos políticos, no entanto, representam o
mesmo modelo econômico e o mesmo projeto para o país, que
privilegia os bancos, grandes empresas e o agronegócio em detrimento
das necessidades e reivindicações dos trabalhadores, do povo pobre
e da juventude.
Quem é Saulo
Arcangeli?
Candidato a governador
do Estado pelo PSOL em 2010, saiu deste partido em 2011 e ingressou
no PSTU, por onde foi candidato a vereador de São Luís em 2012.
Servidor público federal do Ministério Público da União e
professor universitário da UEMA, é dirigente sindical do Sintrajufe
e da CSP Conlutas, Central Sindical e Popular.
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
QUAL É A SAÍDA PARA A O ESTADO DE DECOMPOSIÇÃO DA OLIGARQUIA SARNEY: intervenção federal ou a formação de um governo dos trabalhadores?
Por PSTU Maranhão
O
câncer político instalado há quase meio século nas instituições do Maranhão
atingiu um estado insuportável de degeneração
que deixa a mostra todos os seus sintomas. As ações das
organizações criminosas dos “de baixo” são expressões das da extrema pobreza do
nosso povo e das disputas políticas encarniçadas existentes nas organizações
criminosas dos “de cima”. Há farelo político espalhado para tudo enquanto
é lado.
A
oligarquia Sarney nunca esteve tão desconfortável. Já não consegue
manipular a consciência dos trabalhadores do Maranhão como se manipulam
substâncias químicas em laboratórios clandestinos. As propagandas
vinculadas na imprensa da oligarquia são para tentar maquiar o estado pútrido
desse grupo. Pouco antes de ser derrubado do poder, o imperador Dom Pedro II
usava e abusava de propagandas mentirosas em jornais e revistas da época.
Nelas, o mesmo aparecia sempre com o semblante altivo em meio à desgraça do seu
reinado, já sem apoio da igreja, dos latifundiários e do exército. No último
domingo (05/01) Roseana Sarney deu uma entrevista no jornal O Estado do Maranhão,
de propriedade de sua família, procurando pintar em cores alegres a aquarela
desbotada do seu decadente governo. Turismo e futebol figuraram como tema
central, enquanto a segurança pública foi tratada como um tema de outro
planeta.
72
detentos mortos em Pedrinhas em pouco mais de um ano, quase o dobro dos
executados por aplicação da pena morte nos EUA em 2013. Lá foi 39, segundo relatório anual do Centro de Informação da
Pena de Morte (DPIC). Em média, um detento está sendo executado por
semana no Maranhão. Isso soa entranho para o mundo, mesmo para o mundo
capitalista onde prisão nada mais é do que uma instituição política criada para
disciplinar o corpo e a vida dos trabalhadores. Sim, deve-se disciplinar, não
exterminar, assim pensam os setores mais lúcidos e civilizados da burguesia.
As
exigências da OEA (Organizações dos Estados Americanos) para Roseana Sarney
expõem ainda mais quão os órgãos do seu governo estão prestes a ter falências
múltiplas. Não é bom para os capitalistas constatar que um estado do país que
figura como sétima economia do mundo (o governo Roseana afirma que a média
maranhense é superior a nacional) tenha um sistema penal com fortes traços
medievais. Ao serem presos, os detentos não sabem se serão conduzidos
para a cela ou para a guilhotina.
O
IDH do Maranhão que figura sempre entre os piores do país está na raiz do
problema, mas é dessa raiz que esse grupo se nutre. Por isso, a
oligarquia está sem moral política para combater o crime porque não é possível
uma árvore arrancar sua própria raiz. A cada medida desesperada do seu
governo, os criminosos “de baixo” reagem com mais audácia. Ônibus queimados,
delegacias metralhadas, inocentes feridos e mortos, Força Nacional impotente,
secretário de segurança fraseológico etc. A população está em pânico, mas não
solidária ao governo. A solidariedade é
para com as vitimas dos ataques aos coletivos ocorrido no ultimo
final de semana em São Luís.
