As eleições municipais estão acontecendo em meio a maior crise sanitária da humanidade. A pandemia do novo coronavírus já vitimou mais de 150 mil pessoas no Brasil fazendo do nosso país o 2° em número de mortos e o 3° em infectados, resultado de uma política genocida de um presidente e também do desprezo de governadores e prefeitos pela vida das pessoas.
Quem se propõe ser prefeito de uma cidade e estar ao lado dos trabalhadores deveria em primeiro lugar pautar seu programa de governo pelo combate ao vírus e suas consequências na renda, na saúde e na educação da população. Em segundo lugar, qualquer medida neste sentido para ser implementada hoje tem que passar necessariamente pela derrubada deste governo genocida, machista, racista e que ataca os direitos dos trabalhadores!
O papel vergonhoso do PT junto com os Bolsonaros e os Sarneys
Contudo, lamentavelmente os debates eleitorais não estão pautados por estas questões. Vejamos o exemplo da oposição à Bolsonaro no Congresso Nacional em São Luís: o Partido dos Trabalhadores (PT) apesar de indicar o vice de Rubens Júnior (PCdoB) se dividiu para apoiar Duarte Júnior, do mesmo partido dos filhos de Bolsonaro (Republicanos). Na cidade de Bequimão, 75 km de São Luís, o PT declarou apoio ao candidato à prefeito ligado historicamente à Oligarquia Sarney, enquanto em Açailândia, oitavo município mais populoso do Estado, apoia o candidato dos Republicanos.
PCdoB: O anti bolsonarismo de faz de conta de Flávio Dino
Quanto ao PCdoB, do governador Flávio Dino, este nem se fala. Lançou e apoia diversos candidatos em todo o Estado em coligações das mais diversas possíveis incluindo Republicanos, DEM, PSL e Progressistas. Enquanto seu candidato em São Luís faz questão de mostrar Lula ao seu lado o tempo todo, em São Pedro dos Crentes apoia um bolsonarista que faz questão de dizer que Lula é ladrão e deveria estar preso. Em Caxias, o PCdoB está coligado com o PSL, partido que elegeu Bolsonaro.
O governador Flávio Dino (PCdoB) é ainda mais reivindicado que o próprio ex-presidente Lula. Sua postura durante a pandemia foi vendida como responsável para o resto do país, mas O lockdown na capital São Luís só foi implantado por uma decisão da Justiça. Segundo pesquisa cientifica feita pelo próprio Governo do Estado, 40% da população foi infectada, deixando claro que a política adotada foi a mesma de Bolsonaro (Libera Geral), pondo em risco toda a população, especialmente os negros e pobres, que foram os que mais morreram.
Flávio Dino não declarou apoio a nenhum candidato no 1º turno, nem mesmo para o candidato do seu partido, mas apareceu no programa eleitoral de 4 dos 7 candidatos a prefeito (Duarte, Neto, Bira e Rubens Júnior). Apesar do discurso anti Bolsonaro, o governador não faz questão que os partidos ligados à Bolsonaro (Republicanos, DEM, PSL e Progressistas) estejam na campanha com seus aliados.
PSOL: repetindo os mesmos erros do PT
Por fim, o PSOL lamentavelmente se iguala aos demais partidos ao receber doações de grandes empresários como foi o caso da doação do ex-presidente do Banco Central no governo FHC, Armínio Fraga, a um candidato a vereador na cidade de Duque de Caxias (RJ).
Em São Luís, chegou a discutir coligação com o PSB e o PT, mas acabou lançando candidato próprio e até fez críticas públicas em um debate na TV ao candidato do PSB (Bira do Pindaré) sobre a sua omissão e de seu partido no caso da Comunidade tradicional, centenária e negra do Cajueiro que poderá ser expulsa para instalação de um porto privado, mesmo com militantes do PSOL atuando politicamente a favor do porto. Mas o partido fechou coligação com o próprio PSB na cidade de Bacabal, onde o cunhado de Bira é presidente do Diretório Municipal. Na cidade de Arame, sul do Maranhão, a coligação do PSOL envolve além do PSB, o PDT do senador Weverton Rocha.
Hertz Dias do PSTU: Uma alternativa socialista e revolucionária
Nestas eleições, o PSTU apresenta o professor, rapper e militante negro Hertz Dias para disputar a Prefeitura de São Luís e Jayro Mesquita, trabalhador portuário, como vice. Queremos eleger o primeiro negro à prefeito para governar com os trabalhadores organizados nos Conselhos Populares e implementar um Programa Emergencial nesta pandemia voltado para atender os interesses dos trabalhadores, dos setores oprimidos e não dos ricos.
Fora Bolsonaro e Mourão, já!
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