Ordenar
a PM a ocupar um inferno de concreto superlotado, o Complexo Penitenciário de
Pedrinhas, que não comporta mais nem púlpito para pregações celestiais foi mais
um tiro que Roseana deu na própria cabeça. As organizações de “baixo” mostraram
para o Brasil que quem realmente comanda o crime no Maranhão não está do lado
de dentro da “muralha”, nem os das organizações “de baixo”, nem os das
organizações “de cima”.
Jogaram
presos de facções rivais nos mesmos pavilhões, nas triagens e até nas mesmas
celas. Naturalizaram a corrupção instalada no sistema prisional e até mesmo
na Secretaria de Segurança Pública do Maranhão. Deram asas ao crime por que
achavam que assim, com os pobres divididos, seria mais fácil controlá-los.
Permitiram que o assassino do quilombola Flaviano fosse um arquivo queimado em
Pedrinhas. Esticaram demais a corda podre, desceram ao fundo do poço, e,
agora, não conseguem voltar escalando os tijolos limosos.
As
esperanças que ainda restam à oligarquia Sarney para continuar no poder são
depositadas no mesmo processo que a maior parte da Oposição do Maranhão
acredita ser possível utilizar para derrotar essa própria oligarquia, ou seja,
as eleições de outubro deste ano. Sobre esse ponto queremos travar o debate.
A
principal Oposição ao grupo Sarney se organiza em torno do grupo do ex-deputado
Flavio Dino. Esse grupo reúne fortíssimos setores econômicos e empresariais
(industriais, agronegócio, latifundiários, etc.) e políticos arquiconservadores
como o coronel da cidade de Caxias, Humberto Coutinho, o ex-prefeito de Bacabal e latifundiário Zé Vieira e
o deputado e ex-delegado de polícia Raimundo Cutrim, ambos aliados históricos
da oligarquia.
Contudo,
esse grupo não é simplesmente burguês/oligárquico, ou uma fração
burguesa/oligárquica in natura. O PC do B de Flavio Dino atrai para seu
campo político um grande número de organizações sociais e sindicais, bem como
intelectuais de classe média, além da pequena burguesia maranhense. Nesse caso,
a melhor definição para esse grupo é que conforma uma Frente Popular, ou seja,
um grupo com um programa claramente burguês, mas com grande apoio popular, tal
como ocorreu em 2006 com Jackson Lago.
Nesse
caso quem define os rumos políticos desse grupo em seu conjunto não são os que
pertencem aos grupos de maior base social (os trabalhadores e suas
organizações), mas aqueles possuem a maior base material (a fração
burguesa-oligárquica).
Para
essa fração, a oligarquia deve ser hiperdesgastada, mas não derrubada nas ruas.
Todas as suas fichas são depositadas nas eleições de outubro. A oligarquia sabe
disso, e mais, sabe que é esse tipo de Oposição que segura as organizações
populares, sindicais e camponesas para que novas jornadas de junho e agosto não
se repitam antes de outubro de 2014. Mas essa confiança tem limites.
As
jornadas de junho no Maranhão, como em todo o Brasil, ocorreu por fora das
organizações tradicionais e traidoras da classe trabalhadora. O grupo Sarney
não dará “cheque em branco” às irritações populares com seu governo
cambaleante. Prova disso está no cerco militar ao Palácio dos Leões.
A
esperança da oligarquia está, portanto, depositada na combinação de algumas
medidas de exceção para barrar manifestações de massa e, sobretudo, no viés
eleitoreiro dos grupos que se agregam em torno de Flávio Dino. Assim, a
decomposição da oligarquia Sarney só não avança para óbito político definitivo
porque à quimioterapia oportunista e eleitoreira do grupo de Flavio Dino
garante a ela alguma sobrevida.
A NOSSA APOSTA PRINCIPAL É NA MOBILIZAÇÃO PERMANENTE DA
CLASSE TRABALHADORA
É
notório que o PSTU cresceu nos últimos anos entre os trabalhadores e a
juventude do Maranhão. Por mais que a pequena burguesia e a direita tente nos
jogar na vala comum de seus partidos, a vanguarda de nossa classe está
aprendendo na experiência da luta real que nós somos diferentes, apesar de não
sermos infalíveis.
Em
todas as frentes que atuamos, sobretudo na CSP CONLUTAS e suas entidades, o
nosso partido não mede esforços tocar a luta. Contudo, sabemos que todo partido
revolucionário deve encarar a realidade de frente. Não somos uma organização
que dirige carro no escuro com faróis apagados.
Somos
ainda muito pequenos e sem base social suficiente para impor uma queda à
oligarquia Sarney. Essa decisão não depende de nossos desejos e nem muito menos
de nossas frases e consignas, mas da realidade objetiva do nosso estado (e essa
condição está dada com crise social e política) e da subjetividade da nossa
classe (mais ou menos dada, pois a indignação, mas sem mobilização
política ) e de um partido com forte influencia de massa, o que ainda não
somos.
Entendemos,
porém, que todos esses processos tendem a avançar. A tentativa de relocalização
de muitos políticos e grupos econômicos em torno de Flavio Dino atestam um mal
estar socioeconômico e político geral em nosso estado. Grupos burgueses e
oligárquicos não dão giros políticos a toa.
A
tentativa de eleger Flavio Dino em detrimento da derrubada do grupo Sarney nas
ruas é parte de um projeto que visa apenas readequar em novas bases a dominação
de classe em nosso estado. No que pese as intenções “humanitária” de
Flavio Dino, a estrutura fundiária continuará intocada, os grandes grupos
econômicos continuarão sugando nossas riquezas e aprofundando a miséria do
nosso povo e a violência não cessará.
O
grupo de Flavio Dino não terá como apresentar um programa classista para o
Maranhão por que sua base material fundamental não está entre os trabalhadores
e os camponeses, e isso já ficou bem claro nas eleições de 2010. Em 2014 Flávio
Dino estará mais a direita.
Isso tem a ver com o
silêncio que mantém em torno da consigna “Fora Roseana Sarney”. De maneira
geral a burguesia não ocupa as ruas para derrubar governos burgueses, ainda que
sejam governos desgastados e antipatizados pela própria burguesia. Isso só
poderá ocorrer mediante a ameaça de tomada de poder pelos trabalhadores. O PSTU
também tem candidato para as eleições de 2014, Saulo Arcangeli, mas não vamos
subordinar nossas lutas às eleições burguesas.
A nota lançada por
Flávio Dino sobre o sobre a crise da oligarquia é, no mínimo,
complacente. Ao invés de convocar população e os movimentos às ruas,
Flavio Dino propõe “a constituição de um Gabinete de Crise, com a participação
de todas as instituições do sistema de Segurança e de Justiça, juntamente com a
sociedade civil (por exemplo: Judiciário, Ministério Público, OAB, SMDDH,
Defensoria Pública, Polícias estaduais, Polícia Federal, Guarda Municipal,
Forças Armadas)”. Infelizmente setores do PSOL do Maranhão coadunam dessa mesma
posição ao defender intervenção federal como uma saída para a crise. É preciso
lembrar que foi uma intervenção federal que levou Sarney ao poder em 1965 e que
as Forças Armadas são braços dos poderosos e seus governos.
O
PSTU acredita que já passou da hora da classe trabalhadora ajustar as contas
com o grupo Sarney. A consigna “Fora Sarney” que ecoou pelo Maranhão em
junho e em agosto de 2013 deve ser retomado com mais força e com um programa
classista para pôr abaixo esse grupo. Defendemos que os trabalhadores governem
a partir da formação de conselhos populares em pólos de todas as microrregião
do estado. Para isso é necessário que confiem em suas próprias forças e não
esperem outubro chegar, pois oligarquia está podre, mas não será
derrubada pelo vento.
Fora Roseana Sarney e toda a
oligarquia!
Por um governo dos Trabalhadores com
formação de conselhos populares no campo e na cidade!
Confisco de todos os bens da
oligarquia !
Mais verbas para Educação, Saúde,
Moradia e Transporte.
Desmilitarização e unificação da
policia
Suspensão de todos os despejos
forçados no campo e na cidade!
Reforma agrária sobre o controle dos
trabalhadores!
Imediata titulação das terras dos
quilombolas
segunda-feira, 30 de dezembro de 2013
Lutas, ocupações e manifestações marcaram o ano no Maranhão
Por Nelson Júnior
da Juventude do PSTU
Sem sombras de dúvidas, as lutas de
2013 abalaram a estabilidade política que vivia o país desde a época das
“Diretas Já” no Brasil. Foi um ano onde as manifestações se chocaram contra os
governos do PT/PMDB e toda a sua base aliada, além de empresários e grandes
corporações, como a rede Globo.
No Maranhão, a Família Sarney que
comanda o estado há meio século teve que mudar toda sua postura política frente
às mobilizações de junho que questionaram seu governo. Tanto é que todas as
manifestações, até as recentes do mês de novembro tinham como destino final a
Praça Pedro II, onde fica a sede política do Governo, o Palácio dos Leões.
Um estado empobrecido!
Todo maranhense está cansado das
piadas que são colocadas quando viajamos para outros estados. A famosa frase
que o “Maranhão é a terra dos Sarney’s” ganha uma conotação trágica se não
fosse ao mesmo tempo cômica. A situação
de miséria que se encontra o nosso povo é fruto de intenso e longo processo de
apropriação da receita que é gerada pelo
trabalho da classe trabalhadora maranhense e pelo uso indevido e irresponsável
dos recursos naturais de nossas terras, que enche os bolsos dessa
tradicional família da oligarquia brasileira.
Os dados do próprio governo mostram
que as principais economias do estado (minério e soja) tiveram relativa estabilização
e/ou queda na exportação, como é o caso do minério de ferro. Até a Refinaria Premium da Petrobrás teve redução no andamento da obra e na conclusão dos projetos[1].
Esta é uma das obras faraônicas do governo do Maranhão e a promessa de grandes
empregos ao trabalhador maranhense. Mas pelo visto ficaremos só nas promessas.
As propagandas do governo de Roseana
Sarney (PMDB/PT) de que o estado vai muito bem se choca com a realidade dos
últimos meses na segurança pública estadual, nas condições de trabalho, na
educação e saúde e também no IDH que segue em um dos últimos lugares, conforme
última pesquisa da Organização das Nações Unidas. A crise do sistema prisional e
falta de investimento em escolas no estado são as principais notícias
veiculadas nos últimos meses na imprensa nacional.
A condição de vida da população,
principalmente das mulheres e dos negros tem piorado. Os piores postos de
emprego ou com as piores condições de trabalho estão destinados a esse setores
da classe trabalhadora. Durante o mês de novembro as organizações do movimento
negro e popular, como o Quilombo Raça e Classe e o Movimento Luta Popular,
junto com o Movimento de Quilombolas da Baixada estiveram à frente da Marcha da
Periferia para denunciar o extermínio organizado pelo estado bonapartista à
população negra, quilombola e tradicionais no estado e em todo o país.
É preciso que em 2014 as organizações
de esquerda apresentem um projeto que rompa com o atraso do sistema político
orquestrado pela oligarquia Sarney e os movimentos sociais devem voltar às ruas
para questionar esse governo que tem cada vez mais priorizado as multinacionais
como a Vale e a Alcoa, isentas de altos valores em seus impostos.
A juventude que sonha e luta tem uma
alternativa socialista
Durante o ano de 2013 os jovens
estiveram à frente das principais manifestações de rua que denunciavam a
situação precária da educação e da saúde e questionavam as milionárias obras da
Copa que só enriqueceram as grandes empreiteiras do setor.
Também foi alvo das manifestações o
sistema de transporte e as altas tarifas impostas pelos governos do PT e do
PSDB na maioria das capitais. Onde não teve aumento, os trabalhadores e a
juventude se organizaram para questionar os esquemas de corrupção, as regalias
dos partidos políticos de direita, as privatizações e os escândalos que envolviam desde à Câmara
de Direitos Humanos e Minorias do Governo Dilma, presidida pelo Dep. Marco
Feliciano, até falta de serviços das Câmaras Municipais.
Foi assim em São Luís! A juventude que esteve à frente da ocupação da reitoria da UFMA em
maio, esteve também à frente das lutas que se confrontavam contra o governo de
Edivaldo Holanda Júnior (PTC/PCdoB) e também da Câmara de Vereadores, onde fazem
parte políticos de inúmeros partidos de direita, legendas e o PCdoB.
Foi uma dura batalha que depois das
ruas de junho, seguiu os meses de julho, agosto e setembro com a entrada da
classe trabalhadora. As lutas que nacionalizaram e levaram milhares de jovens
às ruas de junho, também esteve presente e refletiu as greves feitas pelos
trabalhadores em julho e agosto. Nessas a juventude também estiveram presentes
para reforçar a construção de um projeto classista e socialista com a classe
trabalhadora.
É importante destacar que durante
todos esses processos entidades importantes da juventude maranhense estiveram
presentes dirigindo e co-dirigindo as lutas no estado, principalmente em São
Luís, como é o caso do Diretório Central de Estudantes da UFMA (DCE-UFMA) e da
Assembleia Nacional de Estudantes – Livre (ANEL). Nas principais lutas, sejam
elas dentro ou fora da universidade essas entidades foram o ponto de apoio da
juventude aqui no Maranhão. Entre elas estiveram: as jornadas de junho, a
ocupação da Câmara de Vereadores de São Luís, a lutas por Assistência
Estudantil na UFMA e a luta contra as opressões.
Nós da Juventude do PSTU, estivemos
juntos mobilizando, construindo e apoiando todas essas lutas em são Luís. Em
2014 jogaremos todo o nosso peso para mobilizar ainda mais a juventude do
estado para fortalecer a construção de um projeto socialista. 2013 demonstrou
ser apenas um pouco de tudo que pode acontecer com as Jornadas e Lutas que já
se organizam para o ano que vem, o ano da Copa.
Aqui no estado, colocaremos toda a
estrutura do nosso partido e das entidades que impulsionamos a serviço das
lutas e mobilizações. Já estamos apoiando e impulsionando uma campanha contra a
Criminalização dos Movimentos Sociais. O governo Dilma anunciou recentemente
que manterá todo o diálogo com os movimentos sociais, que não houve em 2013. O
próximo ao que tudo indica será de muita luta e desde já desejamos que eles
sejam de muitas conquitas!
quinta-feira, 26 de dezembro de 2013
POSIÇÃO DO PSTU EM RELAÇÃO À DENÚNCIA DE RACISMO DO VEREADOR FÁBIO CÂMARA DO PMDB CONTRA A PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO LUÍS
O vereador de São Luís, Fábio Câmara (PMDB), registrou na Superintendência de Policia da Capital (SPCC) que teria sido vitima de racismo praticado pelo Comandante da Guarda Municipal de São Luís, George Bezerra. O ato teria ocorrido no dia 19 de dezembro durante reunião de negociação entre a Prefeitura e os cooperados da Multicooper que há 20 meses não recebem salários. Fábio Câmara acusa George Bezerra de tê-lo chamado de “preto” e de “macaco”.
Membros do PSTU participaram dessa reunião, mas não acompanharam os desdobramentos da confusão que se estendeu pelos corredores da prefeitura onde supostamente a agressão racista teria ocorrido. De fato, chegamos a presenciar a arrogância de George Bezerra com os cooperados durante o processo de ocupação da prefeitura.
O comandante da Guarda Municipal é uma manobrista de primeira categoria que se iguala por baixo ao vereador sarneísta Fábio Câmara. Como o caso já foi denunciado publicamente estamos manifestando a posição do nosso partido.
PARA QUE SERVE O RACISMO?
Por principio combatemos o racismo independente da origem de classe e das posições políticas dos indivíduos. Apesar da irracionalidade dessa ideologia, o racismo visa inferiorizar os negros de maneira geral. Ele tenta justificar a situação de penúria social dos negros como consequência natural de uma suposta inferioridade de seus membros e não como resultado das políticas racistas que o Estado brasileiro tem adotado contra a população negra ao longo da sua história.
Essa ideologia, nascida com a escravidão, não admite que os negros possam ser advogados, juízes, parlamentares, etc. Os negros deveriam ocupar o seu “lugar comum” no mundo social que a elite branca determinou, ou seja, ser escravo na colonização e subempregado no capitalismo. Chamá-los de macacos, desta forma, não é um simples apelido, mas uma tentativa de animalizar os negros para justificar a dominação. De acordo com esse pensamento os negros seriam iguais aos animais irracionais, sem subjetividade, sem racionalidade, apenas movidos pelo instinto e pela emotividade. Como dizem os próprios racistas “eles são todos iguais”.
POR SER NEGRO E VITIMA DO RACISMO FÁBIO CÂMARA PODE NOSSO ALIADO?
O fato de combatermos as opressões não significa que todo oprimido seja um aliado de classe. O vereador Fábio Câmara é membro de um partido que historicamente tem massacrado o povo negro, sobretudo no Maranhão, o PMDB. Os índices de desenvolvimento humano do nosso estado demonstram quanto o governo Roseana Sarney (PMDB/PT) é racista e que o racismo não se manifesta apenas em agressões verbais das quais supostamente teria sido vitima o referido vereador. Pelo contrário, nada disso subtrairá os privilégios que o mesmo continuará usufruindo junto ao grupo Sarney.
Na verdade, sabemos que essa suposta agressão racista servirá como capital político que o grupo Sarney provavelmente utilizará contra o grupo de Flavio Dino no próximo pleito eleitoral.
Para nós, a principal manifestação do racismo do grupo sarneísta está em sua política econômica que empurra os negros, maioria absoluta da população maranhense, para o desemprego, subemprego e para o crime, assim está fazendo também Edvaldo Holanda Jr na prefeitura de São Luís. A maioria dos cooperados e terceirizados que trabalham em regime de semiescravidão na Prefeitura de São Luís são negros.
Desagregando o IDH do Maranhão por raça ficamos ao lado dos países mais pobres da África. A situação dos quilombolas é um exemplo emblemático da política racista institucionalizada em nível nacional e estadual. Do total de 3 mil comunidades quilombolas existentes no Maranhão, somente 196 tem titulo de propriedade de seus territórios, ou seja, apenas 6% da totalidade. Roseana Sarney governa para os latifundiários e para os empresários dos agronegócios que são grupos econômicos de linhagem sócio-racial escravagista.
Olhando para a origem racial dos presidiários decapitados cotidianamente no Complexo Penitenciário de Pedrinhas dá para entender como o racismo está institucionalizado nesse governo. Os casos de homicídios praticados contra os negros no Maranhão cresceram quase 200% nos últimos dez anos, segundo dados do Mapa da Violência de 2012: A Cor dos Homicídios no Brasil. Até a OEA está cobrando ações urgentes do governo Roseana Sarney para acabar com os massacres em Pedrinhas. O Maranhão pode sofrer intervenção federal devido aos alarmantes e incontroláveis índices de violência do nosso estado.
Os policiais que assassinaram o artista negro “Gerô” foram todos soltos e reconduzidos ao “trabalho” assim que Roseana Sarney assumiu o governo. O recente caso de racismo praticado pelo governo de Roseana Sarney contra o médico nigeriano Kinglsley Ify Umeilechukwu é outra flagrante demonstração do que estamos denunciando. Por ser negro, Kinglsley não poderia ser médico!
Por tudo isso, não é possível considerar Fábio Câmara aliado dos negros na luta contra o racismo nem muito menos como aliado dos trabalhadores na luta contra o grupo Sarney, mas nada disso justifica que ele seja agredido com xingamentos racistas. O PSTU não compactua com atos racistas de espécie alguma, seja lá contra quem for!
O PSTU continuará denunciando casos de racismo contra os negros de maneira geral por que entendemos que políticos como Fábio Câmara devem ser combatidos enquanto serviçais dos poderosos e não pelas suas características raciais, por que não é o pertencimento racial que o faz de direita.
